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Estados Unidos confirmam libertação de cidadão detido na Coreia do Norte

Os Estados Unidos confirmaram hoje a libertação de um cidadão norte-americano que tinha sido detido, em outubro, na Coreia do Norte por entrar de forma ilegal no país asiático.

Estados Unidos confirmam libertação de cidadão detido na Coreia do Norte
Notícias ao Minuto

20:38 - 16/11/18 por Lusa

Mundo Mike Pompeo

"Os Estados Unidos agradecem a cooperação da República Popular Democrática da Coreia e da embaixada da Suécia para facilitar a libertação de um cidadão norte-americano", disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em comunicado.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos enalteceu o apoio da Suécia, que representa os interesses norte-americanos na Coreia do Norte, na defesa dos seus cidadãos.

"A liberdade e o bem-estar dos norte-americanos continuam a ser uma das maiores prioridades do governo de Donald Trump", disse Mike Pompeo.

A Coreia do Norte tinha anunciado hoje que ia deportar um cidadão norte-americano que deteve recentemente por entrar ilegalmente no país, informou a agência oficial da Coreia do Norte, KCNA.

De acordo com a KCNA, o cidadão norte-americano foi detido em 16 de outubro por entrar ilegalmente no país, pela fronteira com a China. A agência oficial não divulgou o nome do detido nem a data prevista para a deportação.

Em maio, a Coreia do Norte fez regressar aos Estados Unidos três norte-americanos detidos na Coreia há mais de um ano.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul acusam regularmente o regime de Pyongyang de deter estrangeiros para obter vantagens e concessões diplomáticas.

Este anúncio sugere que apesar das negociações entre Washington e Pyongyang para a desnuclearização estarem num impasse, a Coreia do Norte ainda quer manter o clima de diálogo com os Estados Unidos.

As negociações para uma "desnuclearização completa da península coreana" tinham estado a evoluir desde a histórica cimeira de Singapura entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Kim Jong-un, o líder norte-coreano, mas nas últimas semanas parecem ter regredido.

Na semana passada, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, adiou um encontro com um alto dirigente norte-coreano.

Pompeo ia reunir-se, em Nova Iorque, com Kim Yong-chol para discutir os progressos no desarmamento norte-coreano e preparar uma nova cimeira entre Trump e Kim.

A manutenção das sanções económicas contra a Coreia do Norte levou Pyongyang a ameaçar, na passada sexta-feira, que podia reativar uma política de Estado dirigida a fortalecer o seu arsenal nuclear.

Apesar de um aparente agravamento da situação nas últimas semanas, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, reiterou na quinta-feira que a segunda cimeira entre Trump e Kim deverá acontecer no início do próximo ano.

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