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Se vencer, Bolsonaro diz que Brasil sai da ONU. "Não serve para nada"

Candidato de extrema-direita considera a organização uma "reunião de comunistas" que apoia "um corrupto condenado e preso". Acusações surgem depois de a ONU pedir que Lula da Silva, apesar de estar preso, possa usufruir dos seus direitos enquanto candidato às presidenciais.

Se vencer, Bolsonaro diz que Brasil sai da ONU. "Não serve para nada"
Notícias ao Minuto

15:45 - 19/08/18 por Pedro Bastos Reis 

Mundo Presidenciais

Jair Bolsonaro, candidato do Partido Social Liberal (PSL) às presidenciais brasileiras marcadas para outubro, admite retirar o Brasil da ONU, caso saia vencedor das eleições.

As declarações do candidato da extrema-direita foram feitas no passado sábado, um dia depois de o Comité de Direitos Humanos da ONU ter pedido às autoridades brasileiras que Lula da Silva, detido desde abril, possa exercer todos os seus direitos políticos como candidato, isto apesar de estar preso.

Esta tomada de posição da ONU, sem valor vinculativo, indignou Bolsonaro, que acusou a organização de “não servir para nada” e de ser uma “reunião de comunistas”.

“Se eu for presidente, saio da ONU. Não serve para nada esta instituição”, atirou o candidato do PSL, citado pelo G1. “[A ONU] É uma reunião de comunistas, de gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul”, rematou.

Também na rede social Twitter, Bolsonaro reiterou esta sua posição em relação em ONU, referindo que esta está contra Israel e que “está ao lado de tudo o que não presta”.

“Há mais ou menos dois meses falei em entrevista que já teria tirado o Brasil do conselho da ONU, não só por se posicionarem contra Israel, mas por sempre estarem ao lado de tudo o que não presta”, escreveu Bolsonaro, apontando de seguida o dedo a Lula da Silva. “Este atual apoio a um corrupto condenado e preso é só mais um exemplo da nossa posição”.

O parecer da ONU em relação ao ex-presidente Lula surge depois de a defesa do histórica líder do Partido dos Trabalhadores (PT) ter apresentado queixa junto das Nações Unidas.

Apesar de estar a cumprir, desde abril, uma pena de 12 anos de prisão pelo seu envolvimento na Lava-Jato, o PT escolheu Lula da Silva como o seu candidato às presidenciais. Contudo, não é certo que o ex-presidente possa concorrer, devido à lei da ficha limpa, que determina que um candidato condenado em segunda instância não pode desempenhar cargos públicos.

Enquanto se mantém o impasse, Lula da Silva continua em primeiro nas sondagens. Jair Bolsonaro, ex-militar conhecido pelas suas posições homofóbicas e racistas, para além da simpatia com a ditadura militar, surge em segundo lugar nas sondagens.

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