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Líder da extrema-direita diz que partido foi vítima "de golpe de Estado"

A líder da extrema-direita francesa denunciou hoje que o seu partido está a ser vítima de um "golpe de Estado" na sequência da decisão de dois juízes de confiscar dois milhões de euros públicos à União Nacional.

Líder da extrema-direita diz que partido foi vítima "de golpe de Estado"
Notícias ao Minuto

09:36 - 09/07/18 por Lusa

Mundo França

Em entrevista transmitida pela rádio "RMC" e "BFMTV", Marine Le Pen disse que, se a União Nacional (UN, ex-Frente Nacional) não receber esse dinheiro até ao final de agosto não poderá pagar os salários dos seus funcionários e corre o risco de desaparecer.

"A decisão dos juízes é um verdadeiro golpe de Estado e um ataque contra a democracia, porque um partido político não é uma associação como qualquer outra e é protegido pela Constituição", disse.

Dois magistrados decidiram na semana passada confiscar, de forma preventiva, a maior parte da dotação pública que a Frente Nacional deveria receber por suspeitas de que terem usado empregos fictícios no Parlamento Europeu para pagar a cerca de 20 colaboradores.

Marine Le Pen considerou que os dois juízes, próximos do Sindicato da Magistratura, que considera "esquerdista" e que nas eleições do ano passado se manifestaram publicamente contra a sua formação, "decidiram assassinar o primeiro partido da oposição em França, não respeitando qualquer critério legal".

A líder da extrema-direita francesa adiantou hoje de manhã que vai apresentar recurso para evitar que a verba seja confiscada, adiantando que o partido "ativou uma página na internet para que os franceses os ajudem".

O Parlamento Europeu reclamou mais de meio milhão de euros ao grupo parlamentar da União Nacional como reembolso de despesas injustificadas, como prendas, champanhe caro e jantares luxuosos.

A decisão foi tomada na segunda-feira, com o apoio unânime do órgão da direção de instituição encarregado de validar as contas dos diferentes grupos políticos, divulgou fonte parlamentar.

O grupo ENL (Europa das Nações e Liberdades), que tinha sido instado, mais uma vez, a justificar-se no final de maio, não vai entregar dinheiro, uma vez que a administração do parlamento tinha congelado, por precaução, mais de 500 mil euros do orçamento de funcionamento deste grupo para 2018, que se eleva a mais de três milhões de euros.

No Parlamento Europeu, é atribuído aos oito grupos políticos um orçamento anual para os custos de funcionamento.

O grupo ENL reúne 35 deputados, dos quais mais de metade são da UN. Integra também eleitos pelo FPO austríaco, pela Liga italiana e do Partido para a Liberdade holandês.

A maior parte das despesas de alimentação injustificadas é atribuída aos eleitos franceses.

Um dos casos foi o de Marine Le Pen, a quem foi exigido o reembolso de 300 mil euros pelo emprego considerado duvidoso de uma assistente, Catherine Griset, quando era eurodeputada.

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