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Excesso de açúcar pode levar à depressão, diz estudo

A pesquisa foi feita no Reino Unido e os resultados foram mais assustadores no sexo masculino.

Excesso de açúcar pode levar à depressão, diz estudo
Notícias ao Minuto

18:02 - 28/07/17 por Estadao Conteudo 

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Passados anos e anos a apontar o dedo ao sal (que continua a ser um inimigo), eis que a ciência se rende às evidências e começa a estudar cada vez mais o verdadeiro impacto do açúcar na saúde.

Depois de vários estudos terem provado que o açúcar tem um efeito negativo e direto no ganho de peso e no aparecimento de doenças de estilo de vida como a diabetes e o cancro ou ainda de patologias do foro cardiovascular, um novo estudo vem reforçar a ideia de que o açúcar faz também mal à saúde mental. Depois de uma investigação ter relacionado o consumo de açúcar com o declínio cognitivo acelerado, um novo estudo vem revelar este alimento pode mesmo ser o causado de depressão no sexo masculino.

O trabalho, liderado por Anika Knüppel da Universidade College London (no Reino Unido), foi publicado esta semana na revista Scientific Reports e "os resultados mostram o efeito adverso a longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces".

Os altos níveis de consumo de açúcar já tinham sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores, no entanto, até agora, os cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão.

Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram, ao longo de 22 anos, os dados de 8.087 homens e mulheres do Reino Unido com idades entre 39 e 83 anos. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes.

O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluíam, por exemplo, refrigerantes, sumos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café.

Para um terço dos homens - aqueles com maior consumo de açúcar -, houve um aumento de 23% da ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de serem ou não portadores de obesidade.

Embora o estudo tenha sido realizado com homens e mulheres, a ligação do açúcar e das doenças mentais apareceu só no grupo masculino. "Esse resultado foi bastante inesperado e não encontrámos uma boa explicação para isso. Mas não é impossível que os resultados também se apliquem a mulheres. Uma estudo norte-americano em 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação de alto consumo de açúcar e depressão", disse Anika.

Segundo a autora, há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. "O BDNF tem sido discutido como um facilitador da atrofia do hipocampo em casos de depressão", disse Anika.

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