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Viver com insuficiência cardíaca. Um testemunho na primeira pessoa

Sérgio Fonseca tinha 53 anos quando recebeu o diagnóstico de insuficiência cardíaca. Esteve à conversa com o Lifestyle ao Minuto para partilhar a sua história e sensibilizar a população para os sintomas que jamais devemos ignorar.

Viver com insuficiência cardíaca. Um testemunho na primeira pessoa
Notícias ao Minuto

08:30 - 12/07/23 por Ana Rita Rebelo

Lifestyle Entrevista

Por cá, são poucas as informações estatísticas sobre insuficiência cardíaca, "uma doença grave e crónica, que ocorre quando o coração é incapaz de bombear o sangue para o corpo na quantidade necessária ou de relaxar e receber novamente o sangue de forma normal", como explica a Direção-Geral da Saúde. Apesar de constituir um dos maiores desafios atuais para os sistemas de saúde, os últimos dados baseiam-se em valores apurados há mais de duas décadas, estando atualmente a decorrer um novo estudo epidemiológico (PORTHOS) em Portugal continental, que irá incluir 5.616 utentes.

Estima-se que a prevalência da doença em Portugal (4%) esteja acima da média europeia (2%). Os casos poderão chegar aos 400 mil e Sérgio Fonseca entra para estas contas. Tinha 53 anos quando recebeu o diagnóstico e ao Lifestyle ao Minuto partilhou o seu testemunho na primeira pessoa.

"Tinha 53 anos quando fui diagnosticado com insuficiência cardíaca, após ter tido um enfarte agudo do miocárdio em julho de 2020. Limparam ao máximo as artérias, mas houve uma que ficou danificada, daí a insuficiência cardíaca. Uma parte do coração não ficou bem e tem de ser compensada pelo resto do coração.

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Os sintomas iniciais foram dores localizadas no estômago, que inicialmente pareciam sinais de gastroenterite. À medida que as dores se agravaram, procurei atendimento médico e o diagnóstico de enfarte agudo do miocárdio foi estabelecido.

Notícias ao Minuto © Sérgio Fonseca

Pode-se dizer que o que tive é um 'mal de família'. Esta tendência para ter enfarte do miocárdio afeta essencialmente o sexo masculino, passando de geração em geração. O meu irmão também já teve um enfarte e conseguiu limpar as artérias a tempo. Felizmente, não sofreu de insuficiência cardíaca. No entanto, tem dois stent [pequenas redes metálicas expansíveis] colocados.

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Recebo apoio do Hospital de Santa Cruz, através do meu médico cardiologista e da unidade de reabilitação cardíaca, bem como da minha médica de família e da Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca. Além disso, a minha família e amigos chegados desempenham um papel importante na provisão de suporte emocional e encorajamento para gerir a minha insuficiência cardíaca.

A doença tem um impacto significativo no meu dia a dia, tanto positivo como negativo. Estou mais consciente da importância de uma alimentação adequada, da necessidade de descanso adequado e da gestão do esforço físico diário, preciso de cuidar de mim mesmo e de ter uma abordagem responsável para manter-me saudável. Mas alterei radicalmente o meu estilo de vida. A mudança foi de 180.º graus! Ao início não lidei bem com o diagnóstico de insuficiência cardíaca, mas após ter ganho consciência de que teria de mudar o meu modo de vida, aceitei esta nova condição e, aquilo que era uma exceção, passou a ser regra. Consciencializei-me da necessidade de mudar os meus hábitos alimentares, voltei a dar importância à qualidade dos alimentos que consumo e adotei uma abordagem mais saudável em relação à minha alimentação. Além disso, é muito importante seguir o plano de tratamento prescrito pelo médico, tomar a medicação regularmente, monitorizar o peso, controlar a pressão arterial e a diabetes, além de fazer exercício físico com regularidade."

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