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Pubalgia: Saiba como evitar uma das lesões mais comuns no desporto

"Bastante associada à prática desportiva, quer seja desporto lúdico ou de competição, a pubalgia é uma causa muito comum de procura de consultas de Medicina Desportiva. Sendo uma situação que por vezes é muito incapacitante, fique a conhecer todos os cuidados que deve ter para impedir o aparecimento deste síndrome doloroso, tão comum em futebolistas", explica Helena Fernandes, Médica Especialista em Fisiatria e em Medicina Desportiva no Instituto CUF Porto, no artigo de opinião que se segue.

Pubalgia: Saiba como evitar uma das lesões mais comuns no desporto

A pubalgia, mais corretamente designada por síndrome pubálgico, pode surgir com dor na região do púbis (que é a parte da frente da bacia), abdómen inferior, virilha ou coxa, e é consequência de um uso excessivo ou inadequado dos músculos que rodeiam a sínfise púbica.

Habitualmente a dor só aparece num dos lados e surge como consequência de uma atividade desportiva com movimentos muito repetitivos (como a corrida) ou então com acelerações e desacelerações rápidas, alterações súbitas de direção/sentido, saltos ou chutes. O desequilíbrio entre os músculos adutores e os músculos abdominais na sínfise púbica, classicamente descrito como uma das principais causas de pubalgia, nem sempre está presente.

Notícias ao Minuto

Dra. Helena Fernandes
© DR

São muitos os desportos em que é frequente o aparecimento de pubalgia, nomeadamente o futebol, o ciclismo e o atletismo, modalidades onde este tipo de dor pode condicionar muito a capacidade atlética do desportista.

A pubalgia no desporto é uma situação complexa porque, na maior parte dos casos, existe mais do que uma causa para o seu aparecimento. O seu diagnóstico implica uma observação médica detalhada e por vezes é necessário o envolvimento de diversas especialidades médicas ao longo de todo o processo, desde o diagnóstico ao tratamento. Para esclarecimento do quadro clínico poderá ser necessário realizar exames auxiliares de diagnóstico como radiografias, ecografia, ressonância magnética, entre outros. O diagnóstico da pubalgia pode ser demorado, dado o grande número de patologias que podem afetar esta região. Por se tratar de uma situação usualmente multifatorial, o tratamento da pubalgia é um grande desafio – no mesmo atleta pode ser necessário lidar com uma patologia a nível dos músculos adutores, outra a nível do canal inguinal e outra a nível da articulação da anca.

Contudo, a grande maioria dos desportistas tem um bom prognóstico, isto é, o atleta acaba por ficar sem queixas após o tratamento adequado, que na maior parte das situações não implica cirurgia.

Quando a pubalgia é aguda (a dor surge subitamente) e a causa é uma inflamação, pode-se fazer medicação anti-inflamatória e aplicar gelo na área dolorosa, durante cerca de 10 minutos, com intervalos de pelo menos 2 horas, nos três primeiros dias. Apesar de a utilização de gelo ser muito comum, é importante proteger a pele para evitar queimaduras.

Quando não existem melhoras com este tratamento inicial ou quando a dor surge de forma progressiva e se arrasta ao longo de dias, ou mesmo, semanas, é muito importante iniciar fisioterapia, integrando um programa de reabilitação funcional com o objetivo de diminuir a dor e restaurar o normal funcionamento das articulações e músculos através de exercícios específicos, sempre ajustados a cada atleta - cada pubalgia tem o seu tratamento adequado.

O tempo de recuperação é variável, obviamente também dependente da causa da pubalgia. É, por isso, fundamental que possa ser acompanhado por uma equipa especializada e diferenciada para que se obtenham os melhores resultados.

Esta é uma situação que por vezes é muito limitadora e interfere na performance do desportista e por isso é essencial a sua prevenção.

É possível prevenir a ocorrência de pubalgia com um treino especificamente programado e adaptado a cada atleta, de acordo com a sua situação clínica e modalidade desportiva que pratica. Para tal, é aconselhado o acompanhamento por um médico especialista em Medicina Desportiva, que irá promover a realização de um plano que engloba exercícios de fortalecimento muscular e alongamentos específicos desta região, com a ajuda de outros profissionais de saúde e/ou desporto diferenciados.  

E não são apenas os atletas de alta performance que devem ter este cuidado. Todos aqueles que praticam desporto podem e devem ser devidamente acompanhados e procurar orientação médica para alcançarem um estilo de vida saudável e sem lesões e, desta forma, conseguirem, também, um bom rendimento desportivo.

Numa altura em que estamos todos prestes a apoiar, com todas as nossas forças e esperança, a nossa Seleção Nacional de Futebol no EURO2020, não se esqueça que ser um entusiasta de desporto e viver fervorosamente os jogos ajuda a aumentar os níveis de bem-estar, mas a prática de exercício físico irá trazer enormes benefícios para a sua saúde física e mental.

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