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Ansiedade pode estimular e acelerar o início da doença de Alzheimer

Um novo estudo aponta que a ansiedade está associada a um aumento da taxa de progressão do deterioramento neurológico, desde o comprometimento cognitivo considerado ligeiro à instalação total da doença de Alzheimer, um dos tipos de demência mais comuns.

Ansiedade pode estimular e acelerar o início da doença de Alzheimer
Notícias ao Minuto

18:00 - 26/11/20 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Demência e Alzheimer

A ansiedade tem sido frequentemente observada em indivíduos que apresentam algum tipo de comprometimento cognitivo, apesar do seu papel na progressão da doença ainda não ser totalmente compreendido.

Maria Spampinato, professora na Medical University of South Carolina (MUSC), nos Estados Unidos, e principal autora do novo estudo, disse em comunicado à imprensa: "sabemos que a perda de volume em certas áreas do cérebro é um fator que prediz a progressão da doença de Alzheimer". 

"Neste estudo, quisémos perceber se a ansiedade tinha um efeito na estrutura do cérebro, ou se o efeito da ansiedade era independente da estrutura cerebral que favorece a progressão da doença". 

A pesquisa incluiu 339 pacientes, com uma idade mediana de 72 anos, que haviam sido diagnosticados com défice cognitivo ligeiro; 72 progrediram para doença de Alzheimer enquanto 267 permaneceram estáveis. 

Os investigadores obtiveram exames de MRI do cérebro para determinar os volumes do hipocampo e do córtex entorhinal, duas áreas importantes para a formação de memórias.

Adicionalmente, testaram a presença do alelo Apoe4, o fator de risco genético mais prevalecente para o aparecimento de Alzheimer. Já os níveis de ansiedade foram determinados através de questionários médicos. 

Conforme era esperado, os pacientes que vieram a sofrer de Alzheimer registaram volumes no hipocampo e no cortex enotorhinal "significativamente mais baixos" e uma maior predominância do alelo Apoe4. 

Todavia, mais notavelmente, os investigadores descobriram que a ansiedade foi independentemente associada ao declínio cognitivo. 

Jenny Ulber, estudante de medicina na MUSC e uma das investigadoras envolvida na pesquisa, afirmou: "pacientes com défice cognitivo ligeiro com sintomas de ansiedade desenvolveram a doença de Alzheimer mais rapidamente, comparativamente aos indivíduos sem ansiedade, independentemente de terem um fator genético de risco para Alzheimer ou perda de volume no cérebro". 

A professora Spampinato acrescentou: "ainda não sabemos se a ansiedade é um sintoma - por outras palavras, a memória está a piorar e os pacientes ficam ansiosos - ou se a ansiedade contribui para o declínio cognitivo". 

O estudo foi baseado em exames de ressonância magnética feitos num ponto específico no tempo. Em pesquisas futuras, a equipa gostaria de estudar exames de ressonância magnética obtidos após o exame inicial, de modo a melhor entender a conexão entre ansiedade e a estrutura do cérebro. 

Os dados apurados irão ser apresentados no encontro anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte (RSNA). 

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