Meteorologia

  • 06 ABRIL 2020
Tempo
14º
MIN 14º MÁX 18º

Edição

Esta é a região do cérebro responsável pela depressão, a ciência explica

Cientistas acreditam que uma dificuldade de ligação entre a área do cérebro responsável pela memória e a zona que processa factos positivos pode estar na origem da depressão major.

Esta é a região do cérebro responsável pela depressão, a ciência explica
Notícias ao Minuto

11:14 - 20/02/20 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Origem da depressão

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão aflige 10% da população mundial e infelizmente os números tendem a aumentar exponencialmente nos próximos anos.

Números reais apontam que Portugal é o país da Europa com a taxa de depressão mais elevada e o segundo no mundo, sendo ultrapassado apenas pelos EUA. Ou seja, vinte e três por cento da população portuguesa sofre de um problema de saúde mental; por ano, 400 mil portugueses são diagnosticados com depressão. No ano de 2017 foram prescritos 20 milhões de embalagens de psicofármacos em Portugal, sendo gastos diariamente 600 mil euros neste tipo de medicação.

E a taxa de mortes relacionada a episódios depressivos aumentou 705%.

A depressão caracteriza-se como uma doença em que ocorrem desequilíbrios químicos dos chamados neurotransmissores. Essas substâncias são responsáveis por transportar as informações pela rede de neurónios do nosso cérebro - incluindo as sensações de prazer, serenidade, disposição e bem estar.

Mais do que um simples estado de humor, a depressão é uma doença extremamente complexa que advém da combinação de fatores biológicos e psicológicos que ainda estão a ser investigados e entendidos pela ciência.

Conforme avança um artigo publicado na revista Galileu, tendo o intuito de identificar uma região específica do cérebro a que pudesse ser atribuída a doença, uma equipa de investigadores de várias universidades do mundo resolveu analisar imagens de ressonâncias magnéticas do cérebro de 909 chineses, 421 dos quais haviam sido diagnosticados com depressão; já os restantes indivíduos envolvidos na experiência não padeciam da doença, tendo sido apenas utilizados como grupo de controle.

Os investigadores notaram, ao analisar os exames, a ocorrência de alterações na atividade de duas regiões distintas do cérebro dos doentes: o córtex órbito-frontal (OFC) medial e o lateral. E, não – cientificamente falando não se trata de um acaso. O OFC medial é responsável pelo tipo de alegria que sentimos quando algo bom acontece. Já o OFC lateral processa as nossas reações a eventos negativos.

Adicionalmente, ambos os OFCs estão vinculados ao hipocampo, aquela que é considerada a base da memória. A lógica é simples, como explica a revista Galileu: se as conexões do OFC ‘bom’ estiverem a trabalhar eficazmente, a pessoa irá recordar-se de factos positivos com muito mais facilidade e intensidade. Ora nas pessoas que sofrem de depressão ocorre precisamente o inverso. O OFC ‘mau’ domina o cérebro e torna as memórias negativas mais intensas, predominantes e duradouras.

Mais ainda, os cientistas resolveram comparar o cérebro de doentes que tomavam medicação, comparativamente a indivíduos que se abstinham de fármacos, e apuraram que os anti-depressivos contribuem para o enfraquecimento das conexões do OFC lateral com a memória. Por outras palavras, a área na qual proliferam os sentimentos negativos.

O estudo inédito foi publicado no periódico Brain, da editora de Oxford, no Reino Unido. 

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Receba dicas para uma vida melhor!

Moda e Beleza, Férias, Viagens, Hotéis e Restaurantes, Emprego, Espiritualidade, Relações e Sexo, Saúde e Perda de Peso

Obrigado por ter ativado as notificações de Lifestyle ao Minuto.

É um serviço gratuito, que pode sempre desativar.

Notícias ao Minuto Saber mais sobre notificações do browser

Campo obrigatório