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Botulismo: O que é e como evitar intoxicação alimentar que pode matar

A hospitalização de duas irmãs na Argentina, em estado grave, trouxe à tona o alerta sobre uma grave intoxicação decorrente da alimentação.

Botulismo: O que é e como evitar intoxicação alimentar que pode matar
Notícias ao Minuto

13:00 - 21/05/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Doenças que matam

Internadas na semana passada, as irmãs apresentaram "sintomas compatíveis com o botulismo" após consumirem húmus mal conservado, segundo informações divulgadas pela BBC News.

O botulismo pode causar complicações como fraqueza prolongada, mau funcionamento do sistema nervoso e problemas respiratórios agudos.

Quando a condição não é diagnosticada e tratada a tempo, pode tornar-se fatal.

Os pacientes afetados pelo botulismo, geralmente adoeceram após consumir alimentos mal processados ou conservados.

Qual é a origem?

O botulismo é causado por uma toxina libertada pela bactéria Clostridium botulinum.

As bactérias em si não são prejudiciais. Na verdade, estão presentes no ambiente de maneira geral, sobretudo em ambientes com falta de oxigénio. É o caso de conservas de alimentos, em que os esporos (unidades de reprodução) da bactéria começam a libertar a toxina.

"Isso ocorre principalmente em conservas feitas sem as devidas precauções e em alimentos indevidamente processados, enlatados ou envasados em casa", explica a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como o botulismo pode propagar-se?

A OMS adverte que este tipo de intoxicação não pode ser transmitida de pessoa para pessoa, embora possa, sim, ser repassada especificamente pelo contacto com feridas ou pela inalação.

Há ainda o botulismo infantil, em que as bactérias presentes no ambiente infeccionam o intestino da criança. 

Mas a toxina botulínica é transmitida principalmente por meio de alimentos mal processados ou com um nível muito baixo de acidez.

Na lista de produtos a considerar, a organização internacional inclui vegetais enlatados com baixa acidez, como feijão verde, espinafre, cogumelos e beterraba.

Carnes cruas ou peixes preservados por salga ou defumação deficientes também podem apresentar a toxina.

O mesmo vale para vitaminas e suplementos alimentares.

"Casos de botulismo de origem alimentar são frequentemente relacionados a alimentos prontos para consumo, embalados com pouco oxigénio", alerta a OMS.

Quais são os sintomas desta intoxicação?

A organização norte-americana sem fins lucrativos Mayo Clinic aponta que os primeiros sinais mais evidentes de intoxicação incluem fraqueza muscular, pálpebras caídas, voz fraca, vertigem, secura na boca e visão turva.

As toxinas botulicas são neurotóxicas, o que significa que afetam o sistema nervoso. Isso leva a uma paralisia e uma flacidez que podem produzir insuficiência respiratória.

Com isso, um caso não tratado pode levar a um estado de saúde ainda mais grave.

Qual é o tratamento?

"Se foi diagnosticado com botulismo alimentar ou uma lesão precoce, a injeção de antitoxina reduz o risco de complicações, embora não possa reverter os danos já causados", explica a clínica Mayo.

Os antibióticos só são recomendados caso a toxina tenha entrado na corrente sanguínea por meio de uma ferida.

Quando o caso já está avançado e o diagnóstico é tardio, é provável que o paciente necessite de um respirador mecânico à medida que a toxina é libertada no corpo.

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