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Sete questões a esclarecer sobre a doença mais fatal nas crianças

Na data em que se assinala o Dia Mundial da Pneumonia, o pediatra Pedro Flores esclarece em simples tópicos tudo o que vale a pena saber acerca deste problema que afeta gravemente, também, os mais novos.

Sete questões a esclarecer sobre a doença mais fatal nas crianças
Notícias ao Minuto

18:00 - 12/11/18 por Mariana Botelho 

Lifestyle Saúde infantil

Diz a Organização Mundial de Saúde que a pneumonia é a principal causa de mortalidade em crianças a nível global.

Porquê? Como evitar? O que fazer? Como fazer? Face a esta informação, as questões são muitas, e que hoje, mais do que em qualquer dia, vale a pena responder. Quem nos esclareceu foi Pedro Flores, Pediatra no Hospital CUF Descobertas que começa por responder à questão mais básica: o que é a pneumonia.

Esta condição carateriza-se por “uma infeção do pulmão, provocada por vírus, bactérias ou outros agentes provenientes da flora normal da boca e nariz ou de outras pessoas doentes”. De tal descrição, conclui-se que podem ser vários os microogranismos que podem causar pneumonia, como vírus, bactérias, fungos e protozoários, aponta o especialista.

Mas à questão ‘o que causa a pneumonia’, Pedro Flores reconhece que “a causa mais frequente é viral (Adenovírus, Influenza, Vírus Sincicial Respiratório, Parainfluenza)”, e esclarece: “A tendência é a pneumonia surgir após uma constipação ou amigdalite, que ao fim de dois a três dias avança para sintomas com origem pulmonar. O líquido produzido pela infecção, os detritos celulares e o pús acumulam-se então nos alvéolos, impedindo a passagem do ar e as trocas gasosas.” Mas apesar de advir de uma constipação ou amigdalite, “os xaropes para a tosse não devem ser dados em caso de pneumonia e a maioria dos medicamentos de venda livre são contra-indicados abaixo dos 6 anos”, alerta o especialista, que aconselha a que se opte sempre pela medicação prescrita e com a duração e frequência indicadas.

Mesmo que se siga este tratamento, Pedro Flores responde sim à questão ‘Pode existir necessidade de internamento’, algo que acontece por exemplo nos casos em que “se necessitar de oxigénio suplementar, a infecção tiver atingido a corrente sanguínea, for portadora de doença crónica que diminua as defesas ou se vomitar continuamente”. Nestes casos, é comum a necessidade de soro ou antibióticos por via endovenosa ou administração de oxigénio. “Em alguns casos graves, a criança pode ser encaminhada para os cuidados intensivos, para fazer ventilação mecânica”, acrescenta o pediatra.

Para evitar tais casos, a prevenção é fundamental. Sobre como o fazer, o especialista começa por explicar que “as vacinas têm um papel importante na prevenção: alguns tipos de pneumonia podem ser prevenidos por vacinas. Actualmente, as crianças são vacinadas a partir dos 2 meses contra pneumococo, Haemophilus influenzae e a tosse convulsa. Quanto à vacina da gripe, é recomendada para crianças com doenças crónicas cardíacas ou pulmonares, sendo que algumas crianças nascidas prematuramente recebem anticorpos contra Vírus Sincicial Respiratório.”

Fora estes casos específicos, há que estar atento aos sintomas que podem levar à pneumonia. Pedro Flores responde a que sintomas se fala nestes casos ao apontar os casos de “febre, calafrios, tosse, respiração rápida e ruidosa, gemido, abertura das narinas, movimentos visíveis dos músculos entre as costelas ou do abdómen, vómitos, menos actividade, perda de apetite, cor azulada dos lábios ou extremidades”, além disso, “a criança pode também apresentar dores abdominais, no peito, ombros ou cabeça” aponta o médico, certo de que os sinais e sintomas são bastante variados e que dependem muito da idade, histórico de saúde e características do microorganismo que causam infecção”.

Antes de vacina ou outro tipo de medicação, caso se depare com algum destes casos deve levar a criança a beber muitos líquidos e a apostar bastante no repouso. “Deve também consultar um médico para que seja feita a avaliação do estado geral da criança, o esforço respiratório e sinais vitais. Para apoio ao diagnóstico, o médico poderá solicitar uma radiografia do torax e análises ao sangue”, refere Pedro Flores.

Por fim, o pediatra da CUF afirma que existe sim a possibilidade de contágio devido ao vírus ou infeção que “podem ser transmitidos pela tosse e espirros, pela partilha de copos e talheres, ou o contacto com lenços usados pela criança infectada” e termina: “Quem estiver em contacto com crianças com pneumonia devem lavar frequentemente as mãos.”

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