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"Se eu vivesse do preconceito teria sido difícil construir este caminho"

Rosa Bela tornou-se conhecida do grande público aos 16 anos, quando assumiu publicamente uma relação com o ator Carlos Areia, na altura de 64 anos. As polémicas e os 48 anos de diferença de idade não foram suficientes para separar o casal e, nove anos depois, Rosa revelou ao Fama Ao Minuto que já se sente casada com o ator.

"Se eu vivesse do preconceito teria sido difícil construir este caminho"
Notícias ao Minuto

08:00 - 03/12/17 por Catarina Ferreira

Fama Rosa Bela

Numa entrevista exclusiva ao Fama Ao Minuto a jovem atriz garantiu que com o tempo aprendeu a lidar com o preconceito e conseguiu a aceitação da família. Os mesmos familiares que a viram partir da aldeia onde vivia em Aveiro para se mudar para Lisboa em busca do sonho de ser atriz.

Trabalha em teatro desde então, mas garante que a relação com Carlos nunca lhe abriu portas. Recentemente, integrou o elenco da novela da TVI ‘A Herdeira’ para viver aquela que considera ser a sua grande oportunidade em televisão. Cautelosa, Rosa não quer sonhar alto e procura viver um dia de cada vez. O seu objetivo é vingar na area da representação, onde garante que a sua história de vida, a relação com Carlos e o facto de os pais serem surdos mudos, a distingue de todas as outras atrizes da sua idade.

A Rosa deixou Aveiro e veio para Lisboa muito nova, aos 16 anos, vinha em busca de quê?

De concretizar o meu sonho, que sempre foi ser atriz. Sempre, desde que me conheço. Quando comecei a estudar no Norte e fiz as audições para a academia contemporânea do Porto percebi que era por ali que tinha de ir, decidi que era aquilo que queria fazer. Agora as coisas já começam a acontecer muito também no norte, mas na altura que eu vim não aconteciam lá grandes produções de teatro e televisão. Então, achei que era a altura apostar em vir para a capital concretizar o meu sonho. Depois de ter já a formação, era o passo seguinte. Mas pronto, não foi muito fácil, eu só tinha 16 anos. Sabia que estava a acontecer aqui na ACT – Escola de Atores um workshop que eu queria muito fazer com o Nicolau Breyner e achei que ia ter uma grande oportunidade se conseguisse entrar. Só havia dez vagas e eu consegui concorrer, fazer as provas e ficar com uma das vagas. Foi aí que eu disse ‘agora sim é um objetivo para ir’, não vou sem nada. Foi assim que as coisas aconteceram, decidi vir e correu bem.

A sua família sempre apoiou o seu sonho de ser atriz?

Mais ou menos. Acho que no início eles não foram muito a favor por ser uma profissão incerta, insegura a nível financeiro. Sonhavam muito mais para mim, eu era a menina da família. Ao início, quando eu decidi, foi um bocado à revelia, hoje em dia acabaram por aceitar e acho que até gostam. A pessoa que me apoiou incondicionalmente foi a minha avó, esteve sempre lá desde o início, mesmo sem perceber muito bem o que eu queria. Depois, quando percebeu disse-me ‘eu estou aqui e se precisares de alguma coisa já sabes’ e disse-me várias coisas que não esqueço até hoje. Quando vim para Lisboa e quando lhe disse que vinha, vinha com medo é claro, ela disse-me: ‘Vai e se correr mal eu estou aqui’, foi nessas palavras que me foquei sempre, até hoje, nunca mais me esqueço. Marcou-me muito, é bom saber que se correr mal há alguém de braços abertos para nos receber. Não foi preciso, correu bem, dentro do possível.

Como é que os seus pais lidaram com o facto de a ver partir tão novinha?

Custou, até hoje custa. Cada vez que eu vou lá e depois volto custa-lhes, claro, mas como eu também vou lá muitas vezes e falo com eles todos os dias atenua um bocadinho a saudade. Eles também vêm cá muitas vezes. No início foi difícil, como é normal, mas estava lá o meu irmão. Não substitui, mas atenua um bocadinho.

Como é que surgem depois as primeiras oportunidades no mundo da representação?

Foi muito difícil, a nível de televisão não aconteceu logo. Eu vim para Lisboa, fiz o workshop e ao fim de um mês tinha acabado e pensava: ‘e agora, vamos por onde?’. Inscrevi-me numa agência e comecei a fazer figuração para ganhar algum dinheiro, estava aqui sozinha a sustentar-me a mim. Então comecei a fazer alguma figuração em vários programas de televisão e algumas em novelas também. Até que surgiu a oportunidade de integrar um grupo no Teatro Armando Cortez, estive lá durante seis meses a fazer algumas peças de teatro e a fazer figuração ao mesmo tempo. Depois, numa das vezes em que fazia figuração, conheci o Carlos. Em conversa, uma das minhas colegas disse-me que ele dava aulas e costumava fazer uns cursos muito bons. Ela disse-me para falar com ele, mas claro que eu não fui. Ela apresentou-nos e aquela conversa foi só sobre teatro e sobre formação, ele disse-me o que eu podia fazer e deu-me alguns conselhos, isso foi bom para uma pessoa que tinha acabado de chegar a Lisboa e estava um bocadinho perdida neste meio. Pronto, tudo se desenrolou a partir daí.

Não ajudou nada, ao contrário daquilo que as pessoas diziam: ‘Ela vai-se aproximar porque quer ser atriz, porque quer fazer televisão’ , ‘Vai ter cunha e vai não sei quê’. Não, não me ajudou, prejudicou-me bastanteA sua relação com o Carlos Areia tornou-se na altura muito polémica devido à diferença de idades e a toda história envolvente. Esta relação acabou por ajudar ou prejudicar a sua carreira de atriz?

Não ajudou nada, ao contrário daquilo que as pessoas diziam: ‘Ela vai-se aproximar porque quer ser atriz, porque quer fazer televisão’ , ‘Vai ter cunha e vai não sei quê’. Não, não me ajudou, prejudicou-me bastante. Ajudou-me em algumas coisas a nível de teatro, porque eu depois estreei-me profissionalmente numa companhia de teatro, algo a que, se calhar, se eu não o tivesse conhecido não teria acesso. Já a nível televisivo não foi assim, acho que sempre me prejudicou, tanto é que a oportunidade a sério que eu tive foi agora. Estou com ele há nove anos, batalhei sempre para conseguir fazer televisão, porque já fazia teatro há muito tempo, mas chega a uma altura na vida dos atores em que só aquilo não chega, queremos explorar outros meios de representação, cinema, televisão. Ao fim de três anos na mesma companhia achei que seria necessário fazer um bocadinho de televisão. Tenho vindo a lutar por uma oportunidade que só surgiu agora, ao fim de nove anos de relação, portanto não ajudou assim tanto.

Não foi muito fácil, eu tinha 16 anos na altura. Era uma miúda ou era ainda mais miúdaNo momento em que a relação se torna pública, como conseguiu lidar com todas as polémicas que faziam capas de revistas na época?

Não foi muito fácil, eu tinha 16 anos na altura. Era uma miúda ou era ainda mais miúda. Vinha de uma aldeia muito pequena de Aveiro onde tudo se sabe, tudo se fala, tudo se critica. Tudo se julga e os outros é que são maus e os deles bons, portanto não foi fácil lidar com tudo isso e também não foi fácil lidar com a minha família, com a aceitação e com tudo o que se falava. O que se disse na altura não foi nada fácil, mas acho que tive de superar sozinha. Tentar arranjar forma de conseguir ultrapassar aquilo tudo, não sabendo muito bem como. Acho que nem hoje sei muito bem como é que consegui. Acho que é o tempo, acho que o tempo cura tudo, leva tempo, mas cura.

E hoje em dia a aceitação por porte das vossas famílias existe?

Sim, claro. Como eu disse o tempo cura tudo, e curou. Quando as coisas depois foram mais esclarecidas e foram faladas e postas em cima da mesa, o facto de eu ter a certeza daquilo que queria e da decisão que estava a tomar, foi importante para eles perceberem: 'Ok, afinal ela quer mesmo isto'. A partir daí, acho que todos aceitaram mais facilmente e depois quando conheceram o Carlos desmistificaram um pouco a ideia de que ele podia ser meu avô ou tio. Perceberam que ele é uma pessoa com um espírito muito jovem e aceitaram mais naturalmente.

Sim, existiram alguns problemas com a Cristina, mas ficou tudo resolvidoCom a família do Carlos existiram também alguns problemas no que diz respeito à aceitação, ficou tudo resolvido?

Sim, existiram alguns problemas com a Cristina, mas ficou tudo resolvido. Acho que depois de tudo esclarecido e depois de se dar tempo ao tempo fica tudo no lugar. O tempo mostra que é mesmo assim e que só assim é que é possível. Provavelmente, esses entraves da família também existiam porque achavam que isto não ia dar em nada, mas depois quando perceberam que afinal a coisa era mais séria tornou-se tudo muito mais fácil.

Dentro do meio artístico, sente que existe preconceito devido aos 48 anos de diferença que existem entre si e o Carlos?

Sim. Mais relativamente a mim. Ele é uma pessoa já com uma carreira feita e já trabalha na área há muitos anos, mas em relação a mim, sim. Também por isso é que esta oportunidade demorou tanto tempo, em todas as coisas que eu tenho vindo a fazer até aqui o meu objetivo foi sempre representar e nunca foi querer ser celebridade. Tanto é que eu trabalhei sempre em teatro, não era só um deslumbramento, tentei provar que não era só mais uma e isso foi difícil. Era difícil distanciar-me devido ao preconceito, as pessoas diziam ‘é a namorada de, ela não era atriz e agora como está como ele quer ser’. Não é verdade, eu já era ou já andava a estudar para ser antes de o conhecer e muita gente não sabe. Sentir algum preconceito quando comecei a ir aos castings, a mandar propostas e a procurar. Comecei a aperceber que o meu nome era barrado por algum motivo, mas também não digo que tenha sido só por isso. Quando percebi que isso acontecia tentei realmente criar uma identidade própria, tentei afastar-me um bocadinho e sobreviver sozinha. Estarmos sempre juntos e mesmo o facto de a imprensa nos juntar sempre também não ajudava.

Sim. Ainda existe muito preconceito, não só com a questão das relações com diferença de idade mas com outras coisas mais Acha que ainda existe muito preconceito em relações a casais com diferença de idade?

Sim. Ainda existe muito preconceito, não só com a questão das relações com diferença de idade mas com outras coisas mais. As pessoas tentam disfarçar, mas está lá e nós sabemos isso. E eu sinto isso ao fim de algum tempo se sair alguma notícia, ou quando por acaso me aparece algum comentário na Internet, consigo perceber que existe muito preconceito sobre muitas coisas e sobre a nossa relação, ao fim de nove anos, também existe.

Como é que conseguiu aprender a lidar com o preconceito?

É não ligar, é não dar muita importância. Acho que se eu vivesse desse preconceito e da opinião das pessoas, do público, teria sido difícil construir este pequeno caminho que tenho conseguido construir até aqui. No início ligava muito, preocupava-me com o que os outros iam dizer, o que iam fazer, o que iam pensar, isso preocupava-me. Depois comecei a achar que não valia a pena, não podia estar a construir alguma coisa sobre a opinião dos outros. Hoje não ligo, nem leio. Não vejo nada, a não ser que alguém me mande alguma coisa. Às vezes rio-me também, acho que as pessoas que têm esse tipo de preconceito não são felizes.

Esta oportunidade na novela a ‘Herdeira’, da TVI, onde dá vida à personagem Pepa, surgiu na altura certa?

Surgiu. Eu achava que não, mas surgiu. É assim, demorou muito tempo, mas se calhar era preciso ter demorado este tempo. Provavelmente, se tivesse acontecido mais cedo eu não estava preparada para lidar com tudo. Desde que estou neste projeto, não vejo mais nada além daquilo. Entro ali às 8h00 da manhã, saio às 19h00 e por vezes esqueço-me que o público vai ver aquilo. Às vezes é que estou em casa e penso eu gravei aquilo e as pessoas vão ver, realmente eu faço aquilo com tanta vontade e com tanto amor que me esqueço. A oportunidade aconteceu na altura certa, acho que estou mais madura, mais responsável, com mais certeza daquilo que quero e com muita vontade de poder fazer mais. Aconteceu tudo na altura certa, esta mudança foi incrível a todos os níveis.

Acha que continuam a faltar oportunidades para atores mais jovens em início de carreira?

Sim, sim. Não é falta de oportunidade, as oportunidades existem, o problema é que existe muita procura. Existem muitas raparigas e rapazes da minha faixa etária que procuram o mesmo, que querem o mesmo e depois aí é um bocado a sorte, aliada a um bom agente e a uma boa agência. Realmente é muita gente, é muita gente à procura da mesma oportunidade e eu tive sorte, achava que não ia ter, mas tive. Tive sorte, aliada a muito trabalho também. Tenho de agradecer à minha agência, a Face Models, e ao meu agente, que foi realmente incrível pela maneira como me recebeu.

Sou muito diferente de qualquer outra rapariga que esteja na área. Sou diferente por muita coisa e é isso que eu quero mostrar Em relação ao futuro, onde é que espera chegar enquanto atriz?

Não sonho muito alto, penso um bocadinho a curto prazo. Quero muita coisa, quero atingir muita coisa, mas não me quero focar demasiado longe quando ainda há um caminho para percorrer até lá.

O meu maior objetivo é realmente viver o dia a dia e cada desafio que vai aparecendo. Esta novela foi um presente para mim, está a dar-me imenso prazer, estou a gostar muito e sou muito feliz a fazer aquilo. 

Esta personagem é gira é desafiante, ela não tinha nada e passou a ter. Vir do nada e construir alguma coisa não é fácil, é um desafio bom para mim. Estou a aprender muito, está a servir para eu perceber como é que tudo funciona. Agora, tenho o objetivo de fazer mais, não quero parar por aqui. Esta foi a primeira, mas quero fazer mais, venha uma segunda e uma terceira é esse o objetivo. Ter uma carreira sólida na área, ir aos bocadinhos conquistando o meu luar, fazer perceber a algumas pessoas que não sou só mais uma. Não sou! Sou muito diferente de qualquer outra rapariga que esteja na área. Sou diferente por muita coisa e é isso que eu quero mostrar.

O que é a distingue das outras raparigas da área?

Não é que as outras sejam piores ou que eu seja melhor. Não sou melhor do que ninguém, mas tenho uma história de vida que me ajuda muito nesta profissão. Tenho 25 anos e acho que já tenho algumas experiências marcantes, positivas e negativas, que me ajudam neste trabalho de construção dia após dia.

Também faz parte da minha história de vida o facto de ter um pai surdo mudo e uma mãe que ficou um bocadinho afetada na audição e na fala porque foi atingida por uma meningite quando era miúda Quando fala em relação à sua história de vida, está a referir-se exatamente a quê?

A tudo o que passei desde os 16 anos até aqui. Também faz parte da minha história de vida o facto de ter um pai surdo mudo e uma mãe que ficou um bocadinho afetada na audição e na fala porque foi atingida por uma meningite quando era miúda. Isto tudo levou-me a ser o pilar da casa, a crescer muito rápido. Estas histórias ajudam-me a poder construir à minha maneira coisas nesta área. Claro que cada um tem a sua história de vida, umas melhores e outras piores, mas eu sirvo-me da minha e transporto isso para algumas personagens que exijam que eu o faça, o que é bom.

A sua história de vida fez de si uma pessoa diferente, faz com que veja o mundo de outra forma?

Sim. Fez-me dar menos importância a coisas mínimas, não dou muita importância. Não gosto muito de ter ao meu lado pessoas sempre negativas, sempre a puxar para baixo, automaticamente desligo. Tornou-me uma pessoa mais forte, às vezes acho que não sou. Quando tenho de enfrentar alguma coisa acho que não vou conseguir, mas depois penso: ‘Claro que vou’. Acontece muito nesta novela, todos eles já fazem novela há muito tempo, quando recebo os textos com muita coisa para decorar penso que não vou conseguir. Depois, chego lá e olho para aquela gente toda e digo: ‘Claro que vou, se eles conseguem, sou igual a eles, portanto vou conseguir’. Tornou-me uma pessoa mais forte nesse aspeto.

Foi bem recebida por todo o elenco?

Fui. Fui muito bem recebida, fiquei muito contente. Estou a trabalhar com pessoas extremamente  talentosas e incríveis, não tenho palavras para descrever o quanto eu aprendo com eles. Fico encantada de os ver representar e de ter a sorte de estar ali, ter a primeira oportunidade e trabalhar logo com o Paulo Pires, com o Miguel Guilherme, com a Rita Ribeiro, com a Mafalda Marafusta, que apesar de ter uma carreira mais pequena também já fez muita televisão.Aprendo com eles de formas diferentes, mas aprendo muito. Sinto-me uma privilegiada por estar ali e, agora, por poder contracenar com a Alexandra Lencastre, que é espetacular e tem uma capacidade incrível de interiorizar que me deixa rendida. Eu fico a assistir às cenas, quando não tenho de gravar, e aprendo muito. Tenho aprendido muito e fui muito bem recebida, ajudaram-me muito, apoiaram-me muito e receberam-me de braços abertos.

Nós já estamos casados, supostamente se estamos juntos há mais de cinco anos estamos casadosA televisão faz parte dos seus planos, o teatro continuará a fazer e o cinema, é algo que gostaria de experimentar?

O cinema é algo que quero experimentar, mas eu gosto de dar um passo pequenino, não gosto de dar passos maiores que a perna porque às vezes isso corre muito mal e eu sou muito cautelosa. Vamos devagarinho, se acontecer ótimo. Não consigo focar-me em várias coisas, porque gosto de estar a 100% em cada uma delas. Claro que o cinema é um objetivo, quero experimentar todas as áreas da representação. Quero fazer muita coisa nesta área, todas as propostas que vierem e que achar que dá para explorar e para crescer, eu quero fazer.

A Rosa e o Carlos estão juntos há nove anos, o casamento não faz parte dos planos?

Nós já estamos casados, supostamente se estamos juntos há mais de cinco anos estamos casados.

Casar de vestido de noiva nunca fez parte do seu imaginário?

Acho que não, que desilusão para a minha família. Não, acho que nunca pensei nisso. Às vezes penso, não no casamento, mas numa festa. Como eu estou tão focada no lado profissional e nesta oportunidade incrível nem consigo pensar em muito mais coisas.

Quero ser mãe, mas não já Ter filhos é algo que faz parte dos seus planos?

Futuramente quero ser mãe, como é lógico. Agora, como é que irá ser isso ainda não sei. Isso só Deus é que sabe. Quero ser mãe, mas não já. Futuramente, muito futuramente, tenho 25 anos portanto ainda tenho muito tempo pela frente. Quero construir coisas sólidas, quero ter uma vida estável e quando me sentir realizada profissionalmente ou minimamente integrada na área poderá surgir essa vontade, mas para já não.

O facto de o Carlos Areia, seu companheiro, ter 73 anos não a assusta em relação aos planos de ser mãe?

Não, eu estou a viver o presente, estou a viver o agora e o futuro logo se vê. É ir assim caminhado devagarinho e depois o que tiver de ser, será.

Como é que a Rosa gostava de ser conhecida?

Gostava de ser conhecida como atriz, como uma rapariga que realmente trabalhou, batalhou, que é persistente e que conseguiu conquistar o seu lugar na área artística, era assim que eu gostava que as pessoas me vissem.

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