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Um ano de Paulo Macedo na CGD. O que mudou?

O primeiro passo foi pôr em prática o plano de recapitalização que tinha sido desenhado pela anterior administração e aprovado por Bruxelas. Depois, veio o aumento das comissões.

Um ano de Paulo Macedo na CGD. O que mudou?

Passou exatamente um ano desde que Paulo Macedo substituiu António Domingues na liderança da Caixa Geral de Depósitos. Quando chegou, a fatura dos prejuízos era elevada. O objetivo da equipa de Paulo Macedo era dar rentabilidade à instituição e, para isso, havia um plano de redução de custos e de aumento das receitas em cima da mesa.

"Nós trabalhamos em horizontes de quatro anos. A nossa visão da gestão é estrutural, não é para um mês ou dois”, disse Paulo Macedo dois dias depois de ter assumido funções. Estas palavras deixavam adivinhar o que ai vinha: um período marcado pela apresentação do plano de reestruturação e pela polémica que envolvia o encerramento de balcões.

O primeiro passo foi pôr em prática o plano de recapitalização que tinha sido desenhado pela anterior administração e aprovado por Bruxelas. Pouco tempo depois, em março, a instituição bancária anunciou que, no âmbito do plano estratégico negociado com Bruxelas, a CGD iria dispensar 2.200 pessoas e encerrar cerca de 180 agências.

Aumento das comissões

Pouco tempo depois de assumir funções, Paulo Macedo admitiu a possibilidade de aumentar o valor das comissões cobradas aos clientes, uma vez que o banco precisava de reforçar as receitas. O primeiro aumento das comissões foi em abril, quando começou a cobrar um euro aos clientes pela atualização das cadernetas ao balcão.

Porém, três meses depois, Paulo Macedo disse mesmo que a CGD apresentava as comissões mais baixas do mercado e que não colocava ‘em risco’ a população mais vulnerável:

“A Caixa tem as comissões mais baixas do mercado. E não cobra qualquer valor - ao contrário dos outros bancos - nos serviços mínimos bancários. A população mais vulnerável está abrangida por este segmento e portanto paga zero”, referia.

Já este ano, a CGD anunciou que os jovens com idade entre os 26 e os 29 anos vão deixar de estar isentos da comissão de manutenção de conta a partir do dia 1 de maio. A instituição bancária fez saber ainda ainda que irá aplicar uma taxa de um euro nos levantamentos ao balcão com a apresentação de caderneta.

Não demorou muito tempo até se começarem a ouvir as primeiras críticas. O Bloco de Esquerda questionou, inclusive, o Ministério das Finanças sobre o fim das isenções de comissões de manutenção de conta para jovens, pedindo medidas para travar o aumento abusivo das comissões bancárias.

Redução do prejuízo

Nos primeiros nove meses de 2017, o banco registou um prejuízo líquido de 47 milhões de euros, uma diminuição face ao prejuízo de 189 milhões no mesmo período de 2016.

Em setembro, Paulo Macedo disse que os resultados dos últimos trimestres reforçam a ideia de que a CGD deve voltar a registar lucros já este ano. Enquanto isso, importa salientar que a instituição apresenta os resultados de 2017 esta sexta-feira, após o fecho do mercado.

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