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Bloco questiona Governo sobre fim da isenção das comissões na CGD

O BE questionou hoje o Ministério das Finanças sobre o fim das isenções de comissões de manutenção de conta para jovens na Caixa Geral de Depósitos, pedindo ao Governo medidas para travar o aumento abusivo das comissões bancárias.

Bloco questiona Governo sobre fim da isenção das comissões na CGD
Notícias ao Minuto

20:06 - 12/01/18 por Lusa

Política Jovens

De acordo com a pergunta assinada pela deputada Mariana Mortágua - e a que a agência Lusa teve acesso - "foi noticiado que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) avançou com uma alteração dos seus preçários no que diz respeito às comissões para jovens, deixando cair a isenção da comissão de manutenção de conta para os jovens detentores do cartão Mega Cartão Jovem, compreendidos entre os 12 e 29 anos".

O BE pretende que o ministério tutelado por Mário Centeno esclareça a posição, enquanto acionistas da CGD, sobre este fim das isenções, uma "medida que se afigura prejudicial para os jovens".

"Não considera o Governo que comissões mensais de 5,148 euros são excessivas, em particular no caso dos jovens precários ou até no caso dos que não auferem rendimentos", questionam os bloquistas.

Entretanto, em comunicado, o banco público esclareceu que o fim da isenção nas comissões para jovens acontecerá apenas para as contas Mega Cartão Jovem e só para clientes com mais de 26 anos.

A conta Mega Cartão Jovem, que isenta os clientes até 29 anos do pagamento de comissões, vai reduzir este benefício para os 26 anos, o que faz com que os jovens a partir dessa idade comecem a pagar comissões.

Mariana Mortágua quer ainda que a tutela das Finanças esclareça como pode "assegurar que a CGD pratica as taxas e comissões mais baixas".

"O que pretende o Governo fazer para travar o aumento abusivo das comissões bancárias, em particular na Caixa Geral de Depósitos", interrogam.

O BE pretende ainda saber qual o número de jovens detentores do Mega Cartão Jovem que passarão a pagar esta nova comissão.

"Deve ser exigido à Caixa que não acompanhe as práticas abusivas de mercado, e que estabeleça padrões de exigência, cumprindo o seu desígnio de banco público. Além do mais, esta política de preços afasta depositantes da CGD, fragilizando o banco público", refere o texto dos bloquistas.

Esta alteração, na opinião do BE, "afigura-se como mais um ataque à sua emancipação financeira e qualidade de vida aos jovens, que habitualmente "não auferem rendimentos ou se encontram em fase inicial da sua vida profissional, muitas vezes caracterizada por trabalhos precários e mal remunerados".

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