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Fed pode reduzir carteira de títulos de dívida mais cedo do que esperado

Os dirigentes da Reserva Federal (Fed) discutiram em março a possibilidade de reduzir a sua enorme carteira de títulos de dívida mais para o final do ano, mais cedo do que previsto pelos investidores.

Fed pode reduzir carteira de títulos de dívida mais cedo do que esperado

Os ativos obrigacionistas da Fed têm mantido uma pressão descendente sobre as taxas de juro. Se optar por reduzir estes ativos, mesmo que com um ritmo gradual, pode provocar uma subida das taxas de juro em muitos empréstimos para empresas e consumidores.

Preocupações com esta possibilidade contribuíram para as vendas ocorridas na quarta-feira em Wall Street, que fechou em baixa ligeira, em particular depois de almoço, quando foi conhecida a ata da reunião do comité de política monetária da Fed (FOMC, na sigla em Inglês), realizada em março.

As minutas revelaram que os dirigentes da Fed receberam uma exposição dos seus quadros, sobre a gestão da carteira de títulos de dívida, que ascende a 4,5 biliões (milhão de milhões) de dólares (4,2 biliões de euros).

O valor desta carteira quadruplicou desde o início da crise financeira de 2008, quando a Fed tomou medidas extraordinárias para manter as taxas de juro em níveis baixos, de forma a favorecer o crescimento económico.

Não foram tomadas decisões sobre os ativos em títulos de dívida na reunião de março, na qual a Fed anunciou uma subida modesta na sua taxa de juro de referência de curto prazo. Mas as minutas indicaram uma apreciação generalizada entre os dirigentes da Fed que se a economia permanecer sólida, como previsto, uma mudança na sua política de manter estas aplicações "pode provavelmente ser apropriada mais tarde neste ano".

O economista Win Thin, da Brown Brothers Harriman, considerou que "as atas foram claras em que os dirigentes estão a pensar em agir no balanço".

O economista chefe da Capital Economics, Paul Ashworth, afirmou que pensava que qualquer redução nos ativos obrigacionistas da Fed não pode ocorrer antes de dezembro. Nessa altura, Ashworth pensa que a Fed já terá subido a sua taxa de juro de referência mais três vezes.

As minutas revelaram que uma das formas de reduzir estes ativos, que foi discutida, seria a suspensão do reinvestimento de pelo menos algumas das obrigações do Tesouro e das garantidas por crédito imobiliário à medida que vencem. A Fed tem estado a fazer estes reinvestimentos para impedir a sua redução destes seus ativos.

A Fed tem mantido o nível do seu balanço em 4,5 biliões de dólares desde setembro de 2014, que compara com 869 mil milhões, em 08 de agosto de 2007, antes de começar a crise financeira.

Os mercados financeiros têm estado a escrutinar os eventuais sinais que a Fed possa dar sobre o calendário das reduções na sua carteira de títulos de dívida.

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