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Fed só corta juro quando confiar em uma evolução sustentável para 2%

O presidente da Reserva Federal (Fed) assegurou hoje que não vai haver mais cortes na taxa de juro de referência "até que haja maior confiança quanto à evolução de forma sustentável da inflação para os 2%".

Fed só corta juro quando confiar em uma evolução sustentável para 2%
Notícias ao Minuto

21:04 - 12/06/24 por Lusa

Economia Powell

Jerome Powell falava em conferência de imprensa, depois de acabar a reunião do comité de política monetária (FOMC, na sigla em Inglês) do banco central dos EUA.

No final desta, foi divulgado, em comunicado, que o FOMC manteve a taxa de juro de referência inalterada, no atual intervalo entre 5,25% e 5,5%, onde está desde julho, e admitiu um eventual corte até ao final do ano, o que revê em baixa as três dadas como possíveis.

No texto, os dirigentes da Fed apontam que tem havido um "modesto" progresso para o objetivo dos 2%. Esta terminologia é um avanço em relação à da anterior da FOMC, em que se falou de ausência de progresso.

A previsão de ocorrer eventualmente um corte da taxa de juro até ao final do ano reflete as estimativas individuais dos 19 participantes na reunião.

Segundo a Fed, oito dos dirigentes projetaram dois cortes, sete apenas um e quatro não concebem qualquer baixa até ao final do ano.

"No que todos concordaram", disse Powell, na conferência de imprensa, é que o calendário da Fed para o corte da taxa de juro vai depender da informação económica".

E a Fed não tem, de facto, previsões fixas temporalmente. Com frequência, faz a sua revisão, consoante a evolução do crescimento da economia e dos preços.

Hoje de manhã, o governo norte-americano reportou que a inflação baixou em maio, pelo segundo mês consecutivo, o que pode indiciar que a aceleração dos preços, ocorrida no início do ano, pode ter passado.

Excluindo os itens mais voláteis, como os da alimentação e energia, o chamado índice subjacente, aumentou 0,2% em abril, em termos mensais, que é a subida mais pequena desde outubro. Em termos anuais, a subida é de 3,4%, o ritmo mais fraco em três anos.

"Recebemos com satisfação os números de hoje e esperamos mais como esse", disse Powell.

Apesar de a inflação ter caído do pico de 9,1% de há dois anos, persiste em níveis considerados demasiado altos elo banco central.

Os dirigentes da Fed têm agora o desafio de manter a taxa de juro alta o suficiente para reduzir a despesa e derrotar a inflação elevada, mas sem ter impacto negativo na economia.

A taxa de juro da Fed nos próximos meses também pode ter consequências nas eleições presidenciais.

Apesar de a taxa de desemprego estar tão baixa quanto 4%, de a contratação ser robusta e de os consumidores continuarem a gastar, os votantes assumem uma visão crítica da gestão da economia pela Presidência Biden.

Em geral, isto é atribuído ao facto de os preços continuarem mais altos do que antes da pandemia do novo coronavírus, a que acrescem os níveis elevados dos juros.

A inflação arrefeceu no segundo semestre do ano passado, mas subiu de forma inesperada no início deste, o que a adiou o corte da taxa de juro e ameaçou um arrefecimento tranquilo da economia.

Em maio, um influente governador da Fed, Christopher Waller, disse que precisava de ver "mais vários meses com bons números sobre inflação" antes de apoiar corte da taxa.

Como parte das previsões atualizadas que divulgou hoje, a Fed espera que a economia cresça 2,1% este ano e 2,0% em 2025, mantendo as previsões divulgadas em março.

Espera também que a inflação subjacente seja de 2,8% este ano, acima dos 2,6% previamente avançados.

Contempla ainda uma taxa de desemprego a manter-se em 4% até ao final do ano e uma subida, para 4,2%, em 2025.

A expectativa da manutenção da taxa de desemprego nestes níveis baixos indica que a Fed prevê que o mercado de trabalho se vai manter saudável, apesar de um arrefecimento gradual.

"Vários indicadores mostram que o mercado de trabalho sobreaqueceu há dois anos, mas temos visto que tem evoluído para um melhor equilíbrio entre a oferta e a procura", disse Powell.

Leia Também: Fed mantém taxas de juro e antecipa só uma descida em 2024

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