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Greve na TAP? "Não há um caos no aeroporto, mas é inegável o impacto"

Ricardo Penarroias, presidente do SNPVAC, diz que é "inegável o impacto" da greve na operação da TAP.

Greve na TAP? "Não há um caos no aeroporto, mas é inegável o impacto"
Notícias ao Minuto

09:32 - 09/12/22 por Notícias ao Minuto com Lusa

Economia Aviação

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) considera que, apesar de não se verificar um caos no aeroporto, a greve dos tripulantes de TAP teve impacto na operação da companhia aérea, naquele que é o segundo dia da paralisação

"Não há um caos no aeroporto, mas é inegável o impacto na operação, que existiu. Por muito que a companhia queira desinsuflar esse tema, a verdade é que o impacto existiu", disse Ricardo Penarroias, presidente do SNPVAC, em declarações à SIC Notícias. 

"É verdade que não há um caos, mas se calhar foi por temos tido a lucidez de marcar uma assembleia e dar tempo, um mês, para a empresa poder negociar", acrescentou, considerando que a "empresa optou por outro caminho". 

Recusa da empresa em negociar pode motivar mais greves

O SNPVAC voltou a acusar administração da TAP de recusar negociar e de estar a "empurrar" os tripulantes para greves que podem afetar o Natal e o Ano Novo.

"As coisas estão bem piores do que estavam quando [em 03 de novembro] os tripulantes de cabine, quase taxativamente, decretaram um pré-aviso de greve. Na altura demos um grito de revolta, mas demos um mês à empresa para negociar. O que a empresa optou é legítimo: não negociar. Mas não pode vir diariamente dizer que está disponível para dialogar quando não está", disse o presidente do SNPVAC, Ricardo Penarroias, em declarações à Lusa

No aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, pelas 8h45, o dirigente frisou que o impacto da greve que vai hoje no segundo dia "foi grande" e a adesão "total".

Ricardo Penarroias disse que a empresa está a protagonizar "se calhar um caso inédito na história do país" que é "em véspera de uma greve não apresentar uma proposta para negociar", situação que está, acrescentou, a empurrar os tripulantes para mais formas de luta.

"Na assembleia de dia 06 [de dezembro], os tripulantes de cabine quase por unanimidade deram legitimidade à direção do sindicato para poder marcar um pré-aviso de greve no mínimo de cinco dias (...). Poderá ocorrer até dia 31 de janeiro de 2023", referiu.

Questionado sobre se o sindicato está a equacionar marcar a greve para o Natal e/ou o Ano Novo, Penarroias apontou: "Pode incluir ou pode não incluir".

O presidente do SNPVAC disse que "até à data não recebeu nenhum contacto para negociar", lamentando que "a empresa tenha optado por dialogar com o sindicato através da comunicação social".

Os tripulantes da TAP cumprem, esta sexta-feira, o segundo de dois dias de greve, convocada pelo SNPVAC, por falta de acordo nas negociações do novo acordo de empresa.

Na quinta-feira, a TAP operou 117 voos até às 17h00, dos 148 previstos, no primeiro dia de greve de tripulantes, de acordo com a última atualização da companhia aérea portuguesa.

Devido à greve convocada pelo SNPVAC, a TAP está a operar com serviços mínimos decretos pelo tribunal arbitral e pelos parceiros da companhia aérea.

[Notícia atualizada às 09h59]

Leia Também: Tripulantes da TAP cumprem hoje o segundo de dois dias de greve

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