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Paulo Macedo. "Ninguém no topo munda nada sozinho"

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, considerou hoje que "ninguém no topo" de uma organização "muda nada sozinho", destacando o papel das equipas, durante um debate sobre liderança.

Paulo Macedo. "Ninguém no topo munda nada sozinho"

Ninguém "no topo muda nada sozinho", "as pessoas têm a obrigação de fazer a diferença, mas é um disparate dizer que foi aquela pessoa que fez a mudança. Conseguiu foi mobilizar equipas", disse o gestor, que falava na sessão comemorativa dos 111 anos do ISEG.

De acordo com Paulo Macedo, centrar o crédito numa pessoa em vez de nas equipas é "uma tolice".

Questionado sobre o papel da mudança, Paulo Macedo referiu que no caso dos incumbentes há uma dupla vertente: "Ou é simples porque é indispensável" para a sobrevivência ou é "mais difícil" por "sobranceria" e "dimensão" das organizações.

"As pessoas olham muito para dentro", alertou, e não comparam os resultados com os pares. "Quando uma casa é muito grande deve estar atenta ao exterior e não se deixar estar virada por dentro", apelou, acrescentando que para mobilizar as equipas para a mudança é preciso que esta tenha "um propósito".

Por sua vez, Ana Figueiredo, presidente executiva (CEO) da Altice destacou que a "componente humana é fundamental", indicando que é importante realizar atividades extracurriculares. Além disso, quando a empresa contrata olha para as competências técnicas, mas também para 'soft skills' como a capacidade de ultrapassar resultados menos positivos e a "resolução de conflitos", acrescentou.

Para Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander, além de competências e conhecimento, um líder precisa de atitude e empatia. "Acho que esta questão de empatia é muito importante", assim como "a capacidade de saber ler o contexto", referiu, destacando ainda que "a liderança não é uma coisa necessariamente inata".

Já Madalena Tomé, CEO da SIBS, destacou a importância da "parceria entre academia e empresas", salientando a capacidade de comunicar. "Não chega ter uma boa ideia, é preciso saber transmitir essa ideia e na escola isso pode ser cada vez mais treinado", referiu.

Antes do debate, Vítor Constâncio, ex-vice presidente do Banco Central Europeu (BCE), deu conta do panorama atual das moedas digitais de banco central.

"Nós vivemos já num mundo de moedas digitais", indicou este responsável, referindo que apenas as notas e moedas não estão nesta categoria. "O que há de novo na ideia de os bancos centrais passarem a emitir moeda digital é que essa nova iniciativa visa oferecer aos cidadãos e empresas não bancárias também acesso a uma moeda digital do banco central", disse.

"As moedas e notas estão a desaparecer" e estarão "em diminuição em todos os países", explicando, indicando que essa é uma das principais razões para disseminação da moeda digital.

Além disso, a moeda digital poderá tornar potencialmente os pagamentos mais baratos e melhorar os pagamentos transfronteiriços, indicou, bem como "defender a soberania monetária face à concorrência das moedas digitais privadas", entre outros benefícios.

Vítor Constâncio avisou, no entanto, que este tipo de cooperação transfronteiriça está ainda distante.

Leia Também: CGD em "reflexão" sobre saída do maior banco de Cabo Verde

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