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Novos cortes à vista mas não para gestores de novo banco público

Na mesma altura em que foram anunciados, pelo ex-líder do PSD,Marques Mendes, novos cortes na despesa para o próximo ano, entre 1,5 milhões e 1,7 milhões de euros, o jornal i destaca esta segunda-feira que só os três membros da comissão instaladora do novo Banco do Fomento vão receber quase meio milhão de euros/ano em salários.

Novos cortes à vista mas não para gestores de novo banco público

A nova Instituição Financeira de Desenvolvimento, vulgarmente designada Banco de Fomento, ainda não está a operar mas a polémica já está lançada.

Em causa está um despacho, assinado pela ministra das Finanças e publicado no final da semana passada, que anuncia os salários mensais dos três membros da comissão instaladora, designadamente Paulo Pereira da Silva (administrador do BCP), Carla Chousal (vice-presidente do BPI gestão de ativos) e Nuno Ferreira Soares (diretor da banca de investimento do BCP).

No total, os salários destes gestores do novo banco público vão custar quase meio milhão de euros (476.686 mil euros), de acordo com contas feitas e reveladas esta segunda-feira pelo jornal i. Um montante conhecido na mesma altura em que se soube que cortes pesados, entre os 1,5 milhões e os 1,7 milhões de euros, estão a caminho para o bolso dos portugueses, particularmente para funcionários públicos, pensionistas e beneficiários de apoios sociais.

No entanto, em declarações ao jornal i, o presidente do banco BIC, Mira Amaral, esclarece que os salários dos novos gestores do Banco do Fomento são justos, tendo em conta que vão auferir o mesmo que recebiam nos cargos que ocupavam. “O que não faz sentido”, na opinião do banqueiro, “é que haja administradores na Caixa Geral de Depósitos (outro banco público) que ganhem menos do que os diretores porque têm os seus vencimentos indexados ao salário do primeiro-ministro, enquanto estes últimos recebem pela tabela salarial dos trabalhadores bancários”.

Opinião muito diferente expressou durante o fim de semana o líder comunista, Jerónimo de Sousa, que afirmou ser “inaceitável” e “chocante” que “muitos portugueses que viram os seus salários cortados, que são de mil, 900 ou 600 euros” vejam agora “um administrador de um banco ganhar 13.500 euros por mês”.

Jerónimo de Sousa referia-se ao vencimento que vai auferir Paulo Pereira da Silva, e que ainda assim é metade do que recebia enquanto administrador do BCP. Já o salário da vogal Carla Chousal será de 12.515 mil euros, e o de Nuno Ferreira Soares de 8.034 euros. O que perfaz um total, destaca o jornal i, de quase meio milhão de euros por ano.

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