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Trabalhadores da Amarsul estão a ser forçados a abrir ecoparques

Os trabalhadores da empresa Amarsul - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, que se encontram em greve desde segunda-feira dizem que estão a ser forçados a receber os veículos das autarquias nos ecoparques do Seixal e Palmela.

Trabalhadores da Amarsul estão a ser forçados a abrir ecoparques
Notícias ao Minuto

16:29 - 01/12/21 por Lusa

Economia Greve

Ana Lúcia, delegada sindical do Site-Sul -- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, disse em declarações à agência Lusa que, no Seixal, a empresa chamou as autoridades policiais "no sentido de forçar os trabalhadores a abrir os portões", mas que o mesmo acabou por não acontecer.

Cerca de 20 viaturas das autarquias de Almada e Seixal tentaram descarregar os resíduos naquele ecoparque na manhã de hoje, mas voltaram para trás após algum tempo de espera.

Já em Palmela, o dirigente sindical do Site-Sul José Lourenço disse que no local estão quatro viaturas da GNR, tendo as autoridades obrigado os trabalhadores a abrir o portão do ecoparque para a entrada dos veículos das autarquias da Moita, Montijo e Barreiro.

"A GNR obrigou a abrir o portão para entrarem os veículos sem que sejam respeitados os serviços mínimos", disse o dirigente sindical, adiantando que "não houve agressões, mas que os trabalhadores foram colocados numa situação difícil tendo sido avisados que se tentarem impedir a descarga serão chamados reforços policiais".

O posto territorial de Palmela da GNR garantiu à Lusa que os trabalhadores não foram forçados a abrir os portões, assegurando que os mesmos estavam abertos.

"Tinham obstáculos à entrada que foram retirados depois de conversações com os dirigentes. Ninguém foi forçado", disse o capitão Santana, da GNR, em declarações à Lusa.

A greve foi decretada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionarias e Afins e pelo Site-Sul -- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul.

Segundo os dois sindicatos, os trabalhadores lutam pela reversão imediata dos cortes no subsídio de turno, pela passagem ao quadro de todos os trabalhadores com vínculo precário a ocupar postos que correspondem a necessidades permanentes da empresa, pela redução do período normal de trabalho, pelo regresso ao direito ao dia de Carnaval como feriado obrigatório e pelo direito a um período mínimo de férias de 25 dias úteis.

Na terça-feira a empresa Amarsul disse que a adesão à greve na empresa foi de 51% na segunda-feira e que não estavam a ser cumpridos os serviços mínimos.

"Os piquetes de greve não estão a permitir que seja assegurada a totalidade dos serviços mínimos definidos e aprovados pelo Conselho Económico e Social", escreveu a empresa, num comunicado sobre a greve na Amarsul, que começou na segunda-feira e termina em 03 de dezembro.

A empresa assegurou ter informado o sindicato que convocou a paralisação "para esta situação não aceitável", uma vez que está em causa "a saúde pública das populações", o que é de "especial relevância em contexto de pandemia".

"A Amarsul está atenta à evolução da situação, nomeadamente às questões de saúde pública associadas à necessidade de cumprimento dos serviços públicos essenciais, e tomará todas as medidas necessárias ao cumprimento dos serviços mínimos, considerando a agravante do contexto de pandemia vivido em todo o país e o estado de calamidade que entrará em vigor a 01 de dezembro", lê-se na mesma nota.

Segundo os sindicatos, no primeiro dia de greve, a adesão foi de 100% no ecoparque de Setúbal e de 70% nos ecoparques do Seixal e Palmela.

Em relação aos motivos da greve, a Amarsul disse, na mesma nota, que "mantém desde o início uma política de diálogo, recebendo sempre o sindicato, ouvindo as suas reivindicações e procurando, na medida do possível, dar resposta aos problemas identificados, dando sempre a conhecer os racionais de decisão associados a cada uma das medidas tomadas".

A Amarsul -- Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos S.A. tem a concessão de exploração e gestão do Sistema Multimunicipal de Tratamento e de Recolha Seletiva de resíduos urbanos da Margem Sul do Tejo, até 2034.

A empresa é responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos urbanos dos nove municípios da Península de Setúbal (Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal).

Em julho de 2015, a Amarsul foi privatizada e passou a integrar o grupo Mota Engil.

Leia Também: Adesão à greve da Amarsul de 100% em Setúbal e 70% em Palmela

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