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Fed defende subida do limite da dívida para EUA pagarem as suas dívidas

O presidente do banco central dos EUA, Jerome Powell, disse hoje que "é muito importante" que o limite da divida pública seja elevado "nos melhores prazos para que os EUA possam pagar as suas faturas".

Fed defende subida do limite da dívida para EUA pagarem as suas dívidas
Notícias ao Minuto

22:13 - 22/09/21 por Lusa

Economia EUA

Durante uma conferência de imprensa, o dirigente da Reserva Federal (Fed) declarou que esta subida "é de uma importância crucial", quando os republicanos no Congresso se recusam a elevar ou suspender o limite da dívida.

Se este limite não for elevado "pode provocar reações graves, graves prejuízos para a economia, para os mercados financeiros, ou simplesmente não é qualquer coisa que possamos desejar", acrescentou.

O Departamento do Tesouro estima que os EUA atinjam este limite até ao fim do mês de outubro.

A limitação do crescimento da dívida voltou a vigorar depois de 01 de agosto, ao fim de dois anos de suspensão.

No cenário de falta de acordo no Congresso para suspender outra vez ou elevar o limite da dívida, os EUA deixarão de se poder financiar e incorrer em um inédito incumprimento.

Os congressistas têm até 30 de setembro para superar as suas fortes divergências e divisões.

O governo de Joe Biden relembra que o limite da dívida refere-se a despesas já realizadas, incluído pelo governo do seu antecessor, e não às que ainda não foram aprovadas.

Democratas e republicanos "têm a responsabilidade de pagar a dívida que já foi contraída, o que se fez com a participação dos dois partidos", realçou na segunda-feira o chefe da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer.

"Este não é um novo combate partidário: trata-se de evitar uma crise que anule todos os progressos que o nosso país conseguiu para se levantar da crise do novo coronavirus", garantiu.

Também na segunda-feira, o governo Biden voltou a alertar para o risco de uma "crise financeira histórica", porque os EUA deixariam de poder honrar as suas responsabilidades financeiras a partir de meados de outubro.

Taxas de juro a subir, soldados e reformados sem rendimento, nova recessão nos EUA e milhões de empregos destruídos -- a secretária do Tesouro, Janet Yellen, descreveu uma visão apocalíptica em texto editorial no Wall Street Journal.

O limite da dívida, que voltou a vigorar a partir de 01 de agosto, está nos 28,4 biliões de dólares, o que compara com os cinco mil milhões de dólares em meados dos anos 1990, depois de ter sido suspenso em agosto de 2019.

O tema é habitual na vida política dos EUA: desde os anos 1960, este limite foi elevado ou suspenso oitenta vezes.

A incapacidade de subir o limite da dívida teria "graves consequências que os peritos não são capazes de prever com antecipação", tinha sublinhado o Comité para um Orçamento Federal Responsável, em 28 de julho.

Os EUA nunca entraram em incumprimento, mas em 2011, durante a Presidência de Barack Obama, o impasse político levou a agência de notação Standard and Poor's a retirar a nota máxima da dívida norte-americana, o designado Triplo A (AAA), o que então provocou uma onda de choque nos mercados.

Leia Também: Fed mantém taxas de juro e aponta uma redução dos estímulos

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