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Governo britânico chega a acordo para reinício da produção de CO2

O Governo britânico concluiu na terça-feira à noite um acordo com uma empresa americana para retomar a produção de dióxido de carbono (CO2) no Reino Unido, interrompida devido ao aumento dos preços do gás natural, para evitar escassez de alimentos.

Governo britânico chega a acordo para reinício da produção de CO2
Notícias ao Minuto

11:36 - 22/09/21 por Lusa

Economia Reino Unido

Durante três semanas, o Governo britânico "fornecerá apoio financeiro limitado aos custos operacionais da CF Fertilisers, enquanto o mercado de CO2 se ajusta aos preços mundiais do gás", anunciou, num comunicado, o Ministério da Economia.

O ministro do Ambiente, George Eustice, admitiu hoje à Sky News que o custo para os contribuintes poderá ascender a "dezenas de milhões de libras", mas justificou a "necessidade de agir".

"A verdade é que se não agíssemos, neste fim de semana, ou certamente no início da próxima semana, algumas das unidades de processamento de aves teriam que fechar e então teríamos problemas de bem-estar animal, porque teríamos muitas galinhas em quintas que não poderiam ser abatidas a tempo e teriam que ser mortas (...) e teríamos uma situação semelhante com os porcos", justificou.

O Governo vincou que este "acordo excecional de curto prazo" só vai funcionar para permitir ao mercado ajustar-se aos novos preços.

Os preços do gás aumentaram 81% num mês e mais de 500% num ano, continuando há vários dias perto do máximo histórico atingido na semana passada.

Este surto levou à interrupção da atividade da fábrica pertencente ao grupo americano CF Industries, que produz 60% do CO2 do Reino Unido.

O gás é utilizado no abate de animais (para atordoá-los antes de serem mortos) e nos processos de refrigeração (o uso do CO2 nas embalagens prolonga a validade de produtos), e a interrupção da produção afetou as indústrias agroalimentares.

O acordo, afirmou o ministro da Economia, Kwasi Kwarteng, "permitirá que muitas indústrias essenciais dependentes de um fornecimento estável de CO2 tenham os recursos necessários para evitar qualquer interrupção".

O chefe dos supermercados Iceland tinha alertado que a escassez de alguns alimentos como carne poderia registar-se já "nos próximos dias e semanas" se continuasse a falta de CO2, que também é usada em bebidas carbonizadas como refrigerantes e cerveja.

A subida súbita e acentuada dos preços da energia está a afetar outras partes da Europa e é atribuída à recuperação da atividade económica interrompida pela pandemia covid-19, baixos níveis de armazenamento e problemas no fornecimento de gás natural pela Rússia.

O Reino Unido está particularmente sob pressão por causa da forte dependência de gás natural, usado para compensar a falta de vento necessário para gerar eletricidade através das torres eólicas.

Na terça-feira, a siderúrgica British Steel, subsidiária da chinesa Jingye, também se queixou do impacto desta "espiral fora de controlo" nos preços da eletricidade, que poderá agravar-se no inverno, quando a procura é maior.

"Em abril, tínhamos que pagar 50 libras (58 euros) por megawatt e agora [custa] 2.500 libras (2.900 euros) por megawatt. Esse aumento colossal e sem precedentes torna impossível ganhar dinheiro com o aço em determinados momentos do dia", afirmou a British Steel.

O aumento dos preços do gás também resultou na falência de várias pequenas empresas de distribuição nos últimos dias no Reino Unido e Kwarteng deu a entender que outras poderão fechar as portas, mas recusou um resgate ao setor.

Um aumento de 12% nos preços da eletricidade vai entrar em vigor a 01 de outubro, pelo que Kwarteng admitiu que algumas famílias poderão enfrentar "um inverno difícil" devido ao aumento nas contas de energia e redução nos subsídios sociais.

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