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Greenvolt preparou entrada em bolsa com três investimentos desde março

A Greenvolt, empresa subsidiária da Altri do setor das energias renováveis liderada pelo ex-presidente da EDP Renováveis João Manso Neto, comunicou ao mercado três investimentos desde o anúncio da sua chegada ao cargo.

Greenvolt preparou entrada em bolsa com três investimentos desde março
Notícias ao Minuto

09:02 - 12/07/21 por Lusa

Economia Ações

A Greenvolt tem a sua entrada na bolsa prevista para dia 15 de julho, quinta-feira, e na sexta-feira anunciou ao mercado que as ordens de subscrição de ações ultrapassaram os cerca de 150 milhões de euros da Oferta Pública Inicial (IPO).

No entanto, é necessário recuar quatro meses para dar conta da apresentação da empresa ao mercado.

Foi no dia 18 de março que a Altri, empresa controlada por Paulo Fernandes (que também lidera o grupo de comunicação social Cofina), anunciou que estava a estudar a admissão em bolsa da Greenvolt.

A este anúncio juntou-se a revelação de que a empresa de energias renováveis tinha contratado João Manso Neto, ex-administrador executivo da EDP e ex-presidente executivo da EDP Renováveis, para ser presidente executivo da Greenvolt.

Manso Neto acabou por abdicar de um acordo com a EDP que previa o pagamento de 560 mil euros por ano até 2023, num total de cerca de 1,7 milhões de euros, para impedir que fosse trabalhar para a concorrência.

Segundo a EDP, o ex-presidente executivo da EDP António Mexia e Manso Neto "tiveram acesso, para o exercício das respetivas funções, ao longo de 14 anos, a conhecimentos e extensa informação privilegiada e particularmente sensível no domínio da concorrência sobre a estratégia e negócios do grupo EDP".

É precisamente desta experiência que a Greenvolt pretende beneficiar, já que a Altri assinala que João Manso Neto "tem um percurso profissional com mais 30 anos de relevante experiência de liderança e gestão global de negócios complexos, relacionados, em especial, com o setor energético, tendo desempenhado cargos de administração geral, estratégia e desenvolvimento de negócios".

No anúncio de 18 de março, a Greenvolt disse ter "um ambicioso projeto de expansão nacional e internacional", pretendendo "consolidar a sua posição de liderança no mercado nacional e afirmar-se como um 'player' de referência a nível internacional, no mercado das energias renováveis".

Além do segmento principal da biomassa e do florestal, que "continuará a ser o 'core business' [negócio principal] da sociedade", a Greenvolt pretende também implementar "modelos inovadores" na energia solar e eólica.

A Greenvolt "tem atualmente em funcionamento cinco centrais de produção de energia termoelétrica a partir de biomassa florestal, com cerca de 97 MW de potência instalada", refere a Altri, salientando que a criação da empresa permite ao grupo "consolidar a sua estratégia de integração entre a fileira florestal produtora de biomassa e a produção de energia a partir deste recurso renovável".

Entretanto, a Greenvolt já comprou percentagens de empresas europeias e uma central no Reino Unido.

No dia 19 de maio, a Altri anunciou que a sua subsidiária estava em negociações para a aquisição da Tilbury Green Power, uma central de produção de energia renovável a biomassa, em Inglaterra, operação que se veio a concluir em 01 de julho e se fez por 286,4 milhões de euros.

No dia 27 de maio, foi anunciado que a Greenvolt estabeleceu um acordo com a Track Profit Energy, perspetivando a compra de 70% do capital social da Profit Energy, empresa que se dedica ao desenvolvimento de projetos de eficiência energética e à instalação de projetos solares fotovoltaicos.

Em 08 de junho, a empresa anunciou que prevê investir entre 1.500 e 1.800 milhões de euros no seu plano de desenvolvimento nos próximos cinco anos, dos quais 300 milhões este ano, e disse que não deverá pagar dividendos até 2025 devido a "oportunidades de crescimento".

Dez dias depois, a expansão da Greenvolt continuou, com o anúncio da compra de 29,23% da empresa espanhola Perfecta Energia, através da subscrição de um aumento de capital, resultando na participação efetiva na gestão da empresa.

A Perfecta Energia, criada em 2019 com sede em Madrid e que opera em toda a Espanha, atua na comercialização, instalação e manutenção de sistemas de painéis fotovoltaicos para autoconsumo do segmento doméstico.

No dia 24 de julho, a Greenvolt anunciou uma Oferta Pública Inicial de cerca de 150 milhões de euros dirigida a investidores qualificados, com aumento de capital reservado adicional e simultâneo de 56 milhões de euros como contrapartida da aquisição da polaca V-Ridium.

O prospeto do IPO da subsisidária da Altri para as energias renováveis prevê ainda uma 'over-allotment option', também designada como 'greenshoe option', que dá aos investidores a possibilidade de compra de mais 15% das ações do que o previsto (cerca de 4,588,235 ações), no período de 30 dias após o início da oferta.

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