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Cinco ideias (e frases) que ficam da audição de Luís Filipe Vieira

Luís Filipe Vieira foi ouvido no Parlamento, na segunda-feira, na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, como grande devedor do banco.

Cinco ideias (e frases) que ficam da audição de Luís Filipe Vieira

O presidente da Promovalor e do Benfica, Luís Filipe Vieira, foi ouvido, na segunda-feira, pelos deputados da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, no âmbito das audições realizadas aos grandes devedores do banco. 

A audição ficou marcada por várias ideias (e frases) não só sobre a sua empresa - a Promovalor -, mas também sobre a sua vida pessoal e a ligação com intervenientes da banca e do antigo Banco Espirito Santo (BES).

O Notícias ao Minuto reuniu cinco frases do também presidente do Benfica que foram ditas durante a audição. Conheça-as aqui: 

1. Bancos quiseram que fosse para o Benfica para o viabilizar

"A minha ida para o Sport Lisboa e Benfica não é apenas uma vontade e um orgulho da minha parte. Foi também um pedido de várias instituições financeiras" que estavam "interessadas na viabilização" do clube, disse o presidente do Benfica no Parlamento.

"Interpretei isso como uma prova de confiança nas minhas capacidades e na minha palavra, tendo em conta a situação de extrema fragilidade que o Sport Lisboa e Benfica atravessava no ano 2000", prosseguiu o presidente dos 'encarnados', no cargo desde 2003.

2. "É cómodo" mas falso colarem-me às perdas imputadas aos contribuintes

Vieira disse também que "é cómodo" mas falso que o "colem" às perdas do Novo Banco imputadas aos contribuintes, afirmando que nunca teve nenhum perdão de capital ou juros.

"Por muito que seja cómodo publicamente colarem-me às perdas do Novo Banco e às perdas dos contribuintes portugueses, tudo isso não passa de uma tentativa de alterar a realidade: não tive nenhum perdão de capital, nem nenhum perdão de juros. Nem eu, Luís Filipe Vieira, nem o grupo Promovalor", disse na Assembleia da República.

3. Relação com BES e Salgado era "completamente transparente"

O presidente da Promovalor afirmou também que a relação que tinha com o Banco Espírito Santo (BES) e Ricardo Salgado era "completamente transparente", tendo sido fomentada aquando da construção do novo estádio da Luz.

"A relação especial que eu tinha com o grupo BES era uma relação completamente transparente, já vinha do passado, de perto deles, mas curiosamente não era com ele [Ricardo Salgado] que eu lidava", disse o também presidente do Benfica.

4. "Tenho outros negócios, tenho uma boa reforma. Vivo bem"

Vieira assumiu ainda que vive bem, com uma "boa reforma" e outros negócios, tendo a sua conta sido reforçada recentemente com cerca de dois milhões de euros recebidos do Fisco.

"Do que eu vivo? Tenho outros negócios, tenho uma boa reforma. Vivo bem. Por acaso ainda agora veio uma coisa curiosa. Ainda foi reforçada a conta com 2 milhões e tal de euros que eu recebi do fisco", respondeu, durante o período de inquirição da deputada do BE Mariana Mortágua.

Questionado pela deputada bloquista sobre se tinha rendimentos para além das empresas que são conhecidas e que "foram dadas como penhor e que estão em insolvência", o presidente da Promovalor disse que tinha "algumas sociedades com outras pessoas" e deu o exemplo de um que se for vendida brevemente lhe dará "à volta de 2 milhões e meio de euros".

5. Novo Banco poderá ficar acionista da Promovalor

Outra das revelações deixadas por Luís Filipe Vieira é que o Novo Banco poderá ficar acionista da sua empresa quando toda a sua dívida for paga, mesmo que não tenha sido incluída no fundo gerido pela C2 Capital Partners.

"Os VMOCs [Veículos Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis] estão na reestruturação", começou por dizer Luís Filipe Vieira à deputada Mariana Mortágua (BE) durante a sua audição.

"Os 160 milhões de euros são pagos com a reestruturação que nós fizemos agora, porque é por aí que o banco vai buscar o dinheiro", disse o também presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, confirmando que os títulos vencem em agosto.

Mariana Mortágua conclui então que "o Novo Banco vai ficar acionista da Promovalor", tendo Luís Filipe Vieira confirmado e adicionado que "é por essa via que vai receber tudo".

Leia Também: Quem assinou contrato de venda do Novo Banco "devia ser enforcado"

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