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CT da Lusa critica "falta de esclarecimentos" sobre sinergias com RTP

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa criticou hoje o presidente cessante pela "falta de esclarecimentos" sobre a exploração de sinergias com a RTP e defendeu que a sede da agência de notícias "faz parte da sua identidade".

CT da Lusa critica "falta de esclarecimentos" sobre sinergias com RTP
Notícias ao Minuto

15:32 - 07/04/21 por Lusa

Economia RTP

De acordo com o projeto estratégico 2021-2023 apresentando na candidatura da nova dupla de administradores da RTP Nicolau Santos e Hugo Figueiredo, prevê-se "explorar sinergias" com a agência Lusa "na área da gestão de espaços e na colaboração editorial".

Em comunicado, a CT refere que questionou Nicolau Santos, presidente cessante da Lusa e que irá presidir à nova administração da RTP, sobre o tema, tendo o jornalista e gestor respondido: "Significa isso mesmo: explorar sinergias na gestão de espaços e na colaboração editorial. Nada mais do que isso".

Para a CT da Lusa, "esta falta de esclarecimentos suscita mais dúvidas que respostas", considerando que "nunca como hoje foi tão importante a autonomia dos jornalistas para que a informação seja clara, rigorosa e verificável".

A Comissão de Trabalhadores salienta que "ninguém pode admitir que se pense sacrificar a voz da única agência de informação portuguesa com presença mundial e que fornece todas as televisões portuguesas, especialmente as concorrentes da RTP, graças à sua presença nos países lusófonos e resto do mundo", recordando que a Lusa fornece outras agências e meios internacionais devido à sua posição estratégica autónoma.

"Lusa e RTP são ambas agentes na missão de serviço público de jornalismo, mas são também fornecedor e cliente" e "manter esta relação clara e distinta é fundamental também para a confiança, não só dos restantes clientes da agência, como dos cidadãos, pela independência e pluralidade da informação", defende a CT.

"As redações da Lusa e RTP, lado a lado com tantas outras, são fundamentais para o exercício do jornalismo livre e é essencial que cada uma seja autónoma, com uma linha editorial própria, sem sinergias que as ponham irremediavelmente em causa", prossegue a CT, sublinhando que "a autonomia editorial da Lusa é inalienável".

Além disso, "a sede da Lusa faz parte da sua identidade", pelo que a "CT não aceita a extinção do edifício sede da Lusa em Lisboa, considerando-o um pilar mais do que simbólico da independência e autonomia da agência".

Recorda que a Lusa, criada em 1987, "tem missão, identidade, cultura organizacional próprias distintas das da RTP", pelo que espera que tudo "não passe de 'rumores' e 'novelas'".

A CT "estranha que seja o novo presidente da RTP a sugerir o futuro da Lusa, questionando se isso não pode condicionar a nova gestão da agência", garantindo que lutará "para que todos compreendam a importância da Lusa" e não deixará que a "coloquem em causa".

Nicolau Santos continuará em funções até eleição dos novos órgãos.

Questionada pela Lusa sobre a indicação do novo/a presidente da Lusa, fonte oficial do Ministério da Cultura disse que "está para breve a comunicação da decisão".

Aguarda-se ainda o parecer vinculativo das Finanças sobre o terceiro elemento da administração da RTP, com o pelouro financeiro, para completar a equipa.

Leia Também: BE pede "com caráter de urgência" o envio do projeto estratégico da RTP

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