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Diogo Lacerda Machado e Esmeralda Dourado demitem-se da TAP

Diogo Lacerda Machado e Esmeralda Dourado, dois gestores da TAP, demitiram-se do conselho de administração da companhia aérea, avança a SIC Notícias. O novo CEO também já está escolhido.

Diogo Lacerda Machado e Esmeralda Dourado demitem-se da TAP

Diogo Lacerda Machado e Esmeralda Dourado apresentaram a demissão do conselho de administração da TAP. A informação, avançada pela SIC Notícias, dá ainda conta que a saída dos dois gestores da companhia aérea tem efeitos a partir de 30 de abril.

Diogo Lacerda Machado liderou o processo de reversão da privatização da TAP iniciado em dezembro de 2015 e terminado em 2017, que culminou com o Estado a deter 50% do capital social da empresa, o consórcio Atlantic Gateway, de David Neeleman e Humberto Pedrosa, 45%, e os trabalhadores 5%.

A estação de Paço de Arcos indica ainda que estas saídas acontecem no arranque do plano de reestruturação da TAP e que todos os órgãos sociais terminaram o mandato.

Sabe a SIC Notícias que o novo presidente executivo já está escolhido e tem currículo no setor da aviação. Segundo a TVI, o gestor alemão Albrecht Binderberger foi o escolhido e só entrará depois de negociado o plano com Bruxelas.

O atual CEO, Ramiro Sequeira, poderá manter a ligação a TAP, mas como administrador executivo. Nesta reestruturação, não está garantida a continuidade do atual chairman Miguel Frasquilho. Refere a estação de televisão que a decisão ainda não foi tomada pelo primeiro-ministro.

Sob a égide dos acordos de emergência, a TAP vai entrar em lay-off, mas, segundo a SIC, o objetivo é reduzir o número de funcionários na companhia mediante rescisões ou reformas antecipadas.

Os trabalhadores terão sido informados, no passado fim de semana, quanto à redução do horário que é aplicável já em março.

Recorde-se que o recente acordo entre o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) e a TAP prevê reduções salariais de entre 50% e 35%, entre 2021 e 2024, que incluem o corte transversal de 25% aplicado a todos os trabalhadores.

O acordo coletivo de emergência da TAP alcançado com Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) estabelece uma redução dos despedimentos para 166 tripulantes e cortes salariais de 25% em 2021, 2022 e 2023, ao passo que, em 2024, a redução é de 20%.

O Ministério das Infraestruturas e da Habitação, sublinhe-se ainda, congratulou-se na altura com a aprovação dos acordos de emergência na TAP por parte dos sindicatos que representam os pilotos e tripulantes.

[Notícia atualizada às 19h59]

Leia Também: Seria "hecatombe" para turismo e economia se TAP desaparecesse

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