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Acordo de Paris. Oxfam denuncia pegada carbónica de empresas francesas

A confederação internacional de organizações não-governamentais (ONG) Oxfam denunciou hoje várias empresas francesas, em particular vários bancos, pela pegada carbónica que geram e que contrariam o combate às alterações climáticas.

Acordo de Paris. Oxfam denuncia pegada carbónica de empresas francesas
Notícias ao Minuto

00:27 - 02/03/21 por Lusa

Economia Oxfam

"Nenhum setor de atividade está alinhado com o Acordo de Paris", lamenta a Oxfam através de um relatório elaborado com base em informações fornecidas pela empresa Carbon4Finance e publicados quando se iniciam os trabalhos parlamentares sobre a legislação para o clima em França.

O Acordo de Paris visa limitar o aumento da temperatura em dois graus Celsius em relação aos níveis antes da revolução industrial e continuar os esforços para limitar esse aumento.

O relatório divulgado pela Oxfam referencia 35 empresas francesas, a maioria das quais cotada em bolsa.

São consideradas no documento as "emissões diretas" produzidas pelas empresas, nomeadamente as relativas ao "consumo de eletricidade ou calor", e as "emissões indiretas".

Apenas a EDF, a Schneider Electric e a Legrand "têm uma pegada de carbono e compromissos que, provavelmente, manterão numa trajetória compatível com um aquecimento de menos de 2 ºC".

Contudo, outras dez empresas, incluindo três bancos (BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole) "têm uma trajetória associada a um aumento da temperatura superar a mais de 4 ºC, e 17 empresas estão entre mais de 3 ºC e 4 ºC".

"Uma boa parte (40%) das emissões dos atores financeiros provêm das atividades no setor dos combustíveis fósseis", denuncia a Oxfam.

Questionados pela France-Presse (AFP), os bancos remeteram para as respostas dadas em outubro, por ocasião de outro estudo elaborado pela Oxfam.

O BNP Paribas considerou que as críticas provêm de uma "comparação que não faz sentido", a Société Générale refere que os dados "não refletem os esforços significativos feitos (...) nos últimos anos", e a Crédit Agricole explicitou que as conclusões são baseadas em critérios "cientificamente erróneos".

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