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Empresários turísticos da região da Guarda esperam que setor normalize

Os empresários turísticos da região da Guarda esperam que o ano de 2021 traga normalidade ao setor que em 2020 sofreu as consequências da pandemia causada pela covid-19 e apenas registou um "pequeno fôlego" no período do verão.

Empresários turísticos da região da Guarda esperam que setor normalize
Notícias ao Minuto

09:00 - 23/01/21 por Lusa

Economia Covid-19

Três empresários de turismo associado às Aldeias Históricas de Marialva (Mêda), Linhares da Beira (Celorico da Beira) e Sortelha (Sabugal) disseram à agência Lusa que 2020 foi "mau" para a atividade e que depositam em 2021, apesar de ter começado com um novo confinamento, a esperança de um regresso à normalidade.

"2020 foi um ano estranhíssimo, porque foi um ano que veio romper com tudo aquilo a que estávamos habituados e a cadência que vínhamos tendo, quer de crescimento, quer de ampliação de mercados, quer de tudo aquilo que se ia passando do ponto de vista das experiências", disse à Lusa Paulo Romão, proprietário do empreendimento de turismo Casas do Côro, na Aldeia Histórica de Marialva, que disponibiliza 31 quartos.

Segundo o empresário, a unidade de alojamento esteve fechada cerca de três meses, na passagem do primeiro para o segundo trimestre, mas, no verão, acabou por "equilibrar um bocadinho" o ano.

"Acabámos por ter um belíssimo verão, mas que se esgotou logo no final de setembro", porque o empreendimento tem um nível de internacionalização "muito grande" e não teve clientes estrangeiros.

Paulo Romão diz que o momento é de esperar que a pandemia seja ultrapassada com a vacinação para procurar reequilibrar "um bocadinho aquilo que se perdeu em 2020".

"Nós somos de natureza otimista preponderante, não esperávamos que o início de ano nos trouxesse este novo 'nevoeiro', mas estamos ainda otimistas que, no final da primavera, possamos retomar um bocadinho aquilo que é uma ideia de podermos pensar que já está a passar".

Próximo da Aldeia Histórica de Linhares da Beira (Celorico da Beira), na localidade de Mogadouro, o empresário João Paulo Patrício acolhe turistas na Casa do Mogadouro, um projeto que surgiu em 1998 e que tem capacidade para alojar 20 pessoas.

O empresário reconhece que 2020 "foi um ano atípico" para o setor, embora no verão tenha trabalhado "bem", porque a casa "permite distância social" e foi alugada a famílias e a grupos de amigos, do país e do estrangeiro.

João Paulo Patrício já tem "algumas reservas para o verão" e acredita que possam aumentar, mas vaticina que a situação é "complicada" para o Carnaval e uma incógnita para a Páscoa.

A Casa do Mogadouro promove o ecoturismo e o turismo sustentável e faz a ligação com a Aldeia Histórica de Linhares da Beira, com as Aldeias de Montanha de Rapa, Salgueirais e Prados, e queijarias tradicionais dos concelhos de Celorico da Beira e Fornos de Algodres.

Na Aldeia Histórica de Sortelha, no concelho do Sabugal, a empresa de animação turística JMAL -- Atividades Turísticas, criada em 2016, disponibiliza 13 burros para visitas e viagens pela região e também participa em recriações históricas e feiras medievais.

O proprietário, Jorge Miguel, disse que 2020 é para esquecer, porque "foi muito mau, para não dizer terrível".

O empresário estima uma quebra de 90% na atividade e deseja que a pandemia - que fica associada ao nascimento de dois animais a quem atribuiu os nomes Covid e Zaragatoa - "passe o mais rápido possível", para retomar a normalidade.

O presidente da Associação das Aldeias Históricas de Portugal e do município do Sabugal, António Robalo, também disse à Lusa que o ano de 2020 "foi extremamente complicado" para todo o país e no verão verificou-se "uma abertura" para o turismo.

"A verdade é que esse pequeno fôlego do mês de agosto não veio resolver o problema de fundo em termos de atividade turística na região, na rede [das Aldeias Históricas] e no próprio país. Foi um ano de muitas dificuldades, em que os agentes necessitaram e vão continuar a necessitar, pelo início do ano de 2021, dos apoios do Estado, à atividade, à manutenção dos postos do trabalho e, no fundo, [para] perspetivarem um futuro melhor", declarou.

Para 2021, existia alguma perspetiva de preparação da Páscoa na região, "mas depressa se vão gorar essas expectativas", vaticina.

"É um drama para o país, é um drama económico, é um drama para a atividade turística" e é necessário que os apoios anunciados pelo Estado possam contribuir para "minimizar o impacto negativo da pandemia", rematou.

Leia Também: Turismo do Norte aponta Páscoa e verão 2022 para "regresso à normalidade"

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