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Perspetivas para economia são desafiantes a curto prazo, sublinha a Fed

A governadora da Reserva Federal dos Estados Unidos Lael Brainard avisou hoje que as perspetivas económicas no país continuam, a curto prazo, a ser desafiantes, apesar das vacinas para a covid-19 e apoio orçamental.

Perspetivas para economia são desafiantes a curto prazo, sublinha a Fed
Notícias ao Minuto

20:29 - 13/01/21 por Lusa

Economia Reserva Federal EUA

"Se olharmos para a frente, as vacinas eficazes e o apoio orçamental adicional são um desenvolvimento positivo importante, mas a perspetiva no curto prazo é desafiante devido ao ressurgimento da pandemia, e a economia permanece longe dos nossos objetivos", disse num discurso Lael Brainard, que faz parte do conselho de governadores da Fed.

De acordo com a responsável, "os indicadores de gastos mais recentes apontam para uma perda considerável de ímpeto no final do quarto trimestre", com as vendas de bens duráveis a caírem em novembro, depois de uma recuperação a partir da primavera de 2020.

"O distanciamento social continuado nos meses frios de inverno provavelmente gerará um impedimento significativo de gastos nos serviços que dependem de contacto pessoal", e adicionalmente as receitas de impostos locais também permanecem deprimidas, afirmou a responsável num discurso 'online' perante a Associação Canadiana de Economia de Negócios.

Lael Brainard vincou que a inflação "permanece muito baixa", e mesmo que os inquéritos tenham sinalizado um aumento futuro, "ainda permanecem perto do seu ponto baixo histórico"

"A inflação poderá subir temporariamente para ou acima de 2% numa base de 12 meses, durante alguns meses, quando os preços baixos de março e abril saírem dos cálculos a 12 meses, mas será importante ver melhorias sustentadas para chegar ao nosso objetivo médio de inflação", precisamente cerca de 2%, afirmou a governadora.

Também o emprego permanece "longe dos objetivos", segundo Lael Brainard, com a pandemia de covid-19 a "exacerbar as disparidades", com o emprego abaixo em 10 milhões do que acontecia em fevereiro.

"Se ajustarmos a taxa de desemprego de 6,7% ao declínio de participação [no mercado de trabalho] desde fevereiro e à margem de erro do Gabinete de Estatísticas de Trabalho, a taxa de desemprego seria de 10%, similar ao pico após a crise financeira global", afirmou.

Segundo análises da Fed, a perda de emprego pode atingir os 20% de trabalhadores com piores rendimentos, ao passo que foi de 5% nos de maiores rendimentos.

Nos segmentos de população negra e hispânica o desemprego foi de 9,9% e 9,3%, respetivamente, ao passo que na população branca foi de 6,0%, de acordo com a responsável da Fed.

Para o futuro, as perspetivas "vão depender do caminho do vírus e das vacinações", assinalou, sendo "demasiado cedo para dizer" quando é que os números voltarão aos objetivos da Fed.

Já sobre o programa de compras de ativos da Fed, Lael Brainard estimou que "o ritmo atual de compras permaneça adequado durante bastante tempo".

"A perspetiva é altamente incerta e as previsões estão sujeitas a revisões", alertou a responsável

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