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Governo fará revisão do sistema de avaliação no Estado até março

O Governo manteve hoje a proposta de aumentos salariais que deixa de fora a maioria dos funcionários públicos, comprometendo-se com a revisão do sistema de avaliação até ao final do trimestre. 

Governo fará revisão do sistema de avaliação no Estado até março

A informação foi dada aos jornalistas pela presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, no final de uma reunião suplementar, a pedido dos representantes dos trabalhadores, depois de o Executivo ter fechado as negociações salariais na semana passada.

"Temos o compromisso de que até ao final do primeiro trimestre seriam eventualmente calendarizadas as reuniões para discussão e revisão do sistema de avaliação de desempenho", disse a representante sindical, após encontro com o secretário de Estado da Administração Pública, José Couto, referindo que pretende que este calendário inclua igualmente a revisão de carreiras.

Em causa está a proposta do ministério liderado pela ministra Alexandra Leitão, apresentada na quarta-feira aos sindicatos, que aumenta a remuneração base da função pública em 20 euros, para os 665 euros (valor igual ao do salário mínimo nacional) e que prevê aumentos de 10 euros para salários entre os 665 euros e os 791,91 euros.

Esta proposta representou uma valorização face à apresentada na primeira reunião, em que o Governo tinha proposto um aumento de 10 euros apenas até aos salários de 693,13 euros mas, ainda assim, foi considerada insuficiente pelos sindicatos.

Segundo o Governo, a atualização chegará a 148 mil trabalhadores numa despesa prevista de 41 milhões de euros.

Helena Rodrigues lamentou uma vez mais que "a grande maioria dos funcionários públicos" fique sem atualizações salariais.

"Compreendemos que o momento é difícil, mas um sinal de que alguma atualização poderia ser feita, nós esperávamos [isso] da parte do Governo", disse.

"Aquilo que levamos é pouco. Portanto não podemos sair daqui satisfeitos", acrescentou.

A líder do STE considera que os trabalhadores se encontram "num período difícil" e terão que pensar em conjunto novas formas de luta.

"Os trabalhadores que vivem do seu salário estão cada vez em condição pior. Temos que pensar como é que nós trabalhadores nos envolvemos e fazemos qualquer coisa que seja verdadeiramente nova para dizermos que assim não podemos continuar", disse.

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