Meteorologia

  • 17 JANEIRO 2021
Tempo
15º
MIN 5º MÁX 15º

Edição

Greve não teve impacto na atividade da empresa nem nos clientes, diz CTT

Os CTT garantiram que os três dias de greve dos seus trabalhadores, e que hoje terminou, "não tiveram impacto na atividade da empresa e nos clientes", segundo um comunicado.

Greve não teve impacto na atividade da empresa nem nos clientes, diz CTT
Notícias ao Minuto

20:56 - 03/12/20 por Lusa

Economia CTT

.

A empresa afirmou que, ao fazer registo no sistema de processamento de vencimentos dos trabalhadores aderentes aos três dias de greve, foram apuradas "taxas efetivas de adesão bastante baixas".

"Para o primeiro dia de greve, segunda-feira, 30 de novembro, a adesão foi de 11%, na quarta-feira, 2 de dezembro, a adesão foi de 8,7% e na quinta-feira, 3 de dezembro, a adesão foi de 8%, um dos níveis mais baixos de que há memória", precisa a empresa.

Contactado pela Lusa, o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Victor Narciso, contesta os números da empresa, adiantando que a adesão à greve deverá ter ficado abaixo dos 50%, mas ainda sem certezas, porque a estrutura sindical está a fazer o apuramento dos dados.

Os CTT, por sua vez, indicaram que a "distribuição postal foi prestada durante os três dias de greve, não tendo esta paralisação tido impacto na atividade e operação, não se sentindo qualquer interrupção do serviço aos clientes".

A empresa assegurou ainda que "nos locais onde poderão, pontualmente, ter sentido eventuais constrangimentos, os CTT procederão, como habitualmente, a uma distribuição extraordinária de correio nos próximos dias".

Esclareceu também que "ao contrário do que foi afirmado, não há critérios diferentes de reportar o nível de adesão: trata-se da percentagem de trabalhadores que declararam estar em greve face à totalidade dos trabalhadores que a poderiam ter feito".

No dia 30 de novembro, Victor Narciso disse à Lusa que a contabilização da adesão à greve da estrutura sindical é realizada num universo que ronda os 3.100 trabalhadores e que exclui contratados a termo e chefias que "não podem fazer greve porque seriam exoneradas". 

Nesse dia, os CTT garantiram que a adesão dos seus trabalhadores à greve rondava os 10,5%, mas o sindicato assegurou que era de cerca de 50%, justificando a disparidade com formas diferentes de fazer a contabilização.

Em declarações à Lusa, no dia 17 de novembro, o secretário-geral do SNTCT disse que a greve deveria ter "um grande impacto no atendimento e no tratamento e distribuição de correspondência, mas é essa a intenção, para que a empresa perceba a indignação dos trabalhadores e a opinião pública perceba o que se passa nos CTT".

Victor Narciso lembrou que o processo negocial se arrastou desde o início do ano e acabou sem qualquer acordo, já em fase de conciliação do Ministério do Trabalho, com a empresa a alegar falta de liquidez para os aumentos salariais.

"A empresa disse que não tinha dinheiro, mas pouco depois distribuiu prémios, com critérios subjetivos, e antecipou o pagamento do subsídio de Natal, parece que o problema não seria a alegada falta de liquidez, mas sim a falta de vontade de aumentar os salários", afirmou, na altura.

Na passada sexta-feira, em comunicado, a Associação Nacional dos Chefes de Estação dos Correios (ANCEC) manifestou a sua total discordância e incompreensão em relação à greve geral considerando-a "totalmente inoportuna" e que "em nada vem contribuir para a união dos profissionais dos CTT".

A Associação Nacional de Responsáveis de Distribuição (ANRED), por seu turno, considerou que a paralisação "mais uma vez, tem na sua base motivações estritamente ideológicas e políticas" e referiu que, nas atuais condições, é "oportunista e lesiva dos interesses dos trabalhadores".

Os CTT já tinham condenado a greve devido à data escolhida, garantindo que não faltam colaboradores no quadro e que vão ser pagos prémios aos trabalhadores.

Num comunicado divulgado no dia 19 de novembro, os Correios vincaram que os compromissos com os trabalhadores têm sido assegurados, sublinhando que, perante a covid-19, não recorreram ao regime de 'lay-off', comparticiparam a vacina contra a gripe e anteciparam o pagamento do subsídio de Natal e dos prémios extraordinários. 

Para os CTT, questionar a atribuição de prémios e a antecipação do subsídio "é de uma enorme insensatez", ressalvando, no entanto, que este custo "em nada é comparável com o impacto que um aumento salarial teria nos resultados da empresa".

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Receba as melhores dicas de gestão de dinheiro, poupança e investimentos!

Tudo sobre os grandes negócios, finanças e economia.

Obrigado por ter ativado as notificações de Economia ao Minuto.

É um serviço gratuito, que pode sempre desativar.

Notícias ao Minuto Saber mais sobre notificações do browser

Campo obrigatório