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Mário Ferreira diz que houve "um alinhamento de ideias" com Prisa

O presidente da Media Capital, Mário Ferreira, remeteu para quarta-feira uma resposta ao regulador CMVM, que considerou haver concertação entre a Prisa e a Pluris, salientando que o que houve foi "um alinhamento de ideias".

Mário Ferreira diz que houve "um alinhamento de ideias" com Prisa
Notícias ao Minuto

22:20 - 24/11/20 por Lusa

Economia TVI

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) considera que houve exercício de concertação entre a Pluris Investments (de Mário Ferreira) e a Prisa (Vertix) na Media Capital, determinando que o empresário Mário Ferreira lance no prazo máximo de cinco dias, que termina na quarta-feira, uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) obrigatória sobre 69,78% do capital da dona da TVI,

"O que posso dizer é que nós achámos que estávamos alinhados e havia um alinhamento de estratégia futura, que está previsto aliás na lei", afirmou Mário Ferreira, na primeira conferência de imprensa desde que foi eleito presidente da Media Capital, durante o dia de hoje.

"Obviamente que estamos a falar numa linha muito fina entre o que é (...) o alinhamento de ideias para desenvolver" para o futuro da Media Capital, prosseguiu.

Para o bem "de um futuro como este que estava numa situação particularmente difícil", sublinhou.

"É preciso deixar aqui bem claro que esse alinhamento de ideias foi necessário para ser rápido, urgente, porque a Media Capital foi abandonada" pela Cofina, que tinha lançado uma OPA em setembro de 2019, de "uma forma abrupta".

"Ninguém entendeu a razão desse abandono, mas [a Media Capital] foi deixada à deriva e foi necessário que existisse um alinhamento de ideias e um alinhamento da nossa parte em relação a um compromisso de investimento e até de financiamento, que obrigou a escrever isso, o que se chamou de parassocial", afirmou Mário Ferreira.

"Não sabemos se vamos ou não contestar [a decisão da CMVM]", disse, na véspera do prazo para lançar a OPA obrigatória, afirmando que a postura não de "litigar", mas antes "de colaboração, como tem sido até à data com a CMVM e com a ERC".

Agora, "não temos de concordar com tudo", referiu o gestor.

"No caso da CMVM, amanhã [quarta-feira] terão a resposta do que iremos fazer", concluiu.

Em 14 de maio, Mário Ferreira, através da Pluris Investments, comprou 30,22% da Media Capital, por 10,5 milhões de euros.

Em março, quando o mercado dava praticamente como certa a compra da Media Capital pela dona do Correio da Manhã, o anúncio da desistência -- em 11 de março e em vésperas de estado de emergência -- apanhou a maioria de surpresa, incluindo Mário Ferreira, que tinha sido desafiado pelo presidente da Cofina, Paulo Fernandes, a envolver-se no negócio.

A operação de aumento de capital da Cofina, de 85 milhões de euros, ficou aquém do objetivo por cerca de três milhões de euros.

Esta decisão não deixou a espanhola Prisa, na altura dona da Media Capital, contente, contactando Mário Ferreira logo no dia seguinte, em busca de um parceiro português.

Entretanto, em 12 de agosto, a Cofina anunciou o lançamento de uma OPA sobre a totalidade do capital da Media Capital, alterando a oferta de 21 de setembro de 2019, sendo o valor de referência proposto de 0,415 euros por ação, a que corresponde um montante total de 35 milhões de euros e considera um 'entreprise value' de cerca de 130 milhões de euros.

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