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Bairros Saudáveis regista "cerca de 200 contributos" mas falta interior

O Programa Bairros Saudáveis regista "cerca de 200 contributos", com indicações de territórios vulneráveis, localizados sobretudo nas Áreas Metropolitanas e nalguns centros urbanos, avançou hoje a coordenadora, Helena Roseta, apelando à participação dos cidadãos no interior do país.

Bairros Saudáveis regista "cerca de 200 contributos" mas falta interior

"O que acontece é que estas localizações que as pessoas estão a indicar - e fizemos o mapa destas respostas - estão praticamente todas concentradas à volta da Área Metropolitana de Lisboa, da Área Metropolitana do Porto, alguns centros urbanos e muito pouco ou nada no interior do país", afirmou à Lusa a coordenadora do programa.

Os dados avançados pela arquiteta Helena Roseta são um balanço da primeira semana de consulta pública do Programa Bairros Saudáveis, processo que se iniciou em 08 de setembro e decorre até 27 de setembro, através do 'site' www.bairrossaudaveis.gov.pt, onde os cidadãos se podem pronunciar sobre o projeto de regulamento e ajudar na identificação dos territórios vulneráveis.

"Temos cerca de 200 contributos, uma parte importante destes contributos são indicações que os cidadãos estão a dar de territórios que acham que podem ser candidatos ao programa", revelou a coordenadora do programa, indicando que são mais de 170 as indicações concretas de territórios vulneráveis.

Lembrando que ainda faltam duas semanas para o fim da consulta pública, a arquiteta destacou a importância de a participação ser alargada ao maior número de cidadãos, de diferentes zonas do país, para completar a cartografia de territórios vulneráveis.

"Era importante que as pessoas soubessem que é preciso completar esta informação, porque senão o dinheiro vai ser gasto sempre no mesmo sítio, quando há outros sítios que, se calhar, precisam tanto como estes sítios já indicados", declarou Helena Roseta, acrescentando que há muitas comunidades vulneráveis espalhadas no país, inclusive "nas zonas do interior, nas aldeias onde há muitas pessoas isoladas, nas concentrações agrícolas onde há muitos deslocados até estrangeiros".

Admitindo que "há um esforço a fazer" para que o programa chegue aos territórios do interior do país, a coordenadora anunciou um conjunto de sessões 'online' de esclarecimento, dirigidas às várias regiões do país, a realizar a partir da próxima semana, através do Facebook - https://www.facebook.com/bairrossaudaveis/.

"Estamos a fazer um esforço para olharmos de frente para a realidade do país e pedimos aos cidadãos que nos ajudem a olhar de frente para essa realidade e a fazer chegar a informação a quem precisa", referiu a coordenadora do programa, adiantando que o registo de contributos das duas áreas metropolitanas e de alguns centros urbanos "era perfeitamente expectável", porque é onde a informação chega mais depressa e "há territórios vulneráveis a que tem sido dada mais visibilidade", nomeadamente no contexto da pandemia, com uma ocorrência maior de casos de covid-19.

Em vigor desde julho, o Programa Bairros Saudáveis visa apoiar intervenções locais de promoção da saúde e da qualidade de vida das comunidades territoriais, no território continental português, através de projetos apresentados por "associações, coletividades, organizações não governamentais, movimentos cívicos e organizações de moradores", dispondo de uma dotação de 10 milhões de euros, a executar até ao final de 2021.

Desenvolvidos nos eixos da saúde, social, económico, ambiental ou urbanístico, os projetos a candidatar podem ser pequenas intervenções (até 5.000 euros), serviços à comunidade (até 25.000) ou projetos integrados (até 50.000 euros), em que são todos avaliados e pontuados por um júri independente, prevendo-se a abertura do concurso de candidaturas no mês de outubro, após o processo de consulta pública.

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