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"Cooperação europeia dá-nos uma voz mais forte"

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou hoje que a cooperação dentro da Europa dá uma voz mais forte aos países da União Europeia (UE) nas negociações com outras nações.

"Cooperação europeia dá-nos uma voz mais forte"

claro que cooperando dentro da Europa nos dá uma voz mais forte nas negociações com outros países, como vimos, por exemplo, nas negociações do acordo climático de Paris há alguns anos", disse hoje a presidente do BCE na cerimónia de ano novo da cidade de Frankfurt, que alberga a sede do BCE.

Num discurso sem referências a política monetária, a sucessora de Mario Draghi na liderança do BCE lembrou que "num mundo onde o multilateralismo está sob ameaça, trabalhar em conjunto como uma União torna-se ainda mais importante: é o único caminho para países de tamanho médio se levantarem face a grandes atores regionais e defenderem os nossos interesses comuns".

"A União Europeia e o euro não são acidentais na nossa prosperidade", defendeu a ex-diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), sustentando que são os "ingredientes vitais que protegem o nosso mercado único e por isso salvaguardam o nosso modo de vida".

A economista francesa considerou que "as tensões comerciais globais estão a crescer, essencialmente, por causa de perceções de injustiça, seja por causa de apoios estatais às indústrias, redução de padrões de trabalho ou manipulação de divisas".

"Nenhuma dessas coisas é possível dentro da Europa, por conceito. Isso acontece porque construímos um tribunal comum para o qual indivíduos e governos podem recorrer se forem tratados injustamente. Temos regras comuns para prevenir uma corrida para o fundo no que diz respeito aos padrões. E temos uma moeda comum que impede desvalorizações competitivas", argumentou a responsável máxima pelo euro.

Christine Lagarde citou uma estatística que dá conta que "o PIB [Produto Interno Bruto] 'per capita' [por pessoa] da União Europeia seria até um quinto mais baixo hoje se não tivesse havido qualquer integração" depois da II Guerra Mundial.

"Coletivamente, a União Europeia representa 22% do PIB mundial, em segundo lugar apenas atrás dos Estados Unidos, e o comércio da UE chega aos 17% do mundial, comparando com 14% dos Estados Unidos", acrescentou.

A nova presidente do BCE concluiu a sua intervenção dizendo acreditar que os novos presidentes dos órgãos europeus "percebem este momento e a necessidade da Europa se chegar à frente".

"Todos os líderes europeus veem que o mundo à nossa volta está a mudar e a pedir que reorientemos as nossas ambições", prosseguiu, considerando que "a integração europeia tem de ser baseada no consentimento dos seus cidadãos".

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