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Chipre vai retirar nacionalidade a 26 detentores de vistos gold

O Governo do Chipre anunciou hoje que vai retirar a nacionalidade a 26 investidores estrangeiros, após uma investigação a irregularidades no programa de captação de investimento em troca da oferta da nacionalidade semelhante ao dos vistos 'gold'.

Chipre vai retirar nacionalidade a 26 detentores de vistos gold
Notícias ao Minuto

23:09 - 06/11/19 por Lusa

Economia Vistos gold

O ministro do Interior cipriota, Constantinos Petrides, afirmou que o governo vai "lançar o processo de retirada da nacionalidade" a 26 pessoas, cujas identidades não precisou.

Fonte oficial, citada pela Associated Press sob condição de anonimato, disse que as 26 pessoas em causa são nove russos, oito cambojanos, cinco chineses, dois quenianos, um malaio e um iraniano.

Os visados podem recorrer da decisão, disse Petrides.

O Chipre anunciou em finais de outubro a abertura de um inquérito na sequência de informações segundo as quais pessoas próximas do primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, tinham adquirido a nacionalidade cipriota através do programa "investimento contra passaporte".

A agência France-Presse cita informações segundo as quais aliados e colaboradores de Hun Sen terão obtido passaportes cipriotas em 2016 e 2017, entre os quais o comandante da polícia, Neth Savoeun, a mulher e três filhos.

Hun Sen, no cargo desde 1985, dirige um regime autocrático e é acusado de violações dos direitos humanos, nomeadamente a repressão da oposição e a supressão da liberdade de imprensa.

O Chipre, membro da União Europeia (UE) desde 2004, não revela a identidade dos beneficiários do programa "investimento contra passaporte", que segundo a imprensa beneficia principalmente milionários russos e chineses.

A UE tem advertido os países com programas deste género que eles "apresentam um determinado número de riscos" em termos de "segurança, branqueamento de capitais e evasão fiscal".

O programa foi criado em 2013, quando o Fundo Monetário Internacional e a UE fizeram um empréstimo de 10 mil milhões de euros ao Chipre para salvar o sistema bancário.

Quase 4 mil passaportes cipriotas foram atribuídos a investidores estrangeiros ao abrigo do programa, que gerou cerca de 7 mil milhões de euros desde que foi criado.

"O dispositivo ajudou o país em tempos particularmente difíceis", afirmou hoje o ministro do Interior cipriota, admitindo, contudo, que "foram cometidos erros".

As regras do programa foram reforçadas em fevereiro passado, com a introdução de medidas destinadas a torná-lo "mais fiável", segundo as autoridades, que evocaram controlos mais rigorosos das pessoas que pedem a nacionalidade.

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