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Quadro plurianual: "A situação não é particularmente animadora"

UGT vê com preocupação a tentativa de redução de verbas colocadas à disposição dos Estados-membros para as políticas de coesão e desenvolvimento. Já sobre o esboço do Orçamento, Paula Bernardo vê como positivo as revisões em alta de indicadores macroeconómicos, mas espera que estas se reflictam no "aprofundamento de políticas" defendidas pela central sindical.

Quadro plurianual: "A situação não é particularmente animadora"

Terminou a reunião de preparação para o Conselho Europeu com patrões, sindicatos e Governo. À saída, Paula Bernardo da UGT disse que o Governo lhes apresentou “um ponto de situação daquilo que serão as matérias que estão em discussão, sobretudo com enfoque em duas delas”: os desenvolvimentos da negociação do quadro financeiro plurianual e a questão do Brexit.

Em relação ao quadro financeiro, a posição da UGT “já é conhecida e é clara”.

“Preocupam-nos as tentativas de reduzir as verbas que serão colocadas à disposição dos Estados-membros para as políticas de coesão e de desenvolvimento e que afectarão certamente Portugal”, declarou a responsável, sublinhando que é preocupante que, no decorrer dessa redução de verbas, a Comissão Europeia venha a “aumentar as taxas de comparticipação nacional”.

Tal, prosseguiu, “exigirá um esforço acrescido a países que como Portugal ainda têm necessidades acrescidas de investimento”.

Paula Bernardo confessou que a situação “não é animadora”. “Da reunião que tivemos, a situação não é particularmente animadora. Estes problemas persistem, esta incerteza relativamente àquilo que vai ser de facto o volume global do fundo comunitário que continua em aberto. A nossa preocupação é que falte à UE uma verdadeira ambição para assegurar aquilo que é um dos seus valores fundamentais que é a promoção da convergência entre estados-membros”, enfatizou.

Para a responsável da UGT, face aos desafios que a Europa enfrenta “precisávamos de mais Europa e não de menos Europa” e “esta redução de verbas acaba por traduzir-se em menos Europa”.

Questionada sobre o esboço do Orçamento do Estado entregue a Bruxelas, Paula Bernardo afirmou esperar que a UGT seja uma “parte ativa” na discussão do próximo OE e sublinhou como positivas as revisões em alta dos indicadores macroeconómicos.

“As revisões em alta dos indicadores macroeconómicos são acolhidos positivamente pela UGT e esperamos que se reflictam depois na possibilidade de avançarmos para o aprofundamento de algumas políticas que a UGT tem vindo a defender”, declarou

De qualquer modo, referiu ainda a responsável, “também tivemos oportunidade de dizer na reunião que era fundamental que as necessidades específicas de Portugal fossem devidamente acauteladas no quadro da preparação do fundo comunitário”, frisando a importância das prioridades nacionais mas também regionais.

Para a UGT, as matérias mais importantes são o investimento público, a resposta às necessidades de emprego de qualidade, a valorização do trabalho e a melhoria das condições de trabalho e a melhoria do salário seja no setor privado seja no público.

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