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Eleições africanas este ano colocam "riscos adicionais" para as empresas

A consultora de risco Aon considera que a África subsaariana mantém riscos elevados para as empresas em 2019, podendo os investimentos na região ser particularmente afetados num ano de eleições para vários países, incluindo Moçambique.

Eleições africanas este ano colocam "riscos adicionais" para as empresas
Notícias ao Minuto

13:34 - 22/04/19 por Lusa

Economia Consultora Aon

"Mais de dois terços dos países da África Subsaariana estão em risco de greves, tumultos e outros tipos de agitação civil, com um quarto deles em risco de sabotagem e ataques terroristas", indica a consultora nos mapas de Risco Político e Terrorismo, produzidos em conjunto com o Continuum Economics e The Risk Advisory Group, a que a Lusa teve acesso.

Num ano em que mais de 20 países vão a votos, a Aon salienta a instabilidade dos períodos eleitorais, tendo em conta a maior probabilidade de surgirem "protestos disruptivos, inquietação e prolongada incerteza política", associadas a problemas locais que envolvem condições socioeconómicas, disputas laborais ou conflitos intercomunitários, que também favorecem contextos de violência.

"[Moçambique] é um bom exemplo, que nos é próximo", diz o diretor comercial da Aon, João Mendonça, considerando que, embora o risco de país, já de si elevado, não se tenha alterado substancialmente, "é natural que se sinta mais pressão social" refletindo-se numa subida nos indicadores de risco, ao qual não serão alheios os efeitos do ciclone Idai.

João Mendonça nota, no entanto, que os agentes económicos já partem para países como Moçambique "incorporando este risco". Ao mesmo tempo, estão cientes do "potencial de crescimento muito significativo" da África subsaariana, nomeadamente a nível das infraestruturas.

A Aon identifica mais de 30 países da África subsaariana em risco de inquietação civil e greves em 2019, incluindo destinos de investimento, como Nigéria, Quénia e África do Sul.

Nos riscos identificados para o primeiro trimestre de 2019 em Moçambique, destacam-se os elevados níveis de crime organizado e instabilidade política que "têm levado ao aumento da violência", incluindo raptos e pedidos de resgate de trabalhadores de empresas mineiras, o que "compromete a segurança do país e o torna menos apelativo para os investidores".

A Aon aponta ainda os "desafios constitucionais e baixa procura de petróleo e gás" que levaram a abrandar o desenvolvimento dos grandes projetos energéticos em Moçambique e deixaram o país exposto a "fragilidades institucionais".

A consultora refere ainda os problemas de infraestruturas do país, sobretudo na área de energia e abastecimento de água e a falta de trabalhadores qualificados como constrangimentos à atividade empresarial e indica que o setor agrícola, uma "área crítica", é particularmente vulnerável às alterações climáticas.

Quanto ao principal impacto da crise da dívida, prende-se com a depreciação acentuada da moeda que impulsionou a inflação, que permanece elevada.

No caso de Angola, outro país lusófono de África igualmente considerado de alto risco, a análise do primeiro trimestre indica que os riscos de violência política se mantêm elevados, tal como os riscos regulatórios devido à corrupção, nepotismo, burocracia e falta de trabalhadores qualificados.

A Aon sublinha que as infraestruturas melhoraram consideravelmente com a ajuda chinesa, mas estes empréstimos tem um peso significativo na evolução da dívida do país, que continua a crescer.

O risco de interferência política na economia "continua muito elevado devido à falta de governança e regulação", mas pode evoluir favoravelmente tendo em conta a intenção do Governo de privatizar cerca de 70 entidades.

"O preço do petróleo e a capacidade do Governo reestruturar a sua dívida externa irão determinar o risco de transferência de divisas no futuro, bem como o desempenho global do país", conclui a consultora.

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