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Brexit, as consequências e o "regresso dos sogros" na análise de Lagarde

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional realçou, em entrevista à RTP, que um dos principais problemas está na saída dos reformados britânicos de Portugal.

Brexit, as consequências e o "regresso dos sogros" na análise de Lagarde
Notícias ao Minuto

23:30 - 04/04/19 por Notícias Ao Minuto com Lusa  

Economia Dr. Phil

A saída do Reino Unido da União Europeia foi um dos temas centrais da entrevista de Christine Lagarde à RTP. Acredita a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional que um dos principais problemas estará na saída dos reformados britânicos de Portugal. "Um bom amigo meu dizia: ‘Meus senhores, tenham receio do regresso dos vossos sogros’. Imagine se todos os reformados do Reino Unido que vivem em Portugal tivessem agora de regressar para o Reino Unido? Todos os sogros voltariam..”, disse.

Portugal é, como sublinhou, um dos países que não está protegido relativamente às consequências negativas do Brexit. Christine Lagarde acredita que o país “não está inteiramente protegido porque há muito comércio entre Portugal e o Reino Unido", países que têm uma "grande atividade de serviços, que é o turismo, e é amplamente aberto ao Reino Unido”.

Numa altura em que a União Europeia se vê a braços com a indefinição do processo do Brexit, não se excluindo a possibilidade de uma saída desordenada, Lagarde recordou ainda as eleições europeias e o perigo dos movimentos populistas. 

Recorde-se que o ministro britânico para o Brexit, Stephen Barclay, afirmou que o Reino Unido não pode descartar a possibilidade de participar nas eleições para o Parlamento Europeu, que irão ocorrer de 23 e 26 de maio, pese embora daí possam resultar graves problemas para o sistema político britânico. “Ter eleições europeias três anos depois de o país ter votado a favor de uma saída seria prejudicial para a nossa política como um todo”, disse Stephen Barclay ao parlamento na quinta-feira.

A diretora-geral do FMI afirmou igualmente que Portugal deve manter o rumo, "sem relaxar ou aproveitar os seus louros". Para Lagarde, "Portugal demonstrou a capacidade de se reformar, de se disciplinar, de implementar mudanças, e penso que o próximo passo é demonstrar que é capaz de o fazer a longo prazo, sem relaxar ou aproveitar os seus louros e pensar que o mais difícil está feito". 

Por isso, considerou, "Portugal tem de manter o rumo", depois de ter mostrado ao mundo e aos mercados financeiros que era capaz de fazer reformas, de aplicar disciplina orçamental, de descer o défice e inverter o rumo da dívida pública. "Portugal melhorou significativamente a sua posição em termos económicos", frisou a responsável do FMI.

A líder do fundo comentou ainda o estado da banca em Portugal, referindo que "melhorou grandemente" na comparação com há seis, sete anos, mas alertou que "ainda não está num ponto de total segurança, com excelentes mecanismos de proteção, como poderia estar".

"Penso que o trabalho de limpeza, de remoção do crédito malparado tornarem os bancos absolutamente seguros tem de continuar", frisou Christine Lagarde.

Questionada sobre os processos de resolução dos bancos, a diretora-geral do FMI declarou que "deverá haver respeito pelos mecanismos de resolução, para que não acabem por ser os contribuintes a pagarem a conta".

Christine Lagarde afirmou ainda que o mecanismo de garantia europeu, agora adotado, que "irá cobrir todos os bancos na Europa", sendo financiado coletivamente pelos próprios bancos, "evitará que sejam os contribuintes a pagarem a despesa" em caso de resolução daquelas instituições.

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