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Angola foi dos que mais contribuiu para novas descobertas da ENI

A petrolífera ENI disse hoje à Lusa que Angola foi um dos países que mais contribuiu, em 2018, para a descoberta de reservas de 600 milhões de barris a nível global, tendo "um papel chave" no portefólio.

Angola foi dos que mais contribuiu para novas descobertas da ENI
Notícias ao Minuto

08:00 - 18/02/19 por Lusa

Economia Petrolífera

"Angola desempenha um papel chave dentro do portefólio da ENI", disse a porta-voz da empresa em declarações à Lusa, no seguimento da apresentação dos resultados do ano passado.

"Com 150 mil barris diários, Angola é o nosso principal país produtor na África subsaariana", acrescentou a responsável, notando que "Angola foi um dos principais contribuintes para a descoberta de 600 milhões de barris de petróleo ou equivalente a nível global".

Na apresentação de resultados, na sexta-feira, a ENI anunciou que, durante o ano passado, tinha feito descobertas que representavam cerca de 600 milhões de barris de petróleo ou equivalente, ultrapassando a meta de 500 milhões.

Com as recentes descobertas de Kalimba e Afoxé, Angola é um dos maiores contribuintes para este resultado, sendo os outros o México, a Noruega, o Egito, Chipre, Congo e Nigéria.

O campo Kalimba foi descoberto em junho do ano passado a sudeste do Bloco 15/06, e pode ter até 300 milhões de barris de óleo leve, ao passo que o Afoxé foi descoberto já em dezembro, na mesma zona, e pode ter até 200 milhões de barris.

"As duas descobertas confirmaram o potencial petrolífero da parte sudeste do bloco que, até à data, se pensava ser mais propenso a ter gás", afirma a ENI.

A petrolífera está atualmente "a estudar a maneira mais eficiente e eficaz de desenvolver as duas descobertas em conjunto, aproveitando totalmente todas as possíveis sinergias e, em perspetiva, da capacidade de tratamento disponível do navio Olombendo", vocacionado para o armazenamento e distribuição da produção.

Na sexta-feira, a ENI anunciou os resultados de 2018, nos quais obteve um lucro líquido de 4.226 milhões de euros, 25% mais do que em 2017.

O lucro ajustado foi de 4.592 milhões de euros, um aumento de 93% relativamente a 2017.

Durante a reunião do conselho de administração, foi proposto um dividendo de 0,83 euros por ação, dos quais 0,42 euros por ação já forma pagos em setembro.

O fluxo de caixa líquido das atividades operacionais do grupo foi de 13.651 milhões de euros, 35% mais do que os 10.117 milhões obtidos em 2017, e o endividamento financeiro foi de 8.289 milhões de euros, uma quebra de 24% relativamente ao ano anterior, quando chegou aos 10.916 milhões.

A produção de hidrocarbonetos da companhia atingiu um recorde histórico em 2018, situando-se em 1,85 milhões de barris de barris equivalentes de petróleo por dia, representando um crescimento de 2,5% em relação a 2017.

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