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Portugal terá 45% da energia consumida com origem em renováveis até 2030

Portugal quer chegar a 2030 com 45% da energia consumida com origem em fontes renováveis, duplicando a capacidade instalada e superando a meta definida pelo Parlamento Europeu para o setor, adiantou hoje o secretário de Estado da Energia.

Portugal terá 45% da energia consumida com origem em renováveis até 2030
Notícias ao Minuto

12:16 - 18/12/18 por Lusa

Economia Governo

"A meta para 2020, já para daqui a dois anos, é que da energia consumida, 31% ser renovável, o objetivo do PNEC para 2030 é que este valor esteja acima dos 45%. Isto vai implicar, entre muitas outras coisas, uma duplicação da capacidade instalada de renováveis no nosso país", disse João Galamba em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência organizada pela ADENE -- Agência para a Energia, sobre eficiência energética e hídrica.

Bruxelas fixou que até 2030 pelo menos 32% do total da energia produzida pelos Estados-membros tivesse origem em fontes verdes, estabelecendo que cada país da União Europeia (UE) tem que elaborar um Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC), com a definição de metas e políticas nacionais no que respeita à descarbonização, à eficiência e à segurança do abastecimento, bem como o novo desenho do mercado interno de energia, até ao final de dezembro.

Em Portugal, de acordo com João Galamba, a primeira versão do PNEC 2030 será finalizado até ao final do mês, para a partir de janeiro, durante seis meses, ser discutido publicamente com associações do setor, universidades e população.

O documento, segundo o governante, será "a base da estratégia das políticas da energia até 2030", depois de o Governo ter apresentado o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 há duas semanas.

"É preciso um enorme esforço coletivo para estruturar uma transição energética que potencie e otimize o tecido industrial, tecnológico e científico nacional para aproveitar as oportunidades existentes", disse o secretário de Estado na abertura da conferência.

"Precisamos de uma estratégia clara e precisamos de políticas públicas de qualidade, precisamos de universidades, de centros de investigação e empresas empenhadas na transição energética e de um sistema financeiro que efetivamente financie o que deve ser financiado", acrescentou.

João Galamba insistiu, a propósito, na necessidade de aumentar a literacia financeira, destacando o lançamento na conferência do Centro de Informação para a Energia (CINERGIA) que irá promover junto dos cidadãos consumidores de energia "uma visão integrada, didática e interativa do setor energético".

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