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As notas do Turquia-Portugal: Prego supera kebab... e Bernardo que o diga

Seleção nacional já está nos 'oitavos' do Euro'2024 e reúne condições (dignas de registo) para perseguir o sonho de voltar a ser campeã europeia.

As notas do Turquia-Portugal: Prego supera kebab... e Bernardo que o diga
Notícias ao Minuto

07:16 - 23/06/24 por Miguel Simões

Desporto Análise

O primeiro objetivo está cumprido, mas ainda faltam outros. Uma exibição irrepreensível de Portugal, este sábado, ditou que o triunfo diante da Turquia (3-0), em Dortmund, valesse o apuramento para os 'oitavos' do Euro'2024 e até mesmo a confirmação do primeiro lugar do grupo F. 

Nas imediações do Signal Iduna Park, a festa era tremenda antes do jogo, mas só os portugueses acabariam por sorrir, comprovando-se mesmo que o luso prego no pão é melhor do que o turco kebab, tal como a imagem do artigo o ilustra.

Quanto ao jogo, a história de sucesso luso começou a ficar escrita aos 21 minutos, quando Bernardo Silva resolveu quebrar um 'enguiço' a nível pessoal, aos 21 minutos, estreando-se a marcar por Portugal nas grandes provas de seleções. O primeiro estava feito, mas a equipa de Roberto Martínez não ficaria por aqui.

Ainda dentro da primeira meia hora da partida, uma enorme infelicidade de Samet Akaydin, aos 28 minutos, culminou num autogolo surreal e no segundo motivo de festejo de Portugal, sendo que, até ao intervalo, Cristiano Ronaldo ainda ameaçou com um golaço em busca do terceiro tento português.

Já no segundo tempo, com duas alterações pelo meio, CR7 foi tudo menos invejoso e ofereceu um golo a Bruno Fernandes, aos 56 minutos, naquele que foi um triunfo seguro, fruto de uma exibição personalizada e consistente.

Com este resultado, Portugal assume a liderança do grupo F, com seis pontos em seis possíveis, mais três do que a Turquia, seguindo-se a  Chéquia e a Géorgia, ambas com um ponto. O primeiro lugar garantido define, desde já, que a seleção nacional vai defrontar um dos terceiros classificados dos grupos A, B ou C, no próximo dia 1 de julho, em Frankfurt, no acesso aos 'quartos' do Campeonato da Europa, que se realiza na Alemanha. Antes disso, há encontro frente à Geórgia, já na próxima quarta-feira, dia 26 de junho.

Vamos então às notas da partida:

Figura

Bernardo Silva quebrou (finalmente) o 'enguiço'. O craque do Manchester City afastou a maldição de não conseguir 'faturar' nas grandes competições de seleções - desde o Europeu ao Mundial - e estreou-se a marcar num Campeonato da Europa, com um remate pleno de intenção aos 21 minutos. Para além do importante tento inaugural, Bernardo Silva revelou ser uma autêntica 'dor de cabeça' para os turcos, tanto nos passes 'rasgados', como nos cruzamentos 'venenosos', deixando Portugal sempre mais perto do objetivo.

Surpresa

Nesta seleção já quase nem se pode falar em surpresas, mas Rúben Neves destacou-se, sobretudo, pela simplicidade com que jogou em toda a segunda parte, ao ter rendido João Palhinha ao intervalo. O médio do Al Hilal ganhou praticamente todos os duelos, acertou grande parte dos passes e ainda rubricou interceções dignas de registo, que travaram qualquer aspiração do leque de avançados turcos. Afinal, jogar na Arábia Saudita não tem de ser sinónimo de abrandar o ritmo na carreira de futebolista. E que o diga Cristiano Ronaldo.

Desilusão

Samet Akaydin fica irremediavelmente ligado ao momento mais crucial da partida, permitindo que Portugal se colocasse a vencer por dois golos ainda dentro da primeira meia hora de jogo. A intenção de fazer um atraso para o guarda-redes Altay Bayindir saiu 'furada' pela força num passe sem olhar. Quando se apercebeu, o central do Fenerbahçe (emprestado ao Panathinaikos) não conseguiu corrigir o erro e, numa altura em que a Turquia tinha aspirações de lutar pelo empate, foi mesmo Portugal a festejar.

Treinadores

Vincenzo Montella promoveu três alterações, duas das quais forçadas, em função da lesão do guarda-redes Mert Gunok e ainda das queixas de Arda Guler (que acabou por começar no banco), mas não conseguiu 'fintar' as contrariedades impostas por Portugal, sobretudo depois dos 20 minutos de jogo. As substituições na segunda parte deram para refrescar o processo ofensivo, ainda que sem o seguimento desejado perante uma sólida defesa portuguesa.

Roberto Martínez refletiu sobre a exibição frente à Chéquia e voltou a apostar numa linha de quatro defesas, procedendo a apenas uma alteração, com a aposta em João Palhinha para render Diogo Dalot. A segurança da equipa a defender e a atacar foi de outro nível e, ao intervalo, já se verificava uma vantagem de dois golos. Com um ritmo mais baixo no segundo tempo, Portugal ainda chegou ao terceiro e, desta vez, o selecionador nacional foi mexendo na equipa desde bem cedo, refrescando várias dinâmicas de jogo nos momentos certos.

Árbitro

Felix Zwayer protagonizou uma arbitragem segura e sem qualquer interferência no resultado, sendo de realçar que, no primeiro tempo, mostrou cinco cartões amarelos em 20 minutos (três para os turcos e dois para os portugueses) para não deixar que o jogo seguisse uma toada mais agressiva. Terá resultado, uma vez que no segundo tempo nem chegou a ir ao bolso, ao ponto de, imagine-se, a maior dor de cabeça do alemão ter sido a gestão das quatro invasões de adeptos em direção a... Cristiano Ronaldo.

Leia Também: Turquia-Portugal: Os 'oitavos' do Euro'2024 são já ali

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