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Notas do Farense-Benfica: Apesar da 'pancada' no título, águia não vacila

Águias venceram em Faro (1-3), mas não 'fintaram' a revolta dos adeptos após a eliminação na Liga Europa.

Notas do Farense-Benfica: Apesar da 'pancada' no título, águia não vacila
Notícias ao Minuto

07:41 - 23/04/24 por Miguel Simões

Desporto Análise

No encerramento da 30.ª jornada da I Liga, o Benfica entrou em campo já a saber que o Sporting estava a dez pontos de distância, mas nem por isso deixou de carimbar nova vitória, esta segunda-feira, frente ao Farense (1-3), no Estádio de São Luís. É certo que o conjunto da Luz reduziu a desvantagem para sete pontos, porém, o peso da eliminação europeia, diante do Olympique Marseille, não evitou uma forte contestação dos benfiquistas presentes em Faro.

Com cinco alterações em relação ao jogo dos 'quartos' na Liga Europa, o conjunto orientado por Roger Schmidt até entrou melhor e colocou-se a vencer aos 16 minutos, por intermédio de Kokçu, já depois das críticas que enfrentou ao reclamar por mais minutos. O médio turco ainda esteve perto do bis logo a seguir, até que viu a equipa sofrer um duro revés.

Sensivelmente a meio do primeiro tempo, Belloumi tratou de tirar proveito de um lance de insistência para assinar o empate do Farense (23'), com um remate de primeira a 'fuzilar' a baliza de Trubin. No entanto, contrariamente a outros jogos, o Benfica soube reagir, com tranquilidade, acabando por se recolocar na frente através de Arthur Cabral (34'), num golo que até teve direito a... calcanhar. O brasileiro ainda atirou ao poste, Di María também tentou a sua sorte e o jogo foi para o intervalo com o 1-2 no marcador.

Já no segundo tempo, praticamente à primeira grande oportunidade, Álvaro Carreras estreou-se a marcar (67') e en'Carr'ilou o Benfica na linha de Faro, numa partida em que o recém-entrado João Neves esteve apenas dez minutos em campo após sofrer uma pancada num choque de cabeças com Ponde, acabando por ser substituído por Aursnes.

Apesar da 'pancada' no título, a águia não vacilou e manteve-se a sete pontos do rival, com apenas mais quatro jornadas por disputar, apesar da consciência em torno das curtas possibilidades em chegar à liderança. Já os leões de Faro ainda lutam pela manutenção, com três pontos acima da linha de água.

Vamos então às notas da partida:

Figura

Arthur Cabral regressou à titularidade e, durante os 84 minutos em que esteve em campo, acabou por se destacar como uma das unidades mais desequilibradoras da partida. O golaço que apontou aos 34 minutos, de calcanhar, pouco depois do empate alcançado pelo Farense, não poderia ter aparecido na melhor altura e, dificilmente, de melhor forma. Para além disso, o avançado brasileiro ainda atirou ao poste, de fora da área, tendo ainda tentado a sua sorte num remate acrobático. Sem dúvida uma das exibições mais completas desde que chegou à Luz. 

Surpresa

Álvaro Carreras voltou a ser colocado por Roger Schmidt a titular, repetindo o que havia acontecido diante do Moreirense, e até teve direito à sua estreia a marcar com a camisola do Benfica. O defesa emprestado pelo Manchester United apontou aquele que foi o golo sentenciador do encontro (1-3), aos 67 minutos, já depois de outros momentos de destaque nos processos defensivos e ofensivos da equipa, sobretudo no primeiro tempo. Carreras mostrou, assim, que o treinador alemão pode contar com ele no lado esquerdo da defesa encarnada.

Desilusão

Zé Luís entrou para o onze de José Mota para ocupar a vaga do castigado Bruno Duarte, mas a verdade é que sentiu bastantes dificuldades para se impor no ataque dos algarvios, de tal forma que só conseguiu fazer um remate, desenquadrado com a baliza de Trubin, já na reta final do primeiro tempo. Nicolás Otamendi e António Silva trataram de anular as virtudes do ponta de lança do Farense e não foi de estranhar a sua substituição (já depois de enfrentar um início de jogo com queixas) aos 55 minutos, para dar lugar a Rui Costa.

Treinadores

José Mota trocou duas peças em relação ao onze apresentado frente ao Vitória SC (1-1), ao substituir Facundo Cáseres e Bruno Duarte por Fabrício Isidoro e Zé Luís, respetivamente, tentando, na medida do possível, jogar olhos nos olhos frente ao Benfica. À semelhança do que aconteceu em outras partidas frente aos 'grandes', os algarvios mostraram personalidades na hora de visar a baliza contrária, mas acabaram por ser inferiores. As substituições ao longo da segunda parte não surtiram os efeitos desejados e o Farense ainda viu a desvantagem a aumentar.

Roger Schmidt voltou a 'rodar' a equipa, precisamente como quem acontecido entre as partidas de cariz nacional e europeu, tendo apostado nas entradas de Carreras, Kokçu, João Mário, Tiago Gouveia e Arthur Cabral. As águias não se deixaram abalar pelo empate do Farense, apesar do contexto negativo que têm enfrentado, algo que permitiu, desde logo, afastar 'fantasmas' do passado. As entradas de João Neves e David Neres antecederam o tento sentenciador de Carreras e o Benfica carimbou mais três pontos sem grandes dificuldades.

Árbitro

Gustavo Correia protagonizou uma arbitragem segura e sem casos polémicos. Seguro na hora de apitar as faltas e coerente no momento de puxar os cartões do bolso, o árbitro de 32 anos esteve livre de críticas e mostrou estar apto para dirigir grandes partidas do campeonato de português.

Leia Também: Benfica en'Carr'illa na linha de Faro e (ainda) persegue líder Sporting

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