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As notas do Santa Clara-FC Porto: Prenda para o presidente virou pesadelo

Eficácia açoriana atirou azuis e brancos para fora da final four da única competição que os portistas ainda não têm no seu palmarés.

As notas do Santa Clara-FC Porto: Prenda para o presidente virou pesadelo

Foi chegar e dizer adeus. No primeiro jogo na edição deste ano da Taça da Liga, o FC Porto falhou, pela primeira vez deste que Sérgio Conceição está no Dragão, a passagem à final four da competição - e curiosamente os açorianos estão a um passo de chegar pela primeira vez a esta fase da prova.

Sérgio Conceição tinha prometido, na antevisão do encontro, que queria oferecer esta competição, a única que falta no palmarés dos dragões, a Pinto da Costa, mas a verdade é que o FC Porto, tirando o primeiro quarto de hora, pouco fez para merecer seguir em frente para a final four da Taça da Liga. Aquilo que prometia ser um presente que estrearia os dragões no quadro de vencedores desta prova acabou por virar um pesadelo precoce na época azul e branca.

Com muitas mudanças no onze inicial em relação ao jogo com o Tondela - Marcano foi o único sobrevivente nesta revolução - os vice-campeões nacionais até arrancaram forte no encontro, com várias investidas perigosas junto à área contrária, mas o Santa Clara, que jogou olhos nos olhos com o adversário, acabou por abrir o marcador aos 17 minutos, através de um excelente remate à meia-volta dentro da área.

A vencer pela margem mínima, os açorianos recuaram linhas, mas conseguiram impedir que o FC Porto jogasse perto da sua área, expondo as fragilidades defensivas dos azuis e brancos através de contra-ataques e obrigando os dragões a socorrerem-se dos lances de bola parada ou de remates de fora da área para chegar à igualdade.

Descontente com a exibição dos seus jogadores no primeiro tempo, Sérgio Conceição colocou em campo Sérgio Oliveira, Otávio e Luís Díaz em tempo de intervalo. A equipa da cidade Invicta aumentou a intensidade do jogo, mas acabaria por ser de novo o Santa Clara a aumentar a contagem. Ricardinho, depois de aproveitar um erro de Mbemba, fintou Marcano e atirou para o fundo das redes de Marchesín aos 65 minutos.

A partir do golo sofrido, o FC Porto balanceou-se no ataque, mas, tal como no decorrer do jogo todo, continuou a ter falta de critério no momento da finalização. Taremi fez mexer as redes adversárias aos 83 minutos, golo que relançou o jogo para os minutos finais. Os dragões carregaram no acelerador, obrigado o Santa Clara a sofrer, mas foram os açorianos a fazer o 3-1 final aos 90+6, num contra-ataque rápido concluído por Nené.

Mas vamos às notas deste encontro:

Figura:

Jogo de enorme categoria de Ricardinho. Após duas épocas de empréstimo, regressou aos Açores e tem sido um dos destaques neste arranque de temporada. Foi um dos elementos mais desequilibradores dos insulares neste jogo. Viu a sua exibição ser coroada com um golo.

Surpresa:

Chindriş chegou ao Santa Clara no final do mês de agosto, e no jogo de estreia pelos açorianos não podia ter deixado melhor impressão. O primeiro jogo com a camisola dos insulares foi colorido com um golo que deu início à construção da vitória da equipa orientada por Nuno Campos, numa boa execução em pleno coração da área.

Desilusão:

Exibição para esquecer de Corona. Aquele que é um dos jogadores mais virtuosos do FC Porto acabou vulgarizado nesta deslocação aos Açores. O extremo mexicano está muito longe do nível que já demonstrou em Portugal, talvez por alguma falta de motivação. Acabou substituído ao intervalo.

Treinadores:

Nuno Campos: Soma o terceiro encontro no comando técnico dos insulares - com duas vitórias e uma derrota -, mas já mostrou que esta primeira experiência como treinador principal tem tudo para correr bem. A equipa mostrou níveis de organização e entreajuda altíssimos, e aliou a isso uma eficácia elevada que culminou com três golos ao vice-campeão nacional.

Sérgio Conceição: Tal como prometido na antevisão, o técnico dos azuis e brancos fez uma revolução no onze inicial. Conceição disse que todo o grupo de trabalho lhe dá garantias, mas a verdade é que estas segundas linhas que entraram em campo nos Açores deixaram muito a desejar. A equipa azul e branca esteve no arranque da partida, mas foram pouco agressivos, em claro contraste com jogos recentes. Os jogadores pareceram, inclusive, pouco concentrados para aquele que era um jogo decisivo nas contas da Taça da Liga.

Arbitragem:

Exibição positiva da equipa de arbitragem liderada por Manuel Oliveira. Esteve bem na amostragem de amarelos, e controlou bem a situação na parte final do encontro entre Otávio e João Afonso.

Leia Também: FC Porto afunda-se nos Açores e está fora da Taça da Liga

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