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Josué abre o livro: "Se não fosse o futebol, estaria na prisão"

Internacional português recorda infância difícil.

Josué abre o livro: "Se não fosse o futebol, estaria na prisão"

Josué não esconde ter vivido uma infância com momentos muito complicados. O internacional português concedeu uma profunda entrevista, cujo titulo é "Se não fosse o futebol, estaria na prisão", aos canais oficiais do Legia Varsóvia, equipa para qual se mudou no último verão, e não deixou nada por dizer. 

"Quando era criança, cresci num ambiente bastante difícil e a situação ao meu redor não era normal. Nasci numa zona pobre, o meu pai trabalhava fora de Portugal o tempo todo e por isso não tínhamos muito contacto. Eu morava com três irmãos e com a minha mãe. Comida.... Bem, disso não havia muito. Às vezes eu não comia uma única refeição e outras vezes passava os dias sem nada na boca. Foi assim que eu cresci, a situação definitivamente teve um grande impacto em mim", começou por contar Josué, prosseguindo.

"Quando eu tinha 20 anos e comecei a ganhar dinheiro, também comecei a construir um muro ao meu redor - ninguém podia entrar. Quando alguém me tentou atacar, eu ataquei de volta. Às vezes, não porque eu queria, mas apenas por causa da minha personalidade. Tudo o que aprendi na minha vida, aprendi sozinho. Eu não tinha ninguém para me mostrar como fazer algo ou como se comportar em situações particulares e que caminho seguir na vida. Toda a minha experiência, tudo o que tenho hoje - trabalhei tudo sozinho. Porque estive sozinho por muito tempo na minha vida. Na verdade, eu estava sozinho até conhecer minha esposa. A solidão acabou, mas os problemas não. Ainda era muito difícil. A minha esposa adoeceu, o meu pai morreu e o pai de minha esposa também. Os últimos anos não têm sido bons para nós, mas às vezes tem que ser assim. Cada um de nós tem uma história. A minha não é fácil, mas é minha", explicou o internacional português que conta de que forma educa a filha.

"Hoje não direi a minha filha que não temos comida. Agora, quando a menina quer comer um gelado, não preciso perguntar a mim mesmo como explicar a ela que não temos dinheiro para isso. Eu não tive esse conforto. Eu tinha de roubar. Às vezes eu roubava porque estava com fome e outras só queria ser como as outras crianças.  Quando dou alguma coisa à minha filha, digo-lhe: 'olha, na tua idade eu não tinha telemóvel e às vezes nem comida tinha'. Gostaria que, um dia, ela soubesse que a infância dela foi feliz. Não tive essa oportunidade, mas a vida também me deu estas experiências. E acho que essas lições foram muito valiosas", confidenciou Josué. 

Refira-se que Josué deixou Israel, onde representava o Hapoel Beer Sheva, e mudou-se para a Polónia no verão. Até ao momento contabiliza um total de 14 jogos e duas assistências ao serviço do Legia, equipa que também conta com os compatriotas Rafael Lopes, André Martins e Yuri Ribeiro. 


      

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