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Bleus agarram-se ao troféu e La Roja ao VAR : As notas do Espanha-França

Os gauleses venceram a final da Liga das Nações, por 2-1, contra a congénere espanhola, num jogo em que o golo de Mbappé deu muito que falar.

Bleus agarram-se ao troféu e La Roja ao VAR : As notas do Espanha-França

Em 2018, a França coroou-se campeã do Mundo, para três anos volvidos voltar a erguer novo troféu, desta feita a Liga das Nações, competição da qual Portugal era detentor até bem perto das 22 horas deste domingo.

O 'galo' francês voltou a cantar mais alto e desta feita contra nuestros hermanos, que valentes foram até ao soar do gongo.

Numa prova de resiliência até aos instantes finais, acabaram por ser os comandados de Didier Deschamps a levar a melhor num encontro que apenas se quebrou na etapa complementar.

Os primeiros 45 minutos terminaram com as balizas encerradas a sete chaves, para, na etapa complementar, num fase do jogo de ida e volta, os 30 minutos finais levarem treinadores, adeptos e amantes do futebol a encomendar carga suplementar de 'calmantes'.

Se Theo Hernández deu o primeiro aviso ao atirar uma bola contra a barra, na resposta Oyarzabal rematou cruzado para a igualdade. No toma lá dá cá, a França restabeleceu a igualdade por Benzema, num remate em arco que merecia ficar emoldurado numa das melhores galerias do Louvre.

O encontro estava virado do avesso e foram os campeões do mundo a assumir as rédeas da partida. Já nos últimos minutos do tempo regulamentar, Mbappé faria o segundo golo, no momento mais polémico da final. Todos previam que a alegria dos gauleses fosse travada pelo VAR, mas assim não decidiu Antony Taylor.

Os pupilos de Luis Enrique foram à procura de mais, contudo nem a sorte, nem Lloris, permitiram à Espanha manter o troféu em solo ibérico. A França ergue assim o sétimo troféu ao nível de seleções e torna-se no único país que se pode gabar de já ter conquistado todos os 'canecos'. 'Félicitations, bleus'.

Vamos agora aos destaques deste encontro:

Figura

Karim Benzema é definitivamente um jogador de elite. A locomotiva que fez mover o vagão ofensivo gaulês com um golaço que devia corresponder a um 'monumento' mas, à margem disso, ainda foi capaz de oferecer vários passes de finalização para os companheiros. O jogador que faz a diferença e que, indubitavelmente, merece a melhor nota da final.

Surpresa

Lloris não teve trabalhos redobrados na primeira parte, mas na etapa complementar foi fundamental para conservar a vantagem gaulesa. Duas belas intervenções, a última das quais nos descontos, seguraram les bleus ao troféu.

Desilusão

Pablo Sarabia foi dos mais discretos no jogo da Espanha e acabou substituído aos 61 minutos por força do pouco fulgor ofensivo que teve e, acima de tudo, pelo número exagerado de passes perdidos.

Treinadores

Didier Deschamps chegou a uma final do Europeu e perdeu (diante de Portugal, em 2016), rumou ao Mundial de 2018 na Rússia para sair de lá com a 'coroa', para agora, em 2021, erguer a Liga das Nações. A exibição deste domingo não contou com o melhor 'perfume', porém, a verdade é que as finais não se jogam, mas ganham-se. E Deschamps já leva duas ganhas em três jogadas em cinco anos. Dirão que a França tem os melhores artistas à sua disposição, porém já vimos treinadores com 'obras de artes' para construir um 'museu' e nem às finais lá chegaram. Deschamps passou no exame e começa a ter uma galeria de troféus, invejável para muitos. 

Luis Enrique voltou a estar perto da glória. Depois do certame de penáltis que não lhe sorriu na meia-final contra a Itália, no Euro'2020, neste domingo a felicidade ficou barrada pelos centímetros, em posição (i)legal, de Mbappé. Mais do que este lance, devemos aplaudir a coesão da Espanha na primeira parte e o pulmão incansável, após o 1-2 no marcador. La Roja não desistiu e tentou, por todos os meios, o empate até ao soar do gongo. Uma exibição personalizada, com 'sangue, suor e lágrimas' e que merecia muito mais.

Arbitragem

Anthony Taylor será um dos nomes mais falados nos próximos dias e ficará guardado na história desta final, mas não pelos melhores motivos. O árbitro inglês decidiu validar o segundo golo da França, quando todos vimos que Mbappé estava em posição irregular. Muitos defenderão que o golo é legal por força de um toque de Eric García antes da bola chegar a Mbappé. Porém, esse corte surge por força do 'corpo' do futebolista do PSG lá estar (em posição irregular). Taylor não esteve bem, errou e nuestros hermanos têm motivos para reclamar. 

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