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"O Barcelona não passou do 80 para o 8 por já não ter Messi"

O Benfica defronta os culés, na Luz, para a 2.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

"O Barcelona não passou do 80 para o 8 por já não ter Messi"

Benfica e Barcelona defrontam-se, nesta quarta-feira, no estádio da Luz, a partir das 20 horas, num duelo relativo à 2.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

As águias somam um ponto no Grupo E, por força do empate em Kiev, na ronda inaugural, já a formação de Ronald Koeman sucumbiu, em casa, diante do Bayern, por 0-3.

Jorge Jesus e Grimaldo fizeram, nesta terça-feira, a antevisão ao duelo frente aos culés. Confira abaixo as declarações de ambos.

Jorge Jesus

Condicionar o tiki-taka do Barcelona ou ser mais paciente? Todos sabemos que um dos pontos fortes do Barça é o ataque posicional do Barça em qualquer fase do campo, começando logo pela zona de construção. É uma equipa que acredita na capacidade individual dos seus jogadores. Amanhã vamos jogar frente ao Barcelona, da mesma forma que jogámos em Guimarães, pressionando logo numa fase inicial. Nós queremos arriscar e não alterar a nossa forma de jogar.

Soluções para o ataque. Qual é a dupla que está em ‘ponta de rebuçado’? Nós geralmente jogamos com dois ou três avançados. Se for dois pontas de lança, aí é outra coisa. Os avançados cada vez mais estão mais entrosados. Tenho várias opções, mas escolherei dependendo da estratégia que tiver para o encontro. A qualidade está lá, por isso escolha quem escolher o rendimento da equipa não vai diminuir.

Sente que esta é a vez que está mais preparado para bater o pé ao Barça? O Barcelona continua a ser uma das equipas mais fortes da Europa. Hoje, nós fazemos essa questão porque o Barça não tem Messi. Eu já fiz três jogos frente ao Barcelona, dois pelo Benfica e um pelo Sporting. Um desses jogos ele também não jogou, e já lá estava no plantel. Claro que a equipa onde ele estiver é mais forte, óbvio, mas isso não invalida que o Barcelona tem enorme qualidade, graças a outros jogadores. Este ano, eles só perderam frente ao Bayern. Eu não vejo o Barça a passar do 80 para o 8 por não ter Messi. O Barcelona também perdeu com o Bayern na época passada, por 2-8, e tinha Messi.

Diogo Gonçalves está fora dos convocados? Possíveis soluções? Ele não recuperou e não está em condições para integrar a convocatória. O André Almeida vai estar na convocatória, mas ainda não tem o ritmo pretendido para este tipo de competição. Temos ainda o Gil Dias e o Valentino Lázaro disponíveis para esta competição.

Jorge Jesus estagiou com o Cruyff em Barcelona, em 1993, e em 2006 venceu o Koeman, quando este estava no Benfica, e o Jesus era então treinador da UD Leiria. Que conselhos estes dois Jesus, o de 1993 e o de 2006, podiam dar ao Jesus de 2021? O Barcelona tem uma forma de jogar que já se vê há muitos anos, desde que Cruyff foi treinar o Barça. A forma do ataque posicional é uma filosofia que é treinada desde a formação e que é modificada tendo em conta o valor dos seus jogadores. Desde Maradona, Romário, Figo, passando pelo Simão, até ao Messi. Para mim nada mudou ao longo destas décadas, porque eu sei que eles têm uma ideia implementada, independentemente de jogar A ou B. Tu sabes que se deixares espaço entre linhas tu morres perante um clube como este.

Processo defensivo do Barça é uma das principais lacunas do rival? Esse é um aspeto do jogo que a mim não me preocupa nada, a quem deve preocupar é ao Ronald Koeman. O que me preocupa é quando o Barça tiver bola. Tudo o que seja a nossa organização com bola não me preocupa, isso cabe ao treinador rival saber como parar o Rafa e o Darwin.

Outro jogador diferente de Rafa para travar Busquets ou Frenkie de Jong? É verdade, é uma hipótese, mas quando tu pensas assim ganhas umas coisas e perdes outras. Podes ser uma equipa a defender melhor, mas também perdes agressividade a nível ofensivo. Isso é uma questão para decidir amanhã nesses dois pormenores do jogo.

Reforço do meio-campo com Pizzi e Taarabt? O futebol é bonito por estas indecisões tácticas que os treinadores precisam de ter. Às vezes tomamos decisões que às vezes só damos conta depois que não são as melhores. Veremos, amanhã, qual é o plano que colocamos em ação.

Grimaldo

Nove jogadores da formação no ‘onze’ do Barcelona diante do Levante. Como contrariar esta nova geração? Sabemos que o Barcelona é um clube de nível top, sejam os jogadores da formação ou os outros, mas não temos medo nenhum deles e vamos pelos três pontos.

Jogo especial para si. Festejará se marcar frente ao Barça? Sinto o Barcelona como a minha ‘casa’, porque ali evoluí e cresci como pessoa. É um jogo especial, mas continua a ser um jogo de Champions e é sempre especial para todos. Se pudéssemos jogávamos todos os fins de semana este tipo de encontros. Amanhã [quarta-feira] se marcar, e oxalá que marque, não irei festejaria, por respeito ao meu antigo clube.

Jogo mais especial da carreira? Vai ser um jogo especial, mas não é o mais especial da minha carreira. Afinal, ganhei títulos aqui. Recordo-me do primeiro jogo que disputei pelo Benfica e que consegui um título, esse sim foi o jogo mais especial da minha carreira.

Crise de resultados no Barcelona: É uma mudança de ciclo, com vários jogadores novos, mas bons atletas e que estão a um nível top. O melhor jogador do Mundo foi embora [Messi], mas continuam a ter jogadores fantásticos em todas as posições e podem lutar por tudo.

Jogar com uma linha de três centrais deixa-o mais satisfeito? É verdade que já mudámos o sistema várias vezes, e isso é uma decisão do mister. É verdade que muitas das vezes assumo as condições de extremo, mas nos dois sistemas é preciso dar tudo, seja a defender ou a atacar.

Sente que o estilo de jogo da formação do Barça mudou desde o período em que lá esteve? Agora que estão a vir mais jogadores da formação para o plantel principal, reparamos que o Barça está a inculcar uma filosofia em que os jogadores cedo percebem qual é a metodologia em que o clube atua, por isso vemos jovens de 17 anos a atuar na equipa A como se já estivessem há vários anos nos seniores.

Última vitória do Benfica frente ao Barça foi na década de 60: Fazer história não passa por ganhar este jogo, fazer história queremos fazer a época toda. Agora, claro que queremos ganhar amanhã [quarta-feira] e terminar o jogo felizes.

Falta de concorrência ao lugar. Como alimenta o seu espírito competitivo desta forma? Sinto que há muita competência e que cada ano é difícil mantermo-nos no onze. Temos de trabalhar sempre, até porque isto é o Benfica. O nível tem sempre de manter-se alto e eu tenho sempre fome de manter-me a um elevado nível para jogar a cada fim de semana.

Leia Também: "Quando a bola começar a rolar, o respeito pelo Benfica irá perder-se"

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