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"Medalhas são devidas a todos os portugueses de várias origens e etnias"

Presidente da República voltou a criticar o discurso xenófobo de que alguns atletas são alvo.

"Medalhas são devidas a todos os portugueses de várias origens e etnias"

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, voltou esta quinta-feira a destacar o papel dos atletas portugueses que não têm nacionalidade portuguesa de origem, isto depois de Pedro Pablo Pichardo tem conquistado a medalha de ouro na prova do triplo salto nos Jogos Olímpicos Tóquio'2020.

Em declarações prestadas aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, o chefe de Estado vincou o "orgulho nacional" que foi a conquista de Pedro Pichardo, relembrando também as medalhas conquistadas por Jorge Fonseca, Nélson Évora e Patrícia Mamona.

"É um orgulho nacional ter este conjunto de medalhas. Também chamar a atenção para um facto, temos orgulho de Portugal, e da identidade portuguesa. É bom que pensemos que dos quatro medalhados três são de origem direta ou indireta africana: um afro-cubano português, uma angolana portuguesa e outro são-tomense português. Isto mostra que Portugal é grande quando consegue a integração daqueles que de fora vêm, cá nasceram ou não nasceram cá e cá chegaram no decurso das suas vidas", começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa, relembrando as conquistas de Nélson Évora.

"Quero também evocar hoje Nelson Évora, ele próprio um exemplo disso. Nascido na Costa do Marfim, de origem cabo-verdiana, campeoníssimo que recordamos hoje como antecessor de Pedro Pablo Pichardo. Isto é a força de Portugal. Quando encontramos de vez em quando no nosso país ainda tantos que, aberta ou veladamente, têm na cabeça fantasmas da discriminação ético-racial, é bom que pensem que quando se orgulham com medalhas nas olimpíadas, essas medalhas são devidas a todos eles portugueses hoje de várias origens e etnias", prosseguiu Marcelo Rebelo de Sousa, deixando também umas palavras a Neemias Queta, o primeiro português a chegar à NBA, o principal campeonato de basquetebol norte-americano.

E o mesmo poderia dizer do primeiro jogador português na NBA [Neemias Queta] que é de origem guineense. Esta é uma mensagem forte de alegria para esta delegação olímpica, mas também de orgulho português, não xenófobo, não racista, não limitativo, mas abrangente. Esta é a riqueza de Portugal, que temos de fazer avançar noutros domínios onde tem sido mais difícil fazer chegar ao topo aqueles que vêm de origens diversas daquelas que são muitas vezes consideradas como as únicas verdadeiramente nacionais", sublinhou.

Marcelo Rebelo de Sousa condenou ainda as críticas de que alguns atletas são alvo, relacionadas com o facto de não serem de origem lusa.

"Uma forma de xenofobia, racismo ou discriminação, é acharmos que bons são só os brancos, os nacionais de origem e não aqueles que têm outras origens. Deve ser essa a nossa riqueza, de uma sociedade aberta, inclusiva, e não intolerante e que perde muito tempo com tricas de segunda ordem", finalizou.

Leia Também: "Estamos honrados porque Portugal é isto: um ponto de partida e chegada"

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