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"Houve alturas em que os clubes nem queriam ouvir o meu nome"

Miguel Garcia, antigo jogador de Sporting e Sp. Braga, é o segundo convidado da rubrica Jogo sem Regras.

"Houve alturas em que os clubes nem queriam ouvir o meu nome"

Nesta segunda-feira, dia 8 de março, o Desporto ao Minuto volta a apitar para um 'Jogo sem Regras', e sem recurso a cartões ou expulsões, exploramos sem guião o entrevistado, que acabará por ser o 'GPS' desta conversa.

Os convidados tiveram 'lugar cativo' mas, agora, que não estão na ribalta, transportam-nos para uma visão diferente da realidade a que assistimos.

Desta feita, o nosso convidado é Miguel Garcia, ex-jogador de Sporting e Sporting de Braga, que se tornou célebre pelo famoso golo que marcou em Alkmaar. O remate certeiro que o elevou a herói e transportou os leões para a sua última final europeia (Taça UEFA de 2004/05).

Curiosamente, e nos dias de hoje, continua a manter, e de forma profissional, uma ligação próxima com o emblema de Alvalade. Há cinco anos 'pendurou as chuteiras' para, atualmente, a sua vida ser feita de 'fato e gravata'.

Numa viagem até ao passado, Miguel Garcia recorda os momentos mais amargos da sua carreira e a segunda vida que ganhou no futebol, após muitos clubes nem quererem ouvir falar do seu nome.

Retirou-se dos relvados há cinco anos no North East United da Índia. Ainda se recorda dos primeiros dias, após o adeus aos relvados?

Foi uma sensação, não digo triste, mas comecei a sentir aquele vazio, porque não ia competir, não ia sentir aquele cheirinho a balneário, a relva. Foi um ano complicado, mas como também já tinha projetos em vista esses sentimentos menos positivos foram-se diluindo. Houve coisas que ajudaram. O facto de já ter um curso em gestão imobiliária e que me levou depois a construir uma empresa com um amigo neste mesmo ramo. Consegui nestes últimos tempos colmatar a falta de futebol com o meu trabalho, que é na variante imobiliária, onde faço investimentos, mas também no acompanhamento a várias atletas, nomeadamente no Sporting.

E que tipo de acompanhamento é que estamos a falar?

O jogador chega e precisa de arranjar uma casa. Alguém perto do jogador fala comigo e pede para eu arranjar uma solução o mais rápido possível, para que a instalação seja feita no mais curto espaço de tempo, isto para evitar que o atleta fique um ou dois meses à procura de casa. Nós temos como objetivo presentear o jogador com todas as comodidades, sem ele ter de gastar uma única gota de energia com estes assuntos, e apenas estar focado no futebol. Procurar uma casa não pode sequer constituir uma questão para o atleta. Nós só pedimos é que eles optem por três ou quatro cenários e que nós sugerimos previamente.

E o Miguel faz esse trabalho com qualquer jogador do Sporting?

Para já, só na equipa principal. Mas este trabalho não acaba na escolha de uma casa. Depois também é preciso saber se o jogador traz ou não mobília, se quer ou não fazer algum tipo de pintura. Porém, da escolha da casa até ele chegar, este processo demora em média duas semanas, às vezes até pode ser tudo resolvido em dois ou três dias.

O Miguel está há quanto tempo neste projeto?

Desde o início da época.

E como é que viver neste momento tão próximo do clube do seu coração?

Efetivamente eu não trabalho para o Sporting. Eu não estou dentro da estrutura do clube, apenas tenho um protocolo em que ajudo os atletas a instalarem-se o mais depressa possível.

Golo de Alkmaar? Talvez já tenha visto umas centenas de vezes

Mas não acaba por ser especial, mesmo de forma indireta, que acabe por manter esta ligação com o mundo do desporto, e ainda por cima ligado a um clube que é tão especial para si?

Sim… se pudesse trabalhar com alguma equipa de futebol seria sempre o Sporting, não só por ter sido lá atleta, e saber o que se vive dentro daquela casa, como também estar a ajudar indiretamente os colegas a terem um melhor desempenho dentro das quatro linhas.

Por curiosidade, já teve algum pedido peculiar de um jogador, na hora de lhe solicitar uma casa?

Por acaso não. Os jogadores geralmente já sabem bem o que é que querem, e chegam sempre já com uma ideia bem definida. Eles até são bastante simples e a única exigência que fazem, quase sempre, é que o apartamento esteja já mobilado para não andarem com a casa às costas. Às vezes, para aqueles que têm bebés, pedem um berço no quarto, mas acabam por ser pedidos normais de pessoas normais. Talvez, um ou outro jogador me peça uma bomba de calor para a piscina, mas também para quem tem uma moradia acaba por ser normal. O plantel do Sporting é muito simples e num plantel tão jovem, como é o atual, estes desportistas acabam mesmo por ser muito humildes na hora de solicitar o que desejam, sem grandes exigências nesse sentido.

O Miguel Garcia já me falou dos seus projetos e da felicidade que nutre pelos mesmos, porém ainda tem 38 anos. Imagina entrar no mundo do futebol por um prisma diferente?

Para já estou muito satisfeito com a minha empresa, assim como pelo que fazemos. Estamos não só a ajudar o Sporting, como atletas de outros clubes, que já me conhecem e pedem-me ajuda em alguns investimentos mobiliários que fazem. Tudo corre tão bem, e tenho um projeto tão bem delineado, que a médio/longo prazo não me imagino estar a fazer outra coisa. Quando pendurei as chuteiras um dos meus objetivos era passar a ter mais tempo útil com os meus filhos. Ter tempo para os ir levar à escola, para os ir buscar aos treinos, e ter mais tempo para a minha família. Algo que nos últimos anos da minha carreira não consegui por força dos projetos onde estive: na Índia, em Espanha,… e sempre muito longe de Portugal. E, agora, também passo mais tempo com os meus pais. Vivi fora de casa desde os meus 14 anos e perdi o contacto mais físico com eles, e quero recuperar isso. Todas as semanas vou lá jantar ou eles vêm almoçar a minha casa, e no mundo do futebol ia perder isso. Ia perder a minha flexibilidade de horários, por isso, para já, é continuar como estou e melhorar os resultados da minha empresa.

Rúben Amorim? É, sem qualquer dúvida, o melhor treinador da I LigaO Miguel fez uma análise retrospetiva e o que mudou na sua vida nestas décadas. E agora pedia-lhe que fizesse o mesmo exercício em relação ao Sporting. O que mudou no clube que deixou há 15 anos para o de agora?

Ui… boa pergunta (risos). Sabe que quando nós somos novos não temos bem a noção do que é que é uma estrutura. Nós a única coisa em que pensamos é treinar, jogar e ganhar. O ciclo é sempre este. Hoje em dia já conseguimos ver o que engloba uma estrutura e o que vejo é um Sporting com pessoas muito competentes, que amam o clube e que ninguém mais do que eles quer vencer. Muita contestação houve neste mandato do Frederico Varandas, mas o que estamos a ver é todo o trabalho que eles têm feito. Vemos que num clima de união, e quando deixam as pessoas trabalhar, os resultados aparecem. O Sporting está muito bem lançado para conquistar um título que ninguém acreditava que fosse possível, por isso, se me pergunta se esta estrutura é melhor ou pior do que há 15 anos, não sei se é melhor ou pior, mas é diferente e o trabalho está à vista.

Mas também é verdade que com as condições que o Sporting oferece aos seus jogadores, comparativamente com o início do século, também fica mais fácil atalhar caminho na luta pelo título?

As condições têm sido melhores no Sporting, mas também noutros clubes. E não falo apenas do FC Porto e do Benfica, porque isso é evidente, mas também do Sporting de Braga e do Vitória SC. Hoje eles têm campos de treino muito semelhantes aos dos três ‘grandes’. A nível de condições está tudo muito equiparado, porém a nível financeiro há uma diferença substancial. Há 15 anos, os orçamentos entre os três maiores do futebol português equilibravam-se e hoje em dia não. Todavia, em termos de qualidade do plantel, o Sporting está um nível acima de Benfica e FC Porto e os resultados assim o dizem. Em termos coletivos o Sporting é o melhor, se calhar em termos individuais o Benfica e o FC Porto podem ter um ou outro melhor.

Só um “terramoto”, utilizando uma expressão utilizada por Sousa Cintra em conversa recente com o Desporto ao Minuto, impediria os leões de chegar ao título?

Acredito que este ano vai ser mesmo muito difícil o Sporting não ser campeão, tendo em conta os jogos que o Sporting já fez, e ainda sem qualquer derrota averbada. Pesando também o lado mais inconstante de Benfica e FC Porto, custa-me a acreditar que os leões não ganhem o campeonato. Mas, lá está, pode aparecer uma onda de lesões no Sporting e que baralhe isto tudo.

E olhando para os treinadores dos quatro primeiros. O Sporting tem o melhor técnico?

Sim, sem dúvida nenhuma. O Rúben era um treinador que quando foi contratado pelo Sporting muito gente o contestou, mas neste momento podemos dizer que foi a melhor contratação que o Sporting fez. E para mim o melhor treinador é o que ganha, isso é certo. O Rúben Amorim, tendo em conta o curto curriculum que tem, já está cheio de triunfos e resultados. Por isso, indubitavelmente, ele é o melhor treinador da I Liga.

Para alguém que esteve dentro das quatro linhas permita-me a questão que já me suscitou várias vezes a curiosidade. Quando ainda se é jogador já se sabe quem pode ou não estar talhado para, anos mais tarde, sentar-se no banco como treinador?

Sim… há jogadores que já se nota um traço ou outro, e que já evidenciam esse apetite. Jogadores que manifestam um amor diferente pelo treino, de dar indicações e que taticamente são muito fortes. Os médios, por exemplo, já tem uma perceção diferente do jogo, porque têm de ler o jogo quer a partir da linha, quer a partir dos homens que estão mais à frente. Por exemplo, recordo-me do Silas que quando era jogador – atuou comigo os últimos anos na Índia – já estava a fazer exercícios de treino e a preparar-se para ser treinador. Aliás, nessa altura, o Silas já me dizia que queria ser treinador na I Liga dentro de dois anos e por acaso bateu tudo certo (risos). O jogador quando quer ser treinador já vai aquecendo e preparando e essa posição nos últimos anos como atleta.

António Salvador? Um presidente muito próximo dos jogadores, um presidente que defende o Sp. Braga como ninguémPara fecharmos este tema dos treinadores. Rúben Amorim tem sido bastante elogiado pelo discurso que passa para fora, nomeadamente nas conferências de imprensa. Um campeonato também se começa a ganhar a partir da mensagem que o técnico passa para fora?

É assim. Acho que cada treinador tem a sua forma de responder às questões e de defender-se a ele próprio e ao seu grupo. Penso que o Rúben Amorim tem tido uma forma excelente de interpretar as perguntas que lhe têm sido feitas e outros treinadores, se calhar, nem tanto. Agora se é a partir deste discurso que se podem ganhar títulos? Eu penso que não. Quando ele vencer o título acho que o mérito pode ter passado mais pela mensagem que ele passou para o balneário e para cada atleta de forma individual. Importa é saber a capacidade que cada jogador tem para interpretar as ideias do seu treinador. Aí é que está a força de um treinador dentro do grupo, e falando no Sporting o Rúben tem passado muito bem essa mensagem. Nota-se pelo espírito de grupo que criou, e pela enorme vontade que cada jogador tem em ganhar o próximo jogo. A entreajuda entre os jogadores tem-se notado bastante, algo que também se vê no FC Porto, mas no Sporting é algo que está acima da média e que os sportinguistas não estavam habituados, por isso é que eles ainda não perderam nenhum jogo. É uma equipa que raramente sofre golos, porque cada vez que um jogador falha há sempre um companheiro ao lado para corrigir esse erro. E é isso que tem sido visto no Sporting.

Voltando a conversa para si e desta feita para a sua retirada. Acredita que se retirou cedo demais (aos 33 anos)?

Não… eu também só parei a essa idade, porque na altura era para ter regressado à Índia, mas como as condições já não eram as mesmas decidi rumar à Universidade e terminar o último ano do curso. E não queria estar a jogar em nenhum clube em Portugal aos 33 anos. Caso fosse para continuar era na Índia, mas uma vez que me baixaram os números do contrato acabei por não aceitar. Já tinha tudo bem delineado na minha cabeça e tudo assentava em terminar o curso e começar este projeto, onde estou neste momento. E não me arrependo. Fica um sabor amargo de me ter retirado, porque ainda tinha condições para jogar, porém, e olhando para o que já consegui, sei que tomei a melhor decisão.

O que é que o Miguel Garcia lamenta não ter conseguido enquanto jogador de futebol?

Se calhar não ter ido à Seleção principal…

E quando é que sentiu que esse sonho esteve mais próximo de se tornar uma realidade?

Se calhar foi no meu segundo ano na equipa principal (do Sporting), com o Peseiro ao leme. O Scolari veio falar comigo e disse que eu ia ser chamado se houvesse algum problema com os dois laterais. Nessa altura o Paulo Ferreira e o Miguel eram as primeiras opções. Só que para meu azar não houve nem lesões nem castigos e acabei por não ser chamado. E, por isso, foi uma janela que se abriu e que se fechou muito rapidamente.

Ao longo da carreira o Miguel Garcia contabilizou 268 jogos e apontou quatro golos. A resposta penso que é fácil, mas não minto se disser que o golo mais feliz da sua carreira foi apontado a 5 de maio de 2005 em Alkmaar...

Foi o golo mais importante, sem qualquer dúvida. Foi um golo com sabor especial, porque deu o passaporte para uma final europeia que o Sporting já não ia há muito tempo, mas também por ter sido aos 121 minutos, e ai já ninguém acreditava que seria possível. Só nós, e num lance de bola parada, é que acreditávamos que seria possível. É um golo que jamais irei esquecer e que todos os sportinguistas ainda hoje me falam desse golo, e retratam-no como um dos momentos de maior alegria que tiveram nos últimos anos, por isso, claro, que foi o golo mais importante da minha vida.

Quantas vezes já viu esse golo ao longo da sua vida?

Já vi, não sei se dezenas, mas talvez centenas. Na altura vi muitas e ao longo da minha carreira, até para me inspirar, esse vídeo acabou por voltar à tona. Vários amigos meus partilharam esse momento comigo e até os meus filhos fazem questão de mostrar ao pai o golo que eu marquei em Alkmaar. Já vi tantas e tantas vezes, porque foi um momento tão especial que não me canso de ver. Foi um orgulho como jogador ter marcado esse golo.

É daqueles vídeos que o Miguel até utiliza em dia menos bons para conseguir um ‘boost’ de motivação?

Na altura enquanto jogador, quando tinha momentos menos bons ou quando perdíamos, recorria a esse golo, mas não só, também aos melhores momentos da época anterior, para recuperar essa motivação. Às vezes quando tudo corre mal fazem-nos crer que somos muito maus e por isso é necessário, muitas das vezes, reavivar a memória para saber que já fomos bons.

Notícias ao Minuto [Miguel Garcia após marcar o golo em Alkmaar e que valeu o apuramento dos leões para a final da Taça UEFA em 2004/05]© Getty Images

E agora o reverso da medalha. Qual foi o pior momento na sua carreira?

Se calhar o penálti que falhei para a Taça de Portugal frente ao Benfica. O jogo não foi assim tão mau, mas esse momento marcou-me, até porque foi contra um rival. Tenho muitos amigos benfiquistas e falhar um golo contra o Benfica não é nada bom.

Outro dos maus momentos também sucedeu no momento em que saiu do Sporting e foi para o Reggina…

Uma lesão no joelho esquerdo na pré-época e que me transportou para momentos menos bons. Pensava que era uma dor normal e corrente e acabou por se tornar uma enorme dor de cabeça. Acabei por ser operado duas vezes e rescindir com o Reggina, e voltei a retomar a minha carreira no Olhanense. Um clube do qual guardo muito carinho e que acabou por ser a minha rampa de lançamento para atingir outros patamares.

Pensava que depois das lesões sofridas ainda ia ter hipótese de regressar a uma das maiores montras do futebol português? Neste caso o Sporting de Braga.

Quando vou para o Olhanense só pensava em jogar, e não sonhava em mais nenhum outro clube. Estava há mais de ano e meio sem competir e houve alturas em que os clubes nem queriam ouvir o meu nome, porque achavam que não estava em condições, ou ainda tinha algum problema no joelho. Graças a deus tive a oportunidade de voltar a jogar na primeira divisão e passados seis meses consegui um contrato melhor quando apareceu o Sporting de Braga. Na altura foi o Jorge Costa que me ajudou a entrar num clube da primeira divisão. Na altura falei com o mister e perguntei se ele queria que eu fosse para o Braga, porque eu disse que só ia se ele deixasse. Ele disse-me: ‘Claro que não. Vais para o Braga, porque tens muito valor. Mostraste aqui, mais uma vez, que estás bem, e tens de seguir a tua vida’. Agradeci ao Jorge e a toda a estrutura do Olhanense por esta oportunidade que eles me estavam a dar. Depois seguiu-se o Braga, onde conseguimos fazer uma época histórica. Um outro clube que vai ficar marcado como um emblema espetacular e que hoje em dia é o meu segundo clube em Portugal.

Como era a sua relação com António Salvador?

Muito boa. Um presidente muito próximo dos jogadores, um presidente que defende o Sp. Braga como ninguém. Uma relação simplesmente espetacular. Depois de sair do Sp. Braga lesionei-me e até acabei por fazer a recuperação nos campos de treinos do Braga. Recordo-me do Salvador me dizer que era um guerreiro e que as portas estavam sempre abertas para mim. E fui para lá recuperar, com uma enorme ajuda do fisioterapeuta Francisco Miranda, pessoa que me ajudou a recuperar da lesão e com a qual fiquei com uma excelente relação.

Imagina um Sp. Braga campeão nos próximos anos?

O Sp. Braga nos últimos 10 anos tem feito prestações assombrosas não só a nível interno, como a nível internacional, mas não é fácil imaginar um Braga campeão, porque os outros três clubes têm orçamentos muito superiores. Acho difícil ser campeão nos próximos anos, mas acredito que vai continuar a intrometer-se, até porque já é o quarto grande do futebol português.

Saiu do futebol português há 10 anos. De lá para cá o futebol em Portugal melhorou ou piorou?

Uii. Isso é uma boa pergunta, mas como jogador não tinha noção como estava o campeonato. A qualidade no jogador há sempre, o problema é que não os conseguimos segurar e eles acabam sempre por sair, porque a nível salarial não conseguimos manter os melhores jogadores. Na minha altura, recordo-me que no plantel principal tínhamos seis ou sete atletas que iam à Seleção, à semelhança do que sucedia no Benfica e no FC Porto. Hoje em dia o cenário é bem diferente. Eu não digo que a nossa Liga esteja melhor, mas, se calhar, na altura um Pedro Barbosa tinha ido para uma Liga estrangeira e acabou por fazer uma carreira quase toda em Portugal. Naquela altura o poder económico lá fora não tinha o mesmo fulgor de hoje. Atualmente um jogador tem um pouco mais de qualidade e sai do país, por isso quando competimos contra os emblemas estrangeiros verificamos as enormes dificuldades que sentimos. O FC Porto acaba quase sempre por ser a exceção à regra.

Não gostava de terminar esta conversa sem lhe perguntar quem é o Miguel Garcia do futebol atual?

(risos) Agora já me tramou. É difícil fazer uma auto-análise. É que com essa apanhou-me mesmo de surpresa. Se calhar o Luís Neto, mas ele é mais central. O Neto é um jogador com muita garra e querer, e até a maneira como ele faz os ‘carrinhos’ e puxa pelos companheiros. Por estas características é um jogador que se assemelha muito a mim.

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