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Sporting recusa vender maioria da SAD e mantém que nada deve a Mihajlovic

André Bernardo, administrador-executivo da SAD leonina, defende, ainda que esta "não deve nada à Soccas".

Sporting recusa vender maioria da SAD e mantém que nada deve a Mihajlovic

André Bernardo, administrador-executivo da SAD do Sporting, fez, esta quinta-feira, uso do editorial assinado no jornal oficial do clube para esclarecer algumas das principais polémicas que, ao longo das últimas semanas, têm marcado a atualidade em Alvalade.

O dirigente começa, desde logo, por garantir que "esta direção do Sporting não pondera vender a maioria da SAD", e remete a questão para uma eventual Assembleia Geral com recurso ao i-voting, sistema que, assegura, "é seguro".

"Uma decisão desta natureza, como outras, deve ser decidida por todos os sócios. Podem ser dez, 80, 100, 500 os sócios a decidir por toda a restante maioria de sócios o futuro do clube ou podem ser todos os sócios (elegíveis para tal)", escreveu.

"Há vários temas importantes a rever nos estatutos, mas o i-voting é o mais prioritário porque é o que permite a decisão por parte de todos os sócios relativamente aos demais", acrescentou.

André Bernardo, passou, de seguida, para o 'dossiê' relativo a Sinisa Mihajlovic, que, sublinha, está já encerrado: "O Sporting pagou a Mihajlovic três milhões de euros. Do valor em causa, entregou 0,75 milhões de euros ao fisco, correspondentes a impostos obrigatórios".

"O treinador considera que deveria ter recebido os três milhões de euros líquidos, sem a dedução, e abriu um processo de execução no Tribunal de Lausanne, exigindo penhora de valores futuros que o Sporting tenha a receber da UEFA. O Tribunal ainda não tomou decisão relativamente ao processo por não ter efetuado a respetiva avaliação. O que o tribunal decidiu foi manter essa penhora até avaliar o fundo da questão, mas apenas isso. Nós mantemos a nossa posição: o pagamento efetuado é integral", completou.

A terminar, o gestor abordou o pedido de insolvência da SAD do Sporting por parte da Soccas, empresa à qual o Sporting continua a dizer que "não deve nada": Existem dois processos 'normais', respeitantes às transferências de Nani e Piccini, relativamente aos quais a Soccas se recusou a negociar sem envolver a questão William. E existe um outro, sobre William de Carvalho, que não se tratou de uma transferência, mas de um acordo global numa altura em que o jogador já não era do Sporting".

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