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As notas do Sporting-Santa Clara: Jovane deu o pontapé no tédio

Jovem avançado está de pé quente e voltou a 'fazer estragos' naquele que foi um dos jogos menos conseguidos da 'era Rúben Amorim'.

As notas do Sporting-Santa Clara: Jovane deu o pontapé no tédio

O Sporting deu, esta sexta-feira, um passo em frente rumo ao objetivo de assegurar o terceiro lugar do campeonato nacional, ao bater o Santa Clara, por 1-0, o que lhe permite manter a vantagem de três pontos sobre o mais direto perseguidor, o Sporting de Braga.

Uma vitória pela margem mínima, num encontro de serviços... mínimos, que, tal como João Henriques reforçou na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, se resume pelo facto de, em 90 minutos, apenas se ter registado um remate enquadrado: o do golo.

A equipa orientada por Rúben Amorim teve mais bola do que o adversário (66% contra 34%), mas voltou a evidenciar dificuldades no capítulo da criação, mostrando-se excessivamente previsível e sem capacidade de desequilibrar.

Do outro lado da 'barricada', o Santa Clara optou por entregar a iniciativa de jogo, controlando os avanços dos laterais leoninos, Stefan Ristovski e Nuno Mendes, e procurando explorar as transições, mas raramente criando perigo.

Apesar da 'pobreza' que se viu em Alvalade, a bola até beijou o fundo das redes por duas vezes na primeira parte: Aos 24 minutos, por Idrissa Doumbia, com António Nobre a assinalar falta atacante, e aos 31, por Thiago Santana, que, no entanto, estava em posição irregular.

A toada manteve-se na segunda parte, quando só mesmo o inevitável Jovane Cabral conseguiu dar um pontapé na monotonia. O jovem avançado foi ao chão, ganhou o duelo individual com Rafael Ramos e, após cruzamento de Wendel, quebrou, por fim, o nulo.

Um jogo pobre, mas suficiente para o Sporting segurar o terceiro lugar, agora com 59 pontos, mais três do que o Sporting de Braga, a apenas três jornadas do desfecho da temporada. Já o Santa Clara, é décimo classificado, com os mesmos 38 pontos do Boavista.

Figura do jogo

Jovane Cabral continua em grande forma e, depois de ter ficado em branco no empate com o Moreirense, voltou a fazer o gosto ao pé para assinar aquele que foi o quinto golo nos últimos cinco jogos. Foi dos jogadores leoninos que mais vontade demonstrou para quebrar o tédio, e, ainda que nem sempre tenha decidido bem, merece a distinção.

Surpresa

Depois de lateral-esquerdo, extremo-esquerdo e médio-centro, Marcos Acuña juntou mais uma posição ao polivalente portfólio: a de defesa-central descaído para o lado canhoto. O internacional argentino cumpriu em pleno, não só na hora de defender, como também na de tentar 'empurrar' a equipa para a frente. O cartão amarelo, que o afasta do Clássico com o FC Porto, acabou por ser o principal 'pecado'.

Desilusão

Idrissa Doumbia foi titular pela primeira vez desde fevereiro, mas não soube aproveitar a oportunidade que lhe foi concedida por Rúben Amorim. 'Escondeu-se' na altura de assumir o jogo quando o Santa Clara pressionava mais alto, e nunca mostrou capacidade para levar a equipa para a frente, optando, na larga maioria das vezes, por passar para o lado ou para trás.

Treinadores

Rúben Amorim

Mais uma exibição pobre do Sporting, à semelhança do que se havia visto diante do Moreirense, e precisamente com as mesmas dificuldades. A equipa tem (muita) bola, é verdade, mas denota pouca criatividade, o que a torna, por vezes, demasiadamente dependente de rasgos individuais. O meio-campo continua, de resto, a ser a principal 'dor de cabeça', já que, nem Doumbia, nem Matheus Nunes, se mostram capazes de acompanhar o ritmo de Wendel.

João Henriques

O Santa Clara preocupou-se, em primeiro lugar, em anular as intenções ofensivas do Sporting, em especial os laterais, que se projetaram como autênticos extremos, e só depois em aproveitar eventuais 'brechas' para partir em transição. A verdade é que, tirando dois lances de Thiago Santana (o do golo anulado e um cabeceamento que rasou o poste pouco depois), pouco ou nada conseguiu produzir.

Árbitro

A tarefa não era, de todo, complicada, face ao escasso ritmo de jogo, mas a verdade é que a exibição de António Nobre deixou muito a desejar. Interrompeu o jogo constantemente com a marcação de faltas e tomou, ainda, duas decisões questionáveis. A primeira aos 24 minutos, quando anulou o golo a Idrissa Doumbia por suposta falta de Coates, e a segunda aos 42, aquando da exibição do cartão amarelo ao costa-marfinense.

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