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"Dá gozo dar alegrias a estes adeptos. O AEK é um estilo de vida"

Era visto como a grande promessa do Benfica, não vingou na Luz, passou por Inglatera e agora é o melhor marcador na Grécia. Nélson Oliveira revela, em entrevista ao Desporto ao Minuto, as aventuras que está a viver em solo helénico e diz manter vivo o sonho de regressar à seleção nacional.

"Dá gozo dar alegrias a estes adeptos. O AEK é um estilo de vida"

Nélson Oliveira é sinónimo de golos na Grécia. O avançado português está em grande forma ao serviço do AEK, equipa grega pela qual assinou no último verão, e tem estado particularmente inspirado no campeonato. Com oito golos em 11 jogos, Nélson Oliveira partilha o estatuto de melhor marcador da Liga e revela-se feliz por estar a ajudar o AEK

Em entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, o avançado de 28 anos admite que está a atravessar um grande momento depois de uma passagem por Inglaterra onde as lesões foram sempre uma constante. 

Nélson Oliveira confessa ainda que mantém vivo o sonho de regressar à seleção nacional, orientada por Fernando Santos, e não afasta um possível regresso a Portugal no futuro, ainda que neste momento esteja plenamente dedicado ao emblema helénico. 

Fiquei triste com a saída do míster Miguel Cardoso, mas não fiquei com a sensação de que teria o meu lugar em perigo

Que balanço faz desta sua experiência na Grécia ao serviço do AEK?

Até agora tem sido um balanço bastante positivo. O início foi mais complicado… Cheguei sem fazer pré-época e estávamos a jogar as pré-eliminatórias da Liga Europa. Não conseguimos a qualificação [para a fase de grupos] devido a um mau jogo que fizemos em casa contra o Trabzonspor. Até ganhámos lá [na Turquia], mas não foi suficiente. Por um golo não passámos. Depois lesionei-me, porque fiz muitos jogos num período de dez dias. A partir daí, quando voltei da lesão, foi sempre a ficar fisicamente melhor e com mais confiança. As coisas têm corrido bastante bem.

Como surgiu o convite de ingressar no AEK?

Foi através das pessoas que estavam a gerir o meu processo. Falaram-me do interesse do AEK e eu senti um forte interesse da parte deles. Na altura, falei com o míster Miguel Cardoso e ele também demonstrou bastante interesse em que eu visse para cá. Senti que seria uma boa opção para mim e para a minha carreira. A Grécia é um país espetacular para viver. Já conhecia o país, uma vez que já cá tinha estado de férias. Sabia também que o AEK era uma equipa grande e foi por isso que achei que seria uma boa escolha para a minha carreira.

O facto de ter alguns jogadores portugueses no plantel também pesou na sua decisão?

Sim, também ajudou. Eu estou habituado a estar fora de Portugal há algum tempo, mas quando vais para fora, o facto de ter pessoas da mesma nacionalidade, facilita sempre as coisas. Mesmo para a minha mulher, ter as mulheres dos meus colegas facilita. Dão-se todas bem. Dá sempre outro conforto de vida que não daria se não estivessem cá. Foram muito importantes, todos eles, na minha adaptação.

A saída inesperada de Miguel Cardoso deixou-o preocupado?

Vou ser o mais sincero possível e o míster sabe disto. É óbvio que fiquei triste porque ele desde do primeiro dia mostrou muita vontade em contar comigo aqui. Sempre me tratou bastante bem e fiquei triste por ele ter saído, mas acho que eu fui mais uma contratação do clube do que propriamente só dele. Não fui aquele típico jogador, como às vezes acontece, que o treinador indica e que o clube não conhece muito bem. O clube queria contratar-me e fez bastante força para que eu viesse para cá. Não senti que o meu futebol estivesse em perigo com a saída do míster, mas claro que fiquei triste. Nunca é bom vermos um treinador a perder o seu trabalho, nomeadamente um treinador que tinha falado comigo no verão e que me deu oportunidade de vir para cá. Fiquei triste, mas não fiquei com a sensação de que teria o meu lugar em perigo.

Notícias ao MinutoNélson Oliveira tem sido o homem-golo do AEK© Reprodução AEK

O AEK já vai em três treinadores esta época. Como é que os jogadores gerem estas constantes mexidas no comando técnico?

Nem sempre é fácil porque cada treinador tem as suas ideias e os seus métodos. Os jogadores demoram algum tempo a assimilar as ideias de cada um, mas tentamos sempre de fazer o melhor trabalho possível.

Independentemente destas alterações, sente-se feliz com esta mudança para o AEK?

Estou feliz, sim. As coisas estão a correr bem individualmente. As pessoas do clube tratam-me bem, os adeptos têm bastante carinho por mim e os meus colegas de equipa criam bom ambiente. Foi uma escolha acertada da minha parte e estou bastante feliz.

Para quem não conhece o futebol grego, como o descreveria?

A paixão dos adeptos, a agressividade… Não achava que fosse um futebol tão agressivo. Se tivesse que destacar um ponto, destacaria a agressividade. Pensei que o confronto físico seria menor. O AEK é uma equipa grande e que joga sempre para ganhar. Sempre que joga fora de casa é bastante físico. Por exemplo, em Portugal, o Benfica quando vai jogar fora o jogo não é assim tão físico. As equipas jogam mais na defensiva, mas não tornam o jogo tão agressivo. Aqui, isso surpreendeu-me. Mas não é nada do outro mundo até porque eu venho de uma realidade, em Inglaterra, onde o contacto físico estava bastante presente.

A pior experiência que tive na carreira foi no Deportivo

Esteve vários anos em Inglaterra e representou vários clubes. Que avaliação faz da sua passagem por lá?

A minha passagem por Inglaterra serviu para crescer bastante, tanto como jogador como pessoa. Nunca fui muito fã, como toda a gente sabe, da vida em Inglaterra. Não é segredo nenhum. Para nós, portugueses, não é um país fácil para nos adaptarmos. Aqui, na Grécia é mais fácil: há praia, há boa comida, há boa temperatura, há sol… Essas coisas fazem-nos falta. Em termos futebolísticos, cresci bastante. Tive muitos momentos bastante positivos. Lembro-me que fui para o Swansea da Premier League… Acabei por não jogar muito, ficámos em oitavo lugar, equipa era bastante competitiva e tinha o Gomis [atualmente no Al Hilal] como primeira escolha. Lá para o final da época comecei a jogar mais, mas depois lesionei-me. Fiz um golo, duas assistências e foram seis meses bastante bons para crescer.

Segue-se o Nottingham Forest... 

No Nottingham Forest estava a fazer uma boa época, com nove ou dez golos, mas não joguei os últimos três meses devido a lesão. Lembro-me que até regressei ao Benfica em março e não joguei mais nessa época. No verão transfiro-me para o Norwich, onde tive uma primeira época boa com 15 golos e depois uma segunda não tão boa, com todos os problemas com o treinador, tal como as pessoas sabem. Acabei por não fazer tantos golos, foram nove. E uma terceira época onde estive seis meses no Norwich castigado, digamos assim, sem jogar. Em janeiro, surgiu o Reading e correu bem, mas também com altos e baixos como toda a gente sabe. Tive aquela lesão na cara, uma lesão na coxa… Ou seja, em seis meses joguei dez jogos. Fiz golos importantes... De uma forma muito resumida, a minha passagem por Inglaterra fez-me crescer muito. Tive momentos muito bons e outros menos bons.

Acha que de certa forma, as lesões que teve ao longo destes anos também impediram um crescimento maior no futebol inglês? No caso do Reading, lembro-me que estava a começar a embalar e depois tem aquela lesão na face…

Se não tivesse estes azares, sentia que iria fazer dez golos naquela meia época [no Reading]. Estava bem… Nos seis meses em que estive de fora no Norwich, sabia que tinha de estar preparado em janeiro, porque iria surgir alguma oportunidade para explodir. Tive essas contrariedades, a da cara ou do nariz, depois foi a coxa. Acabei por fazer três golos em nove ou dez jogos, mas poderia ter feito bastante mais. Foi algo que condicionou o meu crescimento. No Nottingham Forest, aquela lesão final também travou um pouco o meu crescimento. Sentia que ia acabar a época com um bom registo, por volta dos 15 golos… Quando fui para Inglaterra, não tinha noção da qualidade e do grau de dificuldade do Championship. Aquela Liga tem muita qualidade e jogadores muito bons. Temos o exemplo do Nuno Espírito Santo. Depois de passar por grandes equipas como o Valencia, foi treinar para o Championship. Voltando ao ano do Nottingham Forest, lembro-me que estava com o objetivo de ir à seleção e depois aquela lesão tirou-me essa possibilidade. Tive várias lesões, que até nem foram complicadas, mas aconteceram em momentos chaves que podem ser decisivos na carreira de um jogador. Nos últimos anos não tive aquela continuidade necessária.

Notícias ao MinutoNélson Oliveira a festejar um golo com a camisola do Reading© Reuters

Nesses momentos, os jogadores têm de ser fortes mentalmente…

O apoio familiar, os amigos e ter uma mulher espetacular ao meu meu lado… São essas as coisas importantes. Há coisas bem mais complicadas do que uma lesão no futebol. Toda a gente passa por isto. Temos que olhar para a frente e esperar por dias melhores.

Também passou pelos espanhóis do Deportivo e pelos franceses do Rennes. Que recordações guarda?

A pior experiência que tive na carreira foi no Deportivo e influenciou negativamente a minha carreira. Na altura, era um clube que estava bastante desorganizado. É um clube com imensos adeptos, mas tem pouca organização e estabilidade. Lembro-me que vinha do Europeu de 2012, vinha de jogar as meias finais contra a Espanha com 20 anos, e acabei por cair ali. Foi a primeira experiência fora de casa e não foi fácil. Foi uma época em que consegui mostrar alguma qualidade porque fiz golos bonitos. Em suma, foi uma época e um momento da minha vida menos bom e até nem gosto muito de recordá-lo. Em França, comecei muito bem a época e até janeiro já tinha oito golos. Depois, tive uma pubalgia e tive a segunda metade da época sem jogar muito. Foi mais uma época com altos e baixos.

Feitas as contas, já está fora de Portugal há muito tempo. Como se gerem estas saudades de casa?

Viajando! Também tenho a sorte dos meus amigos, do meu irmão e da minha família visitarem-me várias vezes. É assim que se matam as saudades.

Quando eu estava nos séniores do Benfica, eu devia ser o único jogador da formação. Agora, mais de meia equipa é da formação

Passou parte da formação no Benfica, fez parte do plantel da equipa principal e chegou a jogar na Liga dos Campeões. O que faltou para se afirmar definitivamente?

O que me faltou foram oportunidades. As pessoas às vezes dizem que eu tive oportunidades e que eu não as aproveitei. Eu respeito isso, mas na minha opinião não tive assim tantas oportunidades. As pessoas quando param para pensar e olham para o Benfica atualmente percebem que aquilo que os jovens têm agora são, isso sim, oportunidades. Estou a falar do caso do Tomás Tavares. Para mim é um miúdo com muita qualidade, mas às vezes é criticado por um resultado menos bom e continua a jogar. Isso, sim, é ter oportunidades. Isso, sim, é uma filosofia de apostar na formação. Dá-me bastante gozo ver essa aposta e isso foi algo que não se passou na minha altura. Foi o grande problema que eu tive e a grande infelicidade que eu tive. Quando eu estava nos séniores do Benfica, eu devia ser o único jogador da formação. Agora, mais de meia equipa é da formação. São da formação e são apostas do Benfica. Não estão no plantel a fazer número e não jogam só para a Taça. São jogadores em quem o Benfica deposita muita confiança e que faz de tudo para que eles cresçam. Na minha altura não era assim, a verdade é essa.

Sentia que na sua altura não havia essa confiança nos jovens da formação?

Se calhar eu paguei porque o Benfica sempre acreditou bastante em mim. Nem apostava em mim e também não me deixava sair em definitivo, algo que não é bom para a carreira de um jogador. Resumidamente, sinto-me mais contente com a política que o Benfica tem atualmente do que aquela que tinha no meu tempo. Perderam-se vários talentos. Estou a lembrar-me do Danilo que agora está no FC Porto e que poderia estar no Benfica. Estou a lembrar-me do Mário Rui, que agora está na seleção e no Nápoles, e que poderia muito bem estar ou ter jogado no Benfica. Há muitos outros casos. Não era por falta de qualidade, mas sim por falta de aposta por parte do Benfica. Não apostavam nos jogadores da formação, mas também a verdade é que o investimento era maior. Na minha altura, estavam jogadores como Saviola, Aimar, Garay, Ramires, Javi García… O Garay vinha do Real Madrid e era um central pelo qual pagaram milhões após a saída do David Luiz. Mais recentemente, saiu o Lindelof e entrou o Rúben Dias. Quando sair o Rúben Dias, vai entrar outro jovem da formação que lá esteja. Neste momento, o Benfica tem uma boa escola de formação e faz uso dela. Na minha altura, também tinha uma boa escola de formação, mas não fazia tanto uso dela.

Notícias ao MinutoNélson Oliveira acumulou um saldo de três golos em 24 jogos oficiais ao serviço da equipa principal das águias© Global Imagens

Ainda se lembra daquele Mundial sub-20 em 2011?

Sim, claro! Ainda me lembro e vou lembrar-me sempre. Fui à final do Mundial e não me vou esquecer disso nunca. É normal (risos).

Ficou um sabor amargo pela vitória do Brasil?

Claro, mas ao mesmo tempo ficámos orgulhosos pelo que fizemos no torneio. Pouca gente dava alguma coisa por nós naquela altura. Às vezes, as pessoas ligam muito aos nomes que compõem as equipas… Estou a lembrar.me do último mundial de sub-20. A seleção portuguesa estava carregada de nomes: Rafael Leão, Jota… Toda a gente esperava muito mais dessa seleção do que da nossa, mas é normal. Fiquei orgulhoso daquele Mundial porque mostrámos que os nomes não ganham nada. Dentro de campo é que tens de mostrar o que a equipa vale. Não ganhámos a final porque tínhamos pela frente um super Brasil. Não ganhámos, mas ficou uma boa lembrança.

No seu caso, o seu nome saltou para a ribalta, especialmente depois dos golos apontados contra a França, na meia final, e contra o Brasil, na final…

Foi um bom Mundial para mim. Acabei por me destacar e na altura foi bom para a minha carreira. Por outro lado, também serviu para o Benfica olhar para mim e ver que não podia deixar-me sair. Os meus colegas puderam dar melhor seguimento à carreira do que eu dei à minha. Eu raramente fui aposta no Benfica e estive ligado ao clube até aos 25 anos. É muito tempo. Cresci muito naquela casa e devo muito ao Benfica porque me formou como jogador e homem. Mas em termos de competição, talvez tenha perdido alguns anos que poderia ter aproveitado de uma outra forma. Sinceramente, os empréstimos não são benéficos para os jogadores e eu passei por muitos que não foram nada benéficos para a minha carreira.

Defende então a teoria de que quando um jogador não é aposta deve sair definitivamente do clube?

Sim, claramente! Sair ou então partilhar o passe. Ser emprestado não beneficia o jogador. Não beneficia quem empresta ou quem recebe o jogador emprestado. Os clubes deveriam ter jogadores deles. Só assim é que se pode crescer. Qual é objetivo de emprestar um jogador, ele faz uma boa época e depois o clube que o recebeu emprestado não fica com nada? Não é essa maneira como eu vejo o futebol. Não sou a favor dos empréstimos. Sou, sim, a favor das equipas B, que na minha altura não existiam.

Agora, também há a Liga Revelação…

Também é uma boa montra e ajuda ali a fazer aquela transição da formação para o escalão sénior.

Já leva oito golos em 15 jogos. Pensa que pode estar próximo o regresso à seleção?

É uma coisa que eu ambiciono e que estará sempre no meu pensamento. Esta época já tive oportunidade de estar duas vezes pré-convocado e já fui chamado à seleção pelo mister Fernando Santos há duas semanas. É sempre uma coisa que está no meu horizonte. Sei que o míster já treinou aqui na Grécia e a probabilidade de estar atento é maior. Está no meu horizonte, mas primeiro tenho que estar focado em ajudar o meu clube. Só depois disso é que posso pensar na seleção.

Não fui grande aposta com Jesus, mas reconheço a grande capacidade que ele tem como treinador

Que treinadores o marcaram neste seu trajeto?

Aprendi com todos eles. Um treinador que me marcou muito foi o Ilídio Vale. É como um professor e é um homem que me ajudou bastante e com quem aprendi muito. Também já tive oportunidade de trabalhar com o [Jorge] Jesus. Não fui grande aposta com ele, mas reconheço a grande capacidade que ele tem como treinador. Já tive vários treinadores na carreira e tento sempre aprender o melhor com cada um deles.

Tem acompanhado o futebol português?

Por acaso, aqui na Grécia de vez em quando transmitem jogos do campeonato português. Isso surpreendeu-me e às vezes vejo um ou outro jogo. Não é o futebol que mais gosto de ver. Sou um apaixonado pela Premier League! Vejo que o Benfica está bastante bem, sei que o Famalicão está a fazer uma grande temporada. A minha mulher é de Famalicão e tenho um carinho especial pelo clube por isso mesmo e também porque tenho amigos que são adeptos fanáticos. E depois, claro, acompanho o meu Gil Vicente porque sou de Barcelos. O Vítor Oliveira está a fazer espetacular. Montou uma equipa praticamente nova. Vi o jogo contra o Sporting no campeonato e deu-me muito prazer ver o meu Gil jogar.

Sinto que tenho capacidade para jogar num dos três grandes em Portugal

Ambiciona regressar a Portugal?

Nunca se sabe… Eu sou português e nunca sei se no dia de amanhã poderei regressar. Quando estamos fora, não é fácil em termos salariais. Sinto que tenho capacidade para jogar num dos três grandes em Portugal. Tenho mais do que capacidade para isso, mas não posso dizer se isso vai acontecer no futuro.

O que deseja fazer no AEK e como quer ser lembrado no AEK?

Quero ser lembrado como um jogador que ganhou títulos e que deu alegrias aos adeptos. Como eu costumo dizer, dá gozo dar alegrias a estes adeptos. A maneira como eles vivem o clube… Não é só um clube. É um estilo de vida e é algo que está enraizado neles. Gostaria de ganhar coisas importantes aqui, ganhar títulos, taças e jogar competições europeias como a Liga dos Campeões. Era isso que gostava de atingir aqui. É um clube com uma história bastante titulada e que está a crescer. Espero fazer e ser parte desse crescimento.

Notícias ao MinutoNélson Oliveira a festejar um golo pelo AEK, imagem tantas vezes repetida na Grécia. © Reprodução AEK

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